AGRO & NEGÓCIO

Webinar apresenta os principais ecossistemas de inovação aberta em agricultura digital do Brasil

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Quatro dos mais importantes ecossistemas de inovação em agricultura digital do País vão apresentar sua visão sobre a transformação tecnológica no campo no webinar que acontece no próximo dia 30, às 10h, dentro da programação do Inova Trade Show 2020. Pelo segundo ano consecutivo, o evento, que é voltado para a inovação e empreendedorismo, traz conteúdos especializados sobre agronegócio.

>> O Inova Trade Show 2020 acontece em formato totalmente digital, nos dias 28, 29 e 30 de outubro. Inscreva-se aqui

Surgidos na esteira da evolução das tecnologias digitais no setor agropecuário, verificada nos últimos anos, os ecossistemas associados às cidades de Piracicaba (SP), Londrina (PR), Cuiabá (MT) e Campinas (SP) vêm se organizando em ambientes de colaboração, criação e empreendedorismo. O objetivo é conectar diferentes atores, como empresas, startups, investidores, instituições de ensino e pesquisa, cooperativas e entidades governamentais e do setor produtivo, para impulsionar inovações tecnológicas para atender o agronegócio.

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, fará a palestra de abertura do webinar, que contará com a participação do co-fundador do Agtech Garage, de Piracicaba (SP), Marcelo Pereira de Carvalho; do presidente da Agrovalley Londrina (PR), George Hiraiwa; do diretor executivo do AgriHub de Cuiabá (MT), Otávio Celidonio; e do vice-presidente de Marketing da Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCi), José Eduardo Azarite.

Para Silvia Massruhá, a oportunidade de reunir, num mesmo evento, atores relevantes para a inovação tecnológica no agro será importante para a troca de informação, conhecimento e novos insights na área de agricultura digital. “São diferentes ecossistemas que estão se consolidando no país de modo a contribuir para que a agricultura brasileira aumente seu protagonismo nacional e no mercado agropecuário internacional”, ressalta.

Inova Trade Show 2020

O Inova Trade Show 2020 é realizado pela Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCi), entidade que reúne 22 membros, entre centros de pesquisa, universidades e representantes da indústria. Em sua 7ª edição, o evento foi adaptado para uma versão on-line de vido à pandemia do novo coronavírus e traz webinars gratuitos sobre inovação aberta e tecnologia para a indústria e o agronegócio, além de rodadas de negócios para prospecção de parcerias entre empresas, empreendedores e pesquisadores por meio da plataforma 100 Open Startups.

A Embrapa Informática Agropecuária é membro da FFCi e parceira no evento ao lado de instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Agência de Inovação Inova Unicamp, a incubadora Conexão f., Oiweek e Campinas Tech. O evento tem patrocínio da SIDI e Hypera; apoio do Governo do Estado de São Paulo, Rede Inova São Paulo, Núcleo Campinas, Castelo Creative Space e a Liga Empreendedora e apoio de mídia do Campinas.com.

 

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Embrapa apresenta a rede empresarial brasileira de ACV em reunião do Cosag – Fiesp

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O Chefe-Geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, participou na manhã de hoje, 30 de julho, da reunião conjunta do Conselho Superior do Agronegócio – COSAG e do Conselho Superior de Comércio Exterior – COSCEX, em formato digital, promovida pela Federação das Indústrias de Estado de São Paulo – Fiesp.

A reunião teve como pauta a agenda do Brasil para a COP26, apresentada pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite e contou com a participação de conselheiros da Fiesp, representantes de diversos setores do empresariado nacional e de diversas esferas de governos.

Na oportunidade, o ministro destacou a importância de se estabelecer no país uma plataforma de obtenção de métricas de carbono robusta, baseadas na melhor ciência disponível e adequada para as condições tropicais do Brasil, citando o RenovaBio e sua contabilidade de créditos de descarbonização como um exemplo de ação do país neste sentido.

A mensagem foi reforçada pelo ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas – FGV-EESP, que anunciou a criação do Observatório da Bioeconomia, que pretende reunir as expertises nacionais para o desenvolvimento de uma economia verde.

Em sua apresentação, Morandi conectou estes pontos, mostrando a importância crescente que a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) tem tido para as métricas ambientais em todos os setores da economia. Destacou que na agricultura a ACV tem ganhado relevância, especialmente para o Brasil, que tem no agronegócio um de seus pilares econômicos.

Morandi também apresentou a iniciativa da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (Rede ACV), destacando a importância da adesão das empresas, instituições de pesquisa e das instâncias governamentais na construção e aplicação do pensamento de ciclo de vida, que segundo ele, pode trazer ganhos imensos ao país, “ao permitir adequar as métricas com padrões adequados ao ambiente tropical e, com isso, minimizar riscos de barreiras não-tarifárias, permitir o acesso de produtos brasileiros a mercados internacionais e promover a agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono”.

Para a Secretária Executiva da Rede ACV, Sonia Chapman, a apresentação de hoje para o Cosag representa uma oportunidade ímpar de dar visibilidade às propostas em andamento, “firmando a Rede ACV como ambiente relevante para alcançar o necessário consenso global nestes temas e, principalmente, compreender as oportunidades de contribuição às pautas estratégicas do Cosag, órgão de extrema relevância e representatividade do agro no Brasil,” disse.

A atuação da Embrapa nas métricas de carbono na agricultura

A Embrapa tem uma atuação de destaque no cenário nacional no desenvolvimento de processos e produtos de baixa emissão de carbono em diversas cadeias, como a da carne, leite, soja, cana-de-açúcar, café e outras. Além dos sistemas de produção, a Embrapa tem se dedicado ao aprimoramento das metodologias e inventários de produtos, de forma a tropicalizar e contabilizar de forma adequada as particularidades da nossa agricultura.

Neste sentido, recentemente a Diretoria Executiva de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) de especialistas para harmonizar os conceitos e abordagens, além de promover a capacitação das diferentes Unidades da Embrapa na temática “Contabilidade de Carbono”, com o intuito de atender às oportunidades e demandas crescentes que a economia de baixo carbono traz.

Segundo Morandi, que coordena a formação do grupo, é necessário o alinhamento dos conceitos e a construção de uma base científica vigorosa “para alcançarmos os diferentes objetivos de redução, ou até neutralização, de carbono na agricultura brasileira”.
A reunião de kick-off do GT Carbono aconteceu ontem.

Como destaca Marília Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, especialista em avaliação de Ciclo de Vida e conselheira da Rede ACV, a correta contabilidade e comunicação de impactos ambientais potenciais, em especial o referente às Mudanças Climáticas, são uma forte demanda do governo, como deixou claro em sua fala o atual Ministro do Meio Ambiente, assim como do setor produtivo, fortemente representado na reunião da Cosag. “A Pegada de Carbono de produtos, informação contabilizada pela técnica da ACV, é demandada em relações comerciais internacionais e pode garantir o acesso dos produtos agrícolas brasileiros a mercados mais exigentes. Outros impactos medidos pela ACV, como a Pegada Hídrica e a Pegada Ambiental de produtos, são também assuntos prementes,” ressaltou a pesquisadora.

O que é a rede empresarial ACV

A Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (Rede ACV) foi lançada em 2013 com a Missão de mobilizar as empresas, articular governos e educar o consumidor, visando incorporar a ACV como uma ferramenta para determinar a sustentabilidade dos produtos. Para isso, ela visa criar um ambiente de cooperação para o uso de ACV no Brasil; educar e capacitar a sociedade sobre este conceito, sua aplicação e benefícios; disponibilizar e disseminar para diversos públicos informações sobre ACV no Brasil e colaborar e apoiar o governo brasileiro na consolidação do Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida.

O Cosag

O Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) é um órgão técnico estratégico da Fiesp, coordenado pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS), que tem por objetivo debater, realizar estudos e propor políticas na área do agronegócio, promovendo permanente interação das entidades ligadas ao tema. Propõe estudos e atividades, atuando como painel de ideias para apreciação da conjuntura atual. O Conselho se reune ordinariamente, uma vez por mês, com participação dos conselheiros eleitos e de lideranças e representantes de instituições públicas e privadas que atuam na área do agronegócio. Juntamente com o Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), são importantes fóruns de discussões com possibilidades de cooperação e parceria, especialmente com o setor produtivo. Atuam de maneira conjunta e em articulação, dando suporte às demandas dos setores do agronegócio, a partir da elaboração de propostas para temas estruturais que beneficiam as cadeias produtivas, impactando a competitividade do agronegócio no mercado nacional e internacional.

A Embrapa tem tido oportunidade de contribuir com a identificação destes desafios e oportunidades, fornecendo subsídios técnicos para elaboração de propostas e políticas públicas. A participação da Embrapa nos encontros do Cosag é relevante para prospectar demandas do setor produtivo, além de contribuir com debates e propostas de políticas públicas. Possibilita, ainda a interação com lideranças e fortalece a capacidade de contribuir com a formulação de políticas públicas alinhadas ao setor agro.

Fonte: Embrapa

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