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De volta à Lua: NASA inicia nova era da exploração espacial

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Foto: Tiberius Drumond

Por João Canalle

A NASA está prestes a lançar seu foguete mais poderoso já desenvolvido, o Space Launch System. A missão Artemis II tem previsão de decolagem para o dia 6 de fevereiro, data que marca a nova era de exploração espacial rumo ao satélite natural da Terra. Essa é a primeira missão tripulada da NASA à Lua após mais de 50 anos.

O voo, sem pouso, levará quatro astronautas em uma viagem de 10 dias ao redor da Lua. A tripulação é composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. É a primeira vez que uma mulher integra uma missão lunar. Os astronautas vão realizar testes próximos à Terra, incluindo demonstração de mira e verificação completa dos sistemas da Orion, etapa essencial para garantir a segurança da missão, antes de chegar à Lua.

A ida à Lua representa uma mudança de propósito em relação às missões Apollo, realizadas entre as décadas de 1960 e 1970. Naquela época, o objetivo geopolítico era demonstrar superioridade tecnológica dos Estados Unidos sobre a União Soviética, durante a Guerra Fria.

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Mas por que voltar à Lua? A NASA e seus parceiros pretendem estabelecer uma presença humana permanente em nosso satélite natural. Isso envolve testar tecnologias de sobrevivência em longo prazo, como a extração de água do solo lunar, proteção contra radiação, adaptação à baixa gravidade, ausência de atmosfera e variações extremas de temperatura.

Ela servirá como um laboratório. Experimentos para geração de energia, construção de habitats, uso de recursos locais e a possibilidade de algum tipo de cultivo podem fornecer dados cruciais para missões mais ambiciosas. O sucesso da Artemis II é fundamental para uma missão tripulada a Marte. Antes de enfrentar uma viagem longa e arriscada, é necessário dominar as tecnologias de transporte, permanência e sobrevivência fora da Terra.

Do ponto de vista geopolítico, o retorno à Lua carrega um significado distinto do passado. Embora liderado pela NASA, o Programa Artemis II é um esforço multinacional, envolvendo diversos países e agências espaciais. Não se trata mais de uma disputa entre superpotências, mas de uma iniciativa colaborativa em prol da expansão do conhecimento humano.

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Em 1969**,** os Estados Unidos precisavam provar sua capacidade tecnológica em meio à Guerra Fria**;** agora**,** o momento é de cooperação. A Artemis II abre caminho para um novo capítulo da exploração espacial, mais sustentável, colaborativo e voltado ao futuro.

Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle é astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).

 

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Menopausa: quem disse que namorar tem prazo de validade?

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Por Giovana Fortunato

Com a chegada do Dia dos Namorados, é comum vermos campanhas e mensagens voltadas para casais jovens, como se o amor, a paixão e a vida sexual tivessem data para começar e idade para terminar.

Mas a realidade é bem diferente.

Todos os dias, em meu consultório, encontro mulheres que estão vivendo uma das fases mais transformadoras da vida feminina: a menopausa. E, junto com ela, surgem dúvidas, inseguranças e muitos mitos. Um dos mais comuns é a ideia de que o desejo sexual e a vida afetiva chegam ao fim quando a menstruação se despede.

A ciência mostra exatamente o contrário.

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada principalmente pela redução da produção dos hormônios ovarianos, especialmente o estrogênio. Essa mudança pode provocar sintomas físicos e emocionais importantes, como ondas de calor, alterações do sono, irritabilidade, cansaço, ressecamento vaginal e desconforto durante as relações sexuais.

O problema é que muitas mulheres acreditam que precisam simplesmente aceitar esses sintomas como parte inevitável do envelhecimento.

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Não precisam.

Hoje sabemos que qualidade de vida também é uma questão de saúde. E isso inclui bem-estar emocional, autoestima, relacionamentos saudáveis e uma vida sexual satisfatória, se essa for a escolha da mulher.

O ressecamento vaginal, por exemplo, é uma das queixas mais frequentes após a menopausa. Além de causar desconforto, pode levar à diminuição da intimidade do casal e afetar a autoconfiança feminina. Felizmente, existem tratamentos seguros e eficazes que ajudam a restaurar o conforto e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Outro ponto importante é compreender que o desejo sexual não depende apenas dos hormônios. Sentir-se bem consigo mesma, cuidar da saúde física, manter vínculos afetivos e preservar a autoestima também influenciam diretamente a forma como a mulher vivencia sua sexualidade.

A menopausa não representa o fim da feminilidade, da sensualidade ou do amor. Pelo contrário. Para muitas mulheres, ela pode marcar o início de uma fase de maior maturidade, autoconhecimento e liberdade.

Neste Dia dos Namorados, o convite é para uma reflexão: será que você está cuidando da sua saúde com a mesma atenção que dedica às pessoas que ama?

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Se os sintomas da menopausa têm interferido no seu bem-estar, no seu relacionamento ou na sua qualidade de vida, procure orientação médica. Cuidar da saúde feminina não é apenas tratar doenças. É permitir que cada mulher viva plenamente todas as fases da sua história.

Porque namorar não tem prazo de validade. E a sua qualidade de vida também não deveria ter.

Dra. Giovana Fortunato, ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT.
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