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Mato Grosso

Sema conclui capacitação de resgates de animais silvestres

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Terminou nesta sexta-feira (12.06) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

 

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Mato Grosso

Elite dos cães de resgate do país se reúne em Mato Grosso para certificação

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Mato Grosso sedia, entre os dias 15 e 19 de junho, a Certificação Nacional de Cães de Busca, Resgate e Salvamento – Etapa Centro-Oeste. O evento é o principal critério de avaliação técnica para os animais que atuam em missões oficiais dos Corpos de Bombeiros Militares em todo o Brasil. A iniciativa busca padronizar as operações e garantir que os binômios — dupla formada por cão e condutor — estejam aptos para situações de alta complexidade.

A organização é da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (LIGABOM), por meio do Comitê Nacional de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (CONABRESC). Ao todo, 20 equipes participam do processo, sendo 12 delas pertencentes ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). Também marcam presença especialistas vindos do Acre, Bahia, Ceará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Durante cinco dias, os participantes enfrentam provas que reproduzem fielmente cenários de ocorrências reais. Os testes avaliam desde obediência e destreza até buscas em áreas rurais e urbanas, focando na localização de pessoas vivas, remanescentes mortais e odores específicos. Além do desempenho animal, os avaliadores analisam a leitura comportamental feita pelos condutores e a eficiência no gerenciamento das ações em campo.

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O major BM Anderson Rodrigo da Silva, responsável pelo Nobresc, ressalta que a certificação é um pré-requisito obrigatório para o emprego operacional. Segundo ele, a precisão do cão é vital, pois uma indicação errada pode mobilizar recursos e equipes desnecessariamente, enquanto uma indicação correta é decisiva para o sucesso do salvamento.

A programação oficial começa com um congresso técnico no Shopping Goiabeiras. As avaliações práticas ocorrem no campo do IPASE, em Várzea Grande, na Fazenda São José e na região do Parque Atalaia, em Cuiabá. O encerramento está previsto para o dia 19 de junho, na Praça das Bandeiras. Mato Grosso, que desenvolve esse trabalho desde 2012, consolidou-se como referência na área, tendo atuado em desastres marcantes como Brumadinho, Petrópolis e as enchentes no Rio Grande do Sul.

 

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