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Witzel muda discurso armamentista durante culto: “Troque o fuzil pela bíblia”

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Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Carlos Magno/Governo do Estado do Rio de Janeiro

Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pregando a “salvação” de pessoas por meio da religião. Durante um culto, Witzel defende: “troque o fuzil por uma bíblia, porque nós vamos te salvar”.

A frase vai de encontro com uma máxima defendida durante campanha eleitoral e no início do governo. Na época, Witzel aprovava o “abate” de criminosos portando fuzis. A informação foi antecipada pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo.

Durante a celebração na Assembleia de Deus dos Últimos Dias realizada na segunda-feira, o governador não usava máscara, e abraçava o pastor Marcos Pereira. O religioso ficou conhecido no Rio de Janeiro por intermediar algumas rebeliões em cadeias, principalmente na década de 90. Em 2013 foi preso sob a acusação de estupro.

O crime, segundo a vítima, aconteceu em 2006 e o pastor alegou que ela estava possuída pelo demônio. Apesar de ter sido condenado a 15 anos de prisão, ele está em liberdade.

Pereira, que também foi investigado pela polícia por associação para o tráfico, foi flagrado em diversos grampos telefônicos. Ele manteve diversas conversas impublicáveis com fiéis da sua igreja e ficou conhecido pela infame frase “saudades do teu rabo”, dita a uma frequentadora de sua igreja.

Mensagens bíblicas são frequentes nas redes sociais de Witzel, que ainda aguarda o julgamento de seu processo de impeachment. Na mais recente publicação no Instagram, exalta que “todo deserto passa, mas não se pode soltar das mãos de Deus”. No início de fevereiro, participou da Assembleia da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus no Estado.

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G7 exige ação da Rússia contra crimes cibernéticos

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O G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, exigiu neste domingo (13) que a Rússia tome medidas contra os que fazem ataques cibernéticos e usando ransomware a partir do país. O ransomeware é um ataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio e cobra um resgate em criptomoedas para que o acesso possa ser restabelecido.

A reprimenda veio em um comunicado emitido após uma cúpula de três dias entre líderes do G7 no Reino Unido, que também pediu que Moscou “pare com seu comportamento desestabilizante e atividades malignas” e conduza uma investigação sobre o uso de armas químicas em território russo.

O comunicado diz que a Rússia precisa “responsabilizar aqueles que, dentro de suas fronteiras, conduzem ataques ransomeware, abusam de moedas virtuais para lavar dinheiro e outros crimes cibernéticos”. 

A questão está sob os holofotes após um ataque virtual ao Colonial Pipeline, maior tubulação de combustíveis dos Estados Unidos, e outro que interrompeu as operações norte-americanas e australianas do frigorífico JBS. 

A nota do G7 pede ações mais amplas contra ataques cibernéticos. “Pedimos que os estados identifiquem e interrompam redes criminosas de ransomware que operem de dentro de suas fronteiras e responsabilizem essas redes por suas ações”, diz o documento. 

O pedido por investigação sobre uso de armas químicas vem após o crítico do Kremlin Alexei Navalny ser atendido na Alemanha, com médicos alemães informando que foi um envenenamento com um agente nervoso de uso militar. Navalny acusa Putin de ordenar o envenenamento, mas o Kremlin nega as acusações. 

China

Os líderes do G7 também repreenderam a China sobre os direitos humanos em Xinjiang, pediram que Hong Kong tenha um alto grau de autonomia e exigiram uma investigação completa das origens da covid-19.

Depois de discutir como chegar a uma posição unificada sobre a China, os líderes emitiram um comunicado final sobre questões delicadas para o país.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, considera a China como maior rival estratégico e prometeu enfrentar abusos econômicos chineses e reagir a violações dos direitos humanos.

“Promoveremos nossos valores, inclusive apelando à China para que respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, especialmente em relação a Xinjiang e os direitos, liberdades e alto grau de autonomia para Hong Kong”, disse o G7.

“Também pedimos a fase 2 de um estudo transparente, liderado por especialistas e baseado na ciência sobre as origens da covid-19 na China”, afirmou o grupo, que reúne EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e União Europia.

Antes que surgissem as críticas do G7, a China alertou os líderes do G7 que os dias em que “pequenos” grupos de países decidiam o destino do mundo já se foram.

O G7 também disse que destacou “a importância da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e encoraja a resolução pacífica dos problemas através do Estreito”.

O G7 disse estar preocupado com o trabalho forçado nas cadeias de abastecimento globais, incluindo os setores agrícola, solar e de vestuário.

Pequim tem revidado contra o que considera tentativas das potências ocidentais de conter a China, e diz que muitas das principais potências ainda estão dominadas por uma mentalidade imperial desatualizada, após anos humilhando a China.

Especialistas e grupos de direitos humanos estimam que mais de um milhão de pessoas, incluindo uigures e outras minorias muçulmanas, foram detidas nos últimos anos em um vasto sistema de campos em Xinjiang.

A China nega as acusações de trabalho forçado ou abuso. No começo, negou que os campos existissem. Depois, disse que eles são centros vocacionais projetados para combater o extremismo.

*Com informações da Reuters

Edição: Denise Griesinger

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