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20 de outubro – Dia da Osteoporose que afeta 10 milhões de brasileiros

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A osteoporose é uma doença provocada pela redução de massa dos ossos. Por diferentes fatores, a pessoa fica com ossos ocos, finos e muito sensíveis, tornando-os mais sujeitos a fraturas. Trata-se de uma doença silenciosa, que raramente apresenta sintomas antes que aparece. A pessoa só descobre que tem o problema, quando quebra um braço ou uma perna. E aí o tratamento é bem mais complicado. O ideal então é que sejam feitos exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas.

A estimativa é de que 10 milhões de brasileiros sofram de osteoporose; e uma de cada grupo de quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolva a doença. A doença afeta um homem para cada quatro mulheres. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose e duzentas mil pessoas morrem por causa destas fraturas.

Os ossos mais atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), o bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Destas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. Um quarto dos pacientes que sofrem esta fratura morrem dentro de seis meses e os que sobrevivem apresentam uma redução importante da qualidade de vida e independência.

O diagnóstico precoce da osteoporose é feito pela medida da densidade óssea, através do exame da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas (magrinhas e pequenas), que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, que possuem história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que já tiveram fraturas na idade adulta.

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Celular no bolso: taxa de fertilidade humana caiu pela metade nos últimos anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Em 2021 a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com dados do portal WorldO’meter. Metade desta população vive em centros urbanos, cerca de 3,5 bilhões. De acordo com relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a tendência é de que o número de pessoas no mundo chegue a 9,7 bilhões. Já para 2100, a estimativa é de 11 bilhões. Parece um ritmo alucinante, mas não é.

Na verdade a taxa de fertilidade humana vem caindo a níveis preocupantes. Segundo a ONU, o Brasil, por exemplo, está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição.

E isso, sem contar os efeitos da pandemia de covid-19 que derrubou o número de nascimentos. Em 2020 tivemos o menos número de nascimentos desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde: 2.687.651 recém-nascidos no ano passado e 2.849.146 em 2019, queda de 5,66%.

CELULARES – O culpado pela queda na taxa de fertilidade (excetuando a pandemia, claro) é  o celular.

Um estudo do Technion de Haifa e do Centro Medico Carmel, de Israel, pesquisou a relação de queda na contagem de espermatozoides com o uso constante de celulares e constatou que homens que usam o equipamento por mais de uma hora por dia dobram os riscos de diminuição dos espermatozoides, afirma os pesquisadores.

A pesquisa apontou também outros fatores, como o aumento do tabagismo e o consumo de álcool em excesso, mas o principal vilão seria o celular, por ser transportado no bolso da calça, próximo à genitália, enquanto emitem ondas eletromagnéticas que causa uma diminuição da densidade do líquido seminal, redução da capacidade de locomoção dos espermatozoides e até mudança na morfologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média da fertilidade humana atualmente está em torno a 18%, o que significa que afeta aproximadamente 1 de cada 8 casais, ou 48,5 milhões de pessoas no mundo. Os estudos indicam que 70% das causas desse aumento da infertilidade são divididos entre fatores femininos (35%) e masculinos (35%); 20% têm a participação de ambos e 10% são de causas desconhecidas, mas agora um novo estudo indica que a qualidade do sêmen humano pode ser o principal fator que vem provocando o crescimento dos níveis de infertilidade.

Esta queda já vinha sendo observada por vários estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos anos. Desde a década de 1930 a qualidade do sêmen humano vem caindo drasticamente e as principais suspeitas eram o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico. E agora, o celular surge para complicar ainda mais a situação.

Aqui no Brasil um dos mais importantes estudos sobre o assunto foi feito pela bióloga Anne Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela analisou 18.902 espermogramas realizados pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, realizados desde 1989.

Anne concluiu que concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Do outro lado do Atlântico, na Dinamarca, uma outra pesquisadora, a bióloga Elisabeth Carlsen, já havia chegado a conclusão semelhante. Ela analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991 e concluiu que a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml. Ambas as pesquisas mostram que, em todo o mundo, a queda foi de cerca de 50% no último século.

SAIBA MAIS

O sêmen humano pode transmitir 27 vírus diferentes, diz um estudo publicado pela revista científica Emerging Infectious Diseases, do todo poderoso CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, além do já conhecido HIV, também o zika vírus, a dengue, a meningite, a rubéola, a gripe, algumas doenças respiratórias e até o ebola, entre vários outros vírus, podem ser transmitidos pelo fluído orgânico leitoso, produzido pelos machos humanos (aliás, não apenas humanos, mas de várias outras espécies de animais) para transportar os espermatozoides até o local de fertilização na fêmea.

Sobre o Covid ainda não há um estudo conclusivo. Um especialista em fertilidade do Reino Unido alerta que a transmissão de covid-19 pelo sêmen não pode ser descartada completamente. O que se sabe é que em casos graves a qualidade do esperma pode ser afetada, diminuindo a taxa de fertilidade.

 

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