Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

tce mt

Emenda constitucional que reconhece Tribunais de Contas como essenciais ao controle externo é vitória da democracia, diz Antonio Joaquim

Publicados

em

Conselheiro do TCE-MT, Antonio Joaquim

A promulgação da emenda constitucional que reconhece os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo brasileiro, vedando doravante qualquer iniciativa de extinção, é uma “vitória da democracia, pois não existe democracia sem controle externo. Ele é um pilar do Estado Democrático de Direito. É aspecto fundamental da legalidade, pois não se faz controle sem regras e não há Estado de Direito sem essa fiscalização”.

Essa foi a reação do conselheiro Antonio Joaquim (TCE-MT), que participou, na quarta-feira, 15/4, do encontro em Brasília (DF) da diretoria da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e de representantes dos Tribunais de Contas Brasileiros com o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre. A pauta foi o agendamento da data da promulgação da norma constitucional, que foi aprovada no dia 4 de novembro de 2025, com 414 votos (PEC 302/2017). O Senado Federal programou o momento solene do ato de promulgação para o dia 5 de maio.

O encontro também foi marcado para fazer um reconhecimento público e institucional ao Congresso Nacional, posto que essa norma afasta em definitivo qualquer iniciativa que busque diminuir o papel ou até extinguir os Tribunais de Contas, a exemplo de várias tentativas já ocorridas pelo Brasil, especialmente por conta da contrariedade de atores políticos que não aceitam a fiscalização exercida pelos órgãos de controle.

Leia mais:  Sérgio Ricardo cobra reconstrução da MT-170 após identificar graves falhas em obra de R$ 130 milhões

Os Tribunais de Contas são órgãos autônomos e independentes, que, sem pertencer à estrutura do Legislativo, auxiliam esse poder no controle externo, mediante a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União, Estados e Municípios e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas.

Conforme o conselheiro Antonio Joaquim, que presidiu a Atricon no período de 2012/2013 e é o atual presidente de honra da entidade, a promulgação dessa emenda tem que ser comemorada para além do Sistema Tribunais de Contas. “É uma vitória da sociedade brasileira, pois no exercício do controle externo, os Tribunais de Contas atuam para que se prevaleça o interesse público, agindo pela gestão correta da arrecadação de receitas e execução de despesas públicas, no combate à corrupção, na responsabilização dos atos irregulares e ilegais, pela transparência dos atos de natureza pública”, afirmou.

 

Propaganda

tce mt

Dia do Meio Ambiente: Tribunal de Contas converte agenda sustentável em resultados práticos para municípios

Publicados

em

Ao conectar projetos antes isolados e ampliar o apoio técnico à gestão pública, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas), vem ajudando o estado a construir políticas que conciliam desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, essa agenda, liderada pelo presidente do TCE-MT e da Comissão, conselheiro Sérgio Ricardo, ganha destaque. Sob essa articulação, temas como lixões irregulares, queimadas, mineração sem controle, falta de arborização e passivos ambientais deixaram de ser tratados como problemas isolados dos municípios e avançam para uma solução.

“Não se trata apenas de fiscalizar, mas de orientar os gestores para políticas públicas eficientes e sustentáveis. É uma resposta concreta aos desafios climáticos, urbanos e sociais que temos enfrentado”, explica o presidente.

O desafio de encerrar os lixões

Uma das principais frentes de atuação da Comissão é a busca por soluções para a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos. Em andamento desde dezembro de 2025, a Mesa Técnica 9/2025 reúne instituições e municípios para viabilizar consórcios intermunicipais que permitam compartilhar os custos de implantação de aterros sanitários e avançar no encerramento dos lixões.

“Os resultados começam a aparecer quando unimos técnica, planejamento e compromisso. É assim que fortalecemos os municípios e ajudamos Mato Grosso a crescer de forma sustentável”, afirma o presidente.

Boa parte dessas frentes responde a uma régua comum: o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), que fixou meta de universalizar água e esgoto até 2033. A Comissão cobra do Estado e municípios o cumprimento das obrigações, dos planos municipais de saneamento e resíduos à alimentação de dados no SINISA e à destinação adequada dos resíduos.

