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25 de outubro – Dia Nacional da Saúde Bucal – Laura Magalhães fala sobre cáries e outras doenças que afetam a boca

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Odontóloga Laura Magalhães

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O objetivo da data é conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção de doenças bucais. Existem inúmeras doenças que podem afetar a boca, mas a principal delas é a cárie, doença crônica que afeta crianças, adultos e, segundo dados do Ministério da Saúde, atinge 88% da população brasileira.

“A cárie é uma doença infecto-contagiosa (sim, você pega cárie de outra pessoa!) causada por vários fatores associados, tais como presença de determinados tipos de bactérias, dieta inadequada rica em açúcares e higiene bucal deficiente. Estas bactérias, na presença de açúcares, produzem ácidos capazes de destruir a estrutura dentária, podendo causar dor, abscesso, e até a perda do dente”, a informação é da odontóloga Laura Magalhães, de Cuiabá.

Segundo ela, o tratamento inclui a remoção da cárie e a utilização de substâncias com flúor tópico na forma de gel, pasta de dente, bochechos, suplementos, etc. “Além de ir a um dentista regularmente, mudança dos hábitos alimentares e uma boa limpeza da boca também são essenciais, após cada refeição é fundamental. Procure ter uma dieta saudável e equilibrada, rica em verduras, frutas e legumes e reduza a quantidade e a frequência do consumo de doces”, recomenda.

Mas não é somente a cárie que preocupa. Há ainda a gengivite, o câncer e por aí vai… “A gengivite ou periodontite, é uma doença crônica, infecto-contagiosa (que se pega de outro), que afeta as gengivas e o osso que suporta os dentes. Pode afetar um ou vários dentes e, se não tratada, pode levar a perda dentária. Sua principal causa é a presença de placa bacteriana, entretanto, outros fatores podem causá-la, entre eles: fumo, estresse, alterações hormonais, uso de medicações específicas, genética, diabetes e doenças que afetam o sistema imunológico. Quando a doença está limitada à gengiva, é conhecida como gengivite. Quando atinge o osso, é chamada de periodontite”, continua.

“Na gengivite, a gengiva fica vermelha, inchada e sangra com facilidade, até mesmo com a escovação. A gengivite é causada por higiene oral inadequada, e é reversível com tratamento profissional e uma boa higiene oral. Com o tempo, a placa bacteriana causadora da gengivite pode se espalhar e penetrar por baixo da gengiva, formando bolsas periodontais (espaços entre os dentes e as gengivas). À medida que a doença avança, as bolsas se tornam cada vez mais profundas e mais tecido gengival e osso são destruídos. Eventualmente, os dentes podem amolecer e ter de ser extraídos”, informa Laura Magalhães.

A odontóloga também nos lembra que há ainda o câncer de boca, que é um tipo de câncer que afeta os lábios e/ou boca (mucosa bucal, gengiva, céu da boca, língua e assoalho da boca). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) que é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, os principais fatores de risco para o câncer de boca são: idade superior a 40 anos, fumo, consumo de álcool, higiene bucal deficiente e próteses dentárias mal-adaptadas. Os sintomas são: feridas que não cicatrizam, úlceras superficiais indolores, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. Em estágio avançado pode haver dificuldade de falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço. O tratamento é feito retirando o tumor e/ou fazendo radioterapia. A quimioterapia associada à radioterapia é empregada nos casos mais avançados, quando a cirurgia não é possível.

“Para prevenir o câncer de boca, além de visitar o dentista regularmente, temos que manter hábitos saudáveis (boa alimentação, não fumar e não beber) e ter uma boa higiene bucal. Há ainda a necessidade de evitar a exposição ao sol sem proteção para prevenir o câncer de lábio. O autoexame de boca é uma ferramenta muito importante no diagnóstico precoce do câncer de boca. O prognóstico e a cura do câncer de boca depende do estágio em que a doença é descoberta”, completa a dentista cuiabana.

 

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Aids já matou 35 milhões; Mato Grosso está entre os 11 estados com as mais altas taxas de mortalidade: 4,4 mortes para cada 100 mil habitantes

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A doença, que não tem cura, continua avançando no mundo: a cada 17 segundos, uma nova pessoa é infectada.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida como Aids (da sigla em inglês) continua incurável e matando. E pior, matando cada vez mais cedo. Em 2020, cerca de 1,8 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus HIV. Isso quer dizer que a cada 17 segundos, ou seja, quase 5 mil pessoas por dia, são infectadas pelo vírus em todo o mundo.

Na verdade, a Aids não mata. O vírus ataca as células de defesa do corpo deixando o organismo vulnerável a qualquer doença. Aí a pessoa pode morrer em consequência de um simples resfriado, ou passar a ter, de uma hora pra outra, doenças graves como tuberculose ou câncer. E até o tratamento das doenças fica prejudicado por causa da ação do vírus.

A tragédia é que, ao invés de diminuir, desde o ano 2000, mortes relacionadas à aids mais do que duplicaram entre adolescentes. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a doença é a segunda causa de morte entre jovens na faixa etária de 10 a 19 anos. E as meninas são mais vulneráveis à epidemia de Aids, representando cerca de 65% das novas infecções em adolescentes no mundo. Isso porque nossos jovens estão se iniciando na vida sexual cada vez mais cedo e o sexo (desprotegido) se tornou algo banal, corriqueiro, praticado como se fosse apenas uma brincadeira.

POR AQUI – E, se você pensa que essa tragédia está longe de nós, que a Aids é coisa de africano (2 de cada 3 infectados no mundo são africanos), saiba que o Mato Grosso está entre os 11 estados que tiveram a taxa de mortalidade por Aids superior ao nacional. Foram 4,4 óbitos para cada 100 mil habitantes no estado, enquanto no país é de 4,1 óbitos por mil habitantes.

Outro exemplo: as taxas de mortalidade por Aids e de contaminação por HIV em gestantes em Mato Grosso estão acima da média nacional. Segundo dados do Ministério da Saúde, nosso estado ocupa o 5º lugar na lista de grávidas infectadas com o vírus e o 10º em mortalidade. A taxa é de 3,3 casos a cada mil gestantes infectadas no estado, enquanto a média nacional é de 2,8. Das 134.328 mil gestantes infectadas com HIV no país, entre janeiro de 2007 e junho de 2020, 6% são do Centro-Oeste, sendo que Mato Grosso é que mais teve casos na região.

DIAGNÓSTICO – Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte, mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Mas, saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco e usar sempre o preservativo.

O Dia Mundial de Combate à Aids (1º de dezembro) foi criado visando alertar toda a sociedade sobre essa doença que se propaga principalmente por contato sexual desprotegido com pessoa contaminada, mas que pode ser, também, transmitida por transfusão sanguínea e compartilhamento de agulhas etc.

O dia 1º de dezembro serve para alertar a população, principalmente os mais jovens e as mulheres, que não se contrai Aids com um simples aperto de mão ou abraço em um paciente, mas que a Aids é uma realidade entre nós. E sexo, só com proteção. É importante mostrar também que uma pessoa com o vírus pode relacionar-se e trabalhar normalmente. Além disso, deve-se mostrar que, hoje, a Aids não é uma sentença de morte e que é possível, sim, viver bem com a doença. Porém, também devemos nos preocupar com sua transmissão, uma vez que é uma doença sem cura e é mortal.

SAIBA MAIS

1 – Diferentemente do que muitos pensam, ser HIV positivo não é o mesmo que ter Aids. A Aids é o estágio mais avançado da doença, quando o sistema imunológico encontra-se bem debilitado.

2 – Os primeiros casos de Aids foram descobertos nos Estados Unidos, Haiti e África Central em 1977 e 1978, mas só foram classificados como a síndrome em 1982, quando se compreendeu melhor a doença. No Brasil, o primeiro caso foi diagnosticado em São Paulo, em 1980.

3 – As formas de transmissão da doença começaram a ser entendidas em 1982. Nessa época, o preconceito ainda era muito grande. A falta de conhecimento sobre a doença levou à adoção do nome Doença dos 5H: homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (que usam heroína) e hookers (termo em inglês que se refere a prostitutas). Somente em 1985 começou-se a falar em comportamentos de risco em substituição ao termo grupos de risco.

4 – Em 1991, iniciou-se a compra de medicamentos antirretrovirais para distribuição gratuita e, em 1993, o Brasil começou a produção do coquetel que trata a Aids (AZT). Em 1996 foi criada uma lei sobre o direito do doente de receber o medicamento gratuitamente, o que impulsionou a melhora da qualidade de vida dos milhares de infectados.

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