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Elas podem aprender a importância de poupar para comprar um bom presente

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Com a vida voltando ao normal após quase dois anos de pandemia, é natural que os pais queiram oferecer uma boa comemoração do Dia das Crianças. Mas, para não errar no presente, a dica de especialistas é: pergunte ao seu filho o que ele gostaria de comprar com o próprio dinheiro. Dessa forma, além de ganhar um presente, ele aprende a se educar financeiramente.

A psicóloga infantil Leiliane Oliva explica que é fundamental dar autonomia para os pequenos. O que começa com pequenas tarefas que eles podem fazer sozinhos, como guardar brinquedos, tirar a blusa sozinha, o sapato entre outros. E enfatiza que a educação financeira também faz parte desse processo.

“É importante os pais observarem o comportamento infantil em cada faixa etária e ensinar sempre pelo exemplo, mostrando que cada coisa tem um preço. Que com um determinado valor pode se comprar tal item. Um exemplo: com R$ 10 consigo comprar um leite, um pouco de pão. Já com R$ 2 consigo comprar um picolé”, explica.

A especialista pontua ainda que as datas comemorativas são uma ótima maneira de colocar em prática esses ensinamentos, deixando-as fazerem escolhas.

“Se ganhou um presente do dia do aniversário, e a criança ainda quer uma outra coisa, estipule um teto de gasto. E que se ela quiser algo de maior valor, terá que guardar dinheiro para isso”, pontua.

Ivana Maranhão, jornalista e mãe da Laís, de 3 anos, concorda com a psicóloga sobre a importância em passar para criança, que dinheiro é uma recompensa por um esforço e a necessidade de se guardar para conseguir o que quer.

“Mesmo com apenas três anos, eu e o pai dela já começamos a introduzir alguns conceitos Ela adora pirulito. Explicamos que para se ter o pirulito é preciso comprar, mas para comprar é necessário ter dinheiro”, conta. “Pode parecer pouco, mas foi uma forma de começar a trabalhar na cabecinha dela o conceito de poupar”, complementa.

Ivana, mãe da Laís, conta que a primeira ideia da criança é de que os pais comprem aquilo que elas querem. “A Laís até me diz: ‘passa o cartão, mamãe’. A grande tarefa daqui para frente é mostrar a ela o valor do dinheiro e fazê-la dar importância a cada conquista obtida. Espero que tenhamos êxito nisso”, frisa.

Poupar

Outra forma de educar e poupar é por meio de uma mesada com um planejamento e metas específicas. “A autonomia pode ser mais estimulada quando a criança pode administrar, junto com seus pais, o próprio dinheiro. Nós vimos aí uma grande possibilidade, oferecendo a eles uma carteira digital, com um cartão mesada pré-pago”, explica o CEO da Powpay, Guilherme Medeiros. “Temos certeza que será uma nova experiência para a criança que vai poder poupar e comprar seu próprio presente. Aquilo que sempre quis”, complementa.

A proposta do Powpay, é proporcionar uma experiência de gestão financeira e independência, que pode ser usada de diversas formas pelos pais ou responsáveis. “A própria ideia de poupar pode eliminar o consumo de algo supérfluo por impulso, o que será fundamental quando as crianças e adolescentes se tornarem adultos”, argumenta Medeiros.

A especialista em finanças para crianças, Kary Battaglini concorda que as crianças podem ser estimuladas a poupar desde cedo. “Não existe uma idade específica para ensinar, mas, para cada fase do desenvolvimento infantil a educação financeira é aplicada de uma forma diferente”, aponta.

Kary, que também gera conteúdo em redes sociais sobre o assunto,  fala que é necessário mostrar a eles a importância de poupar agora para ganhar depois. E junto das crianças definir prioridades.

“Com pequenas atitudes no dia-a-dia pode-se desenvolver habilidades nas crianças. A educação financeira não requer um trabalho extra dos pais, e sim reconhecer as oportunidades. E isso pode acontecer durante uma brincadeira, pois elas aprendem muito brincando. E assim estimular o desenvolvimento delas ”, afirma.

Sobre o Powpay

O Powpay é uma carteira digital com cartão mesada pré-pago e app de educação financeira para crianças e adolescentes conquistarem autonomia com o apoio da família. Sem precisar abrir conta em banco, pais e familiares podem programar e pagar mesadas de forma simples e ainda participar ativamente do processo de aprendizagem para o uso responsável do dinheiro.

Sua principal meta é agregar em uma única experiência os benefícios do estímulo à gestão financeira por meio da autonomia. Tudo isso é proporcionado em uma plataforma totalmente segura e inteligente, que ajuda famílias a fomentar o consumo consciente e assegurar um futuro financeiro sustentável para novas gerações.

O cartão, físico ou digital, é aceito nos estabelecimentos credenciados da rede ELO®️ e para compras online. Para saber mais, acesse o Powpay no Facebook ou Instagram, ou no site: https://www.powpay.com.

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economia

Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados

Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora

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Foto: Freepik

As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.

O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.

Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.

Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.

Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.

Cenário nacional vai na direção oposta

Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.

O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.

Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.

Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.

O que o comerciante pode fazer

Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.

O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.

Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.

Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.

No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.

É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.

Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.

Redes sociais também aparecem no Google

Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.

Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.

As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.

Um problema que tem solução

Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.

Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.

Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.

O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.

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