Prevenção ao fogo começa antes das queimadas

Em abril de 2026, o Governo do Estado declarou situação de emergência ambiental e proibiu o uso de fogo para limpeza e manejo de áreas entre julho e novembro. Diante desse cenário, a Copmas passou a reforçar a necessidade de que municípios e órgãos estaduais adotem medidas preventivas dentro dos prazos estabelecidos.

Leia mais:  Sérgio Ricardo recebe denúncias de irregularidades em rodovias e obras públicas

A atuação é resultado de um trabalho iniciado anteriormente. Em 2025, o TCE-MT promoveu uma capacitação voltada à elaboração de planos de contingência para desastres, reunindo mais de 400 gestores de 62 municípios. Além disso, o Tribunal também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

Mineração legal e rastreabilidade da produção

Em maio, o TCE-MT firmou parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM) para ampliar o acompanhamento da atividade mineral, especialmente da produção de ouro. A iniciativa prevê a elaboração de uma nota recomendatória e a realização de auditoria. Além de mapear a produção, o objetivo é fortalecer a rastreabilidade, incentivar a regularização e ampliar a fiscalização sobre empreendimentos que atuam no setor.

05-de-Junho---Dia-Mundial-do-Meio-Ambiente.jpg.jpeg

Cidades mais resilientes

A adaptação das cidades às mudanças climáticas também entrou na agenda. Em abril deste ano, a Copmas aprovou uma nota recomendatória para que o Estado e os municípios estruturem políticas permanentes de arborização. A medida responde a um desafio crescente: atualmente, 23,6% das cidades brasileiras têm mais da metade da população vivendo em ruas sem nenhuma árvore.

Em Mato Grosso, apenas Cuiabá e Sinop possuem iniciativas formais voltadas ao planejamento da arborização. Diante disso, o documento prevê a definição de áreas prioritárias, monitoramento contínuo e ações permanentes de manejo.

Dados, regularização e capacitação

Toda esta mobilização é sustentada por ferramentas de gestão. Em 2025, foi lançado o módulo Meio Ambiente do Radar de Controle Público, que traz indicadores relacionados a biomas, desmatamento, focos de calor, saneamento, mineração e barragens.

Na área de regularização ambiental, a Comissão contribuiu para qualificar o debate sobre a implementação do Código Florestal e a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O TCE-MT integra um grupo de trabalho com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Sema-MT para acelerar a análise de mais de 130 mil cadastros, ampliando a segurança jurídica e a conformidade ambiental das propriedades rurais.

Leia mais:  Dia do Meio Ambiente: Tribunal de Contas converte agenda sustentável em resultados práticos para municípios

Mobilização pelo futuro

O grupo também participou das discussões sobre o futuro do Morro de Santo Antônio, defendendo soluções que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento turístico. O Tribunal atua para que eventuais intervenções atendam critérios técnicos, legais e ambientais, garantindo a proteção da unidade de conservação e o uso adequado dos recursos públicos.

Em outra frente, o TCE-MT integrou a mobilização Rio Cuiabá + Limpo, desdobramento do projeto Travessia Pantaneira coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Paralelamente, o Tribunal articula com a Embrapa Agrossilvipastoril a implantação de núcleos produtivos voltados à agricultura familiar, buscando integrar conservação ambiental, geração de renda e segurança alimentar na Baixada Cuiabana.

A Comissão também desenvolve iniciativas voltadas à educação ambiental. Entre elas está a Gincana Ambiental Pequenos Guardiões da Natureza, que percorreu 14 municípios da Baixada Cuiabana promovendo atividades de conscientização com crianças de 6 a 11 anos. As ações incluíram oficinas, plantio de mudas e atividades educativas relacionadas à preservação ambiental.

O exemplo vem de casa

O trabalho começa dentro do Tribunal. O programa “XÔ! LIXO” organiza a gestão de resíduos produzidos pelo Tribunal, estabelecendo metas de redução, reaproveitamento e destinação adequada dos materiais. Outras iniciativas incluem o reaproveitamento da água produzida pelos aparelhos de ar-condicionado e a manutenção de um berçário de mudas utilizado em ações de reflorestamento, paisagismo e educação ambiental.

“O objetivo é orientar ações para a proteção dos nossos ecossistemas, do clima e de combate à pobreza. Com isso, estamos fazendo justiça social, melhorando o acesso à água potável, saneamento, energia limpa e outros serviços”, conclui Sérgio Ricardo.

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana