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Cuiabá se despede de Dona Maria, mãe de Dante de Oliveira

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Dona Maria de Oliveira, faleceu nesta segunda-feira (12.01), aos 104 anos

A capital mato-grossense e o cenário político nacional lamentam o falecimento de Maria Benedita Martins de Oliveira, carinhosamente conhecida como Dona Maria, que partiu nesta segunda-feira (12.01), aos 104 anos, em Cuiabá. Matriarca de uma família que deixou marcas indeléveis na história de Mato Grosso e do Brasil, Dona Maria foi mãe do ex-governador de Mato Grosso e ex-prefeito de Cuiabá, Dante de Oliveira.

Sua trajetória de vida foi exemplar, marcada por uma fé inabalável, dedicação incondicional à família e um profundo compromisso com a cidadania. Dona Maria era vista como uma das grandes referências morais e afetivas para seus filhos e para todos que a conheceram, permeando valores que se refletiram na esfera pública.

Mesmo afirmando não possuir grande apreço pela política, Dona Maria acompanhou de perto a carreira de seu filho, Dante de Oliveira, autor da emblemática emenda das Diretas Já – um marco fundamental na luta pela redemocratização do Brasil. Seu apoio era incondicional, e ela nunca se esquivou de defender aquilo em que acreditava, exercendo seu direito ao voto e demonstrando um engajamento ativo nos processos democráticos até seus últimos dias.

Ao longo de mais de um século, Dona Maria foi um farol de coragem, perseverança e amor, conseguindo reunir gerações em torno de princípios como união, respeito e responsabilidade social. Seu legado transcende os laços familiares e se confunde com a própria identidade de Cuiabá, a cidade onde viveu, criou seus filhos e se tornou uma figura amada e respeitada por toda a comunidade. Sua partida deixa uma lacuna, mas sua memória e os valores que cultivou permanecerão vivos.

Autoridades prestam homenagens e condolências

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, utilizou suas redes sociais para expressar seu sentimento. “Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento da Maria Benedita de Oliveira, mãe do ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira, nesta segunda-feira. Deixo meus sentimentos à família e aos amigos, com o desejo de que Deus conforte o coração de todos neste momento tão difícil.”

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, também manifestou pesar, solidarizando-se com familiares e amigos e prestando homenagem à memória de Dona Maria, cuja vida foi “marcada pelo exemplo, pela dedicação à família e pelo legado humano deixado às gerações seguintes”.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), lamentou a perda e destacou o legado de resiliência de Maria Benedita. “Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Maria Benedita de Oliveira. Neste momento de dor e despedida, manifesto meus sinceros sentimentos à família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela e compartilhar sua história. Que Deus conforte os corações de todos e conceda força para superar essa perda”, declarou o parlamentar.

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), destacou a importância de Dona Maria para a memória afetiva e histórica de Mato Grosso. “Dona Maria Benedita deixa um legado marcado pela força, pela dedicação à família e por valores humanos que atravessaram gerações. Que Deus conforte o coração de todos os familiares e conceda paz neste momento de despedida”, declarou a vereadora.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama, Samantha Iris, também emitiram nota de pesar. “Nos solidarizamos com todos os familiares e amigos neste momento de dor, especialmente com os descendentes de Dante de Oliveira, na certeza de que a memória, os ensinamentos e a força de Dona Maria continuarão vivos no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la”, destacou o prefeito Abilio Brunini.

 

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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