AGRO & NEGÓCIO

Workshop discute alternativas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Publicados

em


Apresentar  tecnologias  e propostas de projetos  com foco no  fortalecimento de cadeias produtivas de valor da biodiversidade amazônica e prevenção e combate ao desmatamento na região, para implementação de ações do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Esses e outros assuntos integraram a pauta  do Workshop “Bioeconomia e Sistemas Integrados na Amazônia”, realizado na segunda-feira (23), pela plataforma do Youtube da Embrapa. 

Organizado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) e Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop-MT), o encontro contou com mais de 100 participantes entre pesquisadores, estudantes, técnicos, representantes governamentais e de entidades da sociedade civil.

Rita Milagres, pesquisadora e chefe da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, destacou a importância da parceria com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, firmada em julho deste ano. “A cooperação institucional também prevê um  esforço conjunto para a busca de recursos financeiros. As ações  do consórcio deverão ser desenvolvidas pelas nove Unidades da Embrapa localizadas na Amazônia, em conjunto com os governos estaduais e instituições parceiras da região”, afirmou.

Ainda segundo a gestora, esse é o primeiro de uma série de eventos que serão realizados e  esse diálogo possibilita  novas oportunidades de cooperação e ampliação do uso de tecnologias desenvolvidas pela Empresa. Os temas discutidos também estão alinhados a dois eixos do  Plano de Recuperação Verde (PRV):  Economia Verde, Inovação e Governança Territorial e Ambiental da Amazônia Legal. 

O secretário de planejamento do estado do Amapá e coordenador da Câmara de Gestão Estratégica do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal,   Eduardo Correa Tavares, apresentou o projeto “Combate ao desmatamento e bioeconomia”, iniciativa que integra o Plano de Retomada Verde (PRV) e também será apresentada na COP 26 – Conferência das Partes, que acontecerá em novembro, na Escócia, e reunirá 197 países no debate sobre as mudanças climáticas e as ações de combate ao problema global.

O Workshop congregou estudos, conhecimentos e iniciativas valorosas que podem criar sinergia e potencializar transformações na Amazônia em termos de índice socioeconômico e de qualidade  de vida.   São desafios amazônicos do Consórcio e do PRV que vêm sendo  tratados de forma conjunta pela pesquisa, governos estaduais e  outras instâncias”, ressaltou.

Para o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim,  o evento permitiu alinhar o diálogo entre formuladores de políticas públicas e instituições de pesquisa. “Os estudos e tecnologias apresentadas têm um objetivo comum: aumentar a adoção em larga escala de soluções para inovação com foco na bioeconomia e sistemas de produção integrados, buscando conciliar o processo de desenvolvimento econômico com inserção produtiva, melhoria do bem viver da população  e  conservação dos recursos naturais da Amazônia”, afirmou.

As apresentações técnicas também contemplaram diferentes temáticas relacionadas ao desenvolvimento econômico sustentável da região. A pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Andrea Muñoz, falou sobre “Bioeconomia do pescado na Amazônia”. Edson Barcelos da Silva,da Embrapa Amazônia Ocidental, destacou  o tema  “Bioeconomia Vegetal na Amazônia”  e Júlio César dos Reis,  pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, fez uma apresentação sobre “Sistemas integrados na Amazônia”. 

Gustavo Gonzaga, pesquisador  da Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), apresentou um diagnóstico sobre o Mercado de Trabalho na Amazônia. O professor da Universidade de Nova York e pesquisador da Iniciativa Amazônia 2030, Salo Coslovsky, abordou as oportunidades na exportação de produtos compatíveis com a floresta.

Os participantes do Workshop também puderam conhecer aspectos do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Agropecuária da Amazônia (PDSAA – Agronorte) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Apresentada pela diretora de Programas de Desenvolvimento Territorial do Mapa, Adriana Melo Alves, essa política pública está em fase de formulação e busca aliar  princípios de sustentabilidade ao processo de desenvolvimento produtivo na região. 

Portfólio Amazônia 

Os temas debatidos no encontro também são foco do portfólio Amazônia, iniciativa que  congrega nove centros de pesquisa e equipes de 35 centros da Embrapa em ações de pesquisa desenvolvidas em parceria com governos estaduais e diferentes segmentos produtivos. Segundo Valentim, a execução da carteira de projetos busca desenvolver soluções para os principais desafios da Inovação e para o desenvolvimento da Amazônia Legal. “Nesse sentido, será possível compartilhar soluções tecnológicas que também são de interesse do Consórcio”.

Para acessar o evento na íntegra, clique aqui.

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Propaganda

AGRO & NEGÓCIO

Avança cooperação da Embrapa com a República Dominicana

Publicados

em


Parceria vai englobar pesquisas para prevenção e controle da Peste Suína Africana e florestas

Em visita à Embrapa no dia 25/11, o Ministro do Meio Ambiente da República Dominicana, Orlando Jorge Mera, reforçou o interesse do país em firmar cooperação com a Embrapa em duas áreas principais: florestas e controle e prevenção da Peste Suína Africana (PSA). Ele estava acompanhado do Ministro Conselheiro da Embaixada da República Dominicana no Brasil, Marino Castillo e foi recebido pela diretora de Inovação e Tecnologia, Adriana Martin, e pelo pesquisador e assessor da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Amaral.

O Ministro visitou a Embrapa Florestas no dia anterior, 24/11, e ficou muito interessado em intercambiar material genético para o desenvolvimento de pesquisas na área florestal, especialmente com foco na parte de recuperação de áreas degradadas. Segundo Mera, a República Dominicana ainda possui 42% de área florestal nativa, mas alguns países vizinhos, como o Haiti, tem apenas 1%.

Além disso, a República Dominicana é um dos poucos dos 32 países do Caribe que possui um banco genético expressivo de sementes. “Um dos nossos principais interesses nessa cooperação é capacitar os nossos técnicos e pesquisadores na Embrapa, considerando a expertise da Empresa nessa área”; pontuou. O Ministro acrescentou ainda que a parceria vai beneficiar não apenas a República Dominicana, mas as nações vizinhas.

Na verdade, essa já é a segunda reunião entre autoridades diplomáticas e governamentais do país caribenho com a diretoria da Embrapa. Na primeira, quando o diretor de P&D, Guy de Capdeville, visitou a Embaixada, foi combinada a realização de um workshop conjunto entre os dois países para discutir as linhas de cooperação. O workshop, que acontecerá de forma virtual e vai reunir especialistas dos dois países, ainda não tem data definida, mas já está em fase final de organização, como garantiu Alexandre Amaral.

A discussão da cooperação entre Brasil e República Dominicana deve abranger, pelo menos, cinco áreas prioritárias, que são: plantios florestais, patologias de bananas, fruticultura tropical, tecnologia reprodutiva em ruminantes e a definição de um modelo de pesquisa e desenvolvimento da agropecuária para o país caribenho, baseado no do Brasil. Mas, no momento, a prioridade é o desenvolvimento de ações pontuais para controle da PSA. Na ocasião, o diretor destacou a expertise da equipe da Embrapa Suínos e Aves nesse sentido, especialmente a partir de vacinas e protocolos sanitários para evitar que a doença se dissemine no país e nas Américas, inclusive no Brasil onde é considerada erradicada.

Leia mais em Embrapa vai ajudar República Dominicana no controle da peste suína africana

Visita à Embrapa Florestas

Antes de visitar a Sede, na quarta-feira, 24/11, o Ministro e sua equipe estiveram na Embrapa Florestas, onde a conversa foi sobre cooperação em pesquisas com Pinus caribaea, espécie florestal nativa na República Dominicana, introduzida no Brasil e cultivada pelo setor de base florestal para produção de madeira para serraria e resina. Na República Dominicana, essa espécie é utilizada também para proteção ambiental. “Nossa cobertura florestal é de 42%. Nossa missão é trabalhar e aumentar a capacidade florestal para garantir o recurso água, que é de vital importância para o presente e futuro do país”, salientou o Ministro.

O Chefe Geral da Embrapa Florestas, Erich Schaitza, acredita na possibilidade de cooperação. “Temos muito conhecimento em plantios florestais, podemos ajudá-los em vários aspectos tecnológicos. Eles têm materiais selvagens que poderiam ser introduzido e enriquecer a base genética de materiais já usados aqui”.

Se houver interesse empresarial, essa cooperação pode ser feita também com integração e alinhamento aos trabalhos realizados pelo Funpinus, que é um fundo cooperativo que envolve a Embrapa Florestas e empresas florestais que trabalham em conjunto para o melhoramento genético de pínus para uso em serrarias e resinagem.

Além da reunião, o Ministro e sua equipe visitaram o Laboratório de Entomologia Florestal da Unidade, onde conheceram o programa de controle à vespa-da-madeira, principal praga de pínus no Brasl; e um plantio de um híbrido de Pinus caribaea com Pinus elliottii implantado no campo experimental da Unidade há cerca de 30 anos.

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana