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Você sabe cuidar?

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Por Francisney Liberato

É imprescindível que você colabore e ajude o próximo, mas desde que aja com cautela.

Lembro-me de um momento da minha infância em que juntava alumínios e garrafas de vidro no intuito de trocar pelos filhotinhos de galinha, os pintinhos eram bem amarelinhos.

Há época, passavam alguns caminhões em determinados períodos no bairro para fazer essa troca. A minha expectativa sempre era juntar bastante objetos para obter uma quantidade expressiva de pintinhos.

Como apreciava cuidar dos pintinhos! Eu tinha um excesso de zelo por aqueles animaizinhos. Em certa ocasião eu tive uma grande sacada, que era dar um banho nos bichinhos, já que o cheiro não estava tão agradável.

Coloquei todos os animaizinhos juntos e daí comecei a dar banho neles, com o maior cuidado e zelo, já que a minha intenção era fazer o meu melhor por aqueles bichinhos.

Ao terminar o banho, deixei eles para secar no sol e fui fazer outras atividades dentro da minha casa.

Ao retornar, para minha surpresa e desespero, aquele banho não foi a melhor decisão que tomei, pois percebi que todos os pintinhos estavam duros que nem um pau, e ao mesmo tempo mortos.

A tristeza invadiu o meu ser, uma vez que o meu excesso de cuidado, zelo e amor por aqueles bichinhos foi despedaçado com o falecimento deles. Uma atitude impensada da minha parte e também pela ausência de conhecimento sobre o assunto.

Por que estou relatando essa história? Porque quero chamar a sua atenção, pois somos seres humanos fracos, frágeis e imprudentes ao cuidar do próximo e de outros indivíduos. Temos que reconhecer a nossa pequenez quando adentramos nessa seara.

Temos desejos e vontades de ajudar o outro, mas muitas vezes não sabemos nem tratar de nós mesmos. Creio que o nosso autocuidado é base para cuidar de terceiros.

Desejamos introduzir todo o nosso conhecimento, competência e capacidade para fazer o melhor pelo outro, mas infelizmente jamais entenderemos as perspectivas e cenários da pessoa ajudada.

Não basta ação, devemos também ter intenções pensadas, equilibradas e com muita empatia.

Saber cuidar, na minha percepção, é para poucos, às vezes até pensamos que somos doutores neste assunto, porém, nem sempre isso é uma verdade absoluta.

A nossa ajuda deve ser com base no conhecimento e perspectivas do outro e não da nossa intenção e ação.

A minha intenção era dar banho nos pintinhos para que eles ficassem limpos e cheirosos, não obstante não era disso que eles precisavam e nem poderiam receber. O desastre foi consumado por eu achar que entendia de animais.

Ledo engano; quem somos nós para saber de tudo? Quem somos nós para entender a singularidade e as características ímpares de cada ser humano criado por Deus? Creio que seja muito difícil e complicado.

Não podemos deixar de ajudar e colaborar com o próximo, mesmo reconhecendo a nossa mente e capacidade limitadas. É bom fazer o bem. Faça a sua parte, mas lembre-se de ser mais empático e aprenda a olhar o que o outro efetivamente precisa e não aquilo que você entende que seja melhor para ele ou para ela.

Creio que uma boa solução para isso é trocar ideias e dialogar antes de tomar qualquer atitude ou ação, para depois não se arrepender, assim como a falha que cometi com os bichinhos.

A falta de zelo e atenção pelo nosso irmão, colega, amigo ou parente não é salutar para demonstrar a nossa solidariedade pelo próximo, por outro lado, o excesso de cuidado e esmero também poderá ser prejudicial para dirimir os problemas, conflitos e dificuldades que a pessoa a ser ajudada esteja vivenciando.

Antes de ajudar e agir, veja se, verdadeiramente, é disso que o outro quer e precisa!

Francisney Liberato é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”. 

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Projeto Olimpus MT: Começamos a colher frutos dos investimentos no Esporte

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Por Beto Dois a Um

Os últimos dias foram de colheita. Ficou comprovado que quando o poder público investe no esporte a resposta é rápida e os resultados aparecem. Arielly Kailayne, Francielly da Silva Marcondes, Lissandra Maysa Campos, Jânio Marcos Gonçalves Varjão e Peterson Santos Ribeiro são atletas mato-grossenses, que irão participar da seleção brasileira de atletismo Sub-20. Todos, bolsistas do nosso Projeto Olimpus, do Governo de Mato Grosso.

Eles representarão não só o nosso Estado, mas o Brasil, na competição que acontece em julho, na cidade de Lima, no Peru.

Lançamos o projeto Olimpus no ano passado e pagamos mensalmente bolsas para atletas em várias categorias. O incentivo financeiro veio em um momento crucial, em ano marcado pela pandemia. Os valores certamente serviram também para que os atletas continuassem sua preparação nas suas respectivas modalidades esportivas de forma efetiva, conseguindo focar nos treinos e garantindo a permanência ativa dos