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Zelensky diz que só vai negociar paz se Rússia devolver territórios

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Zelensky afirma que negociações de paz só vão ocorrer quando Rússia devolver territórios
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Zelensky afirma que negociações de paz só vão ocorrer quando Rússia devolver territórios

O presidente da Ucrânia , Volodymyr Zelensky, disse nesta terça-feira (24) que seu governo só retomaram as negociações com a Rússia quando as tropas de Moscou se retirarem completamente do território ucraniano.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal japonês NHK, conforme relatado pelo portal Ukrinform.

“Para cada ucraniano, a vitória é o retorno dos territórios.Acreditamos que a Crimeia e o Donbass são nossos territórios. Estamos lutando por nós mesmos”, disse ele.

O líder ucraniano quer que a Rússia devolva os territórios tomados após 24 de fevereiro, quando começou a invasão. “E, então, nos propomos sentar novamente à mesa de negociações e acordar a paz, o fim da guerra e o retorno de nossos territórios”.

De acordo com Zelensky, “a situação no Donbass é extremamente difícil” e “toda a força do exército russo que ainda tem é lançada para atacar”. Entre as cidades mais afetadas estão Lyman, Popasna, Severodonetsk, Slovyansk, onde “os ocupantes querem destruir tudo”.


“Na interceptação de suas conversas, sentimos que eles estão bem cientes de que esta guerra não tem sentido para a Rússia e que estrategicamente seu exército não tem chance. Mas é preciso tempo e esforço extraordinários de nosso povo para quebrar sua vantagem na quantidade de equipamentos e armas”, acrescentou ele em discurso.

Ontem (23), o presidente da Ucrânia já havia dito que somente um encontro com seu homólogo russo, Vladimir Putin, pode encerrar a guerra que já dura três meses. “Não aceito nenhum encontro com mediadores russos, mas apenas com o presidente Vladimir Putin, e deve haver apenas uma questão na mesa: para acabar com a guerra”, disse ele. 

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Fonte: IG Mundo

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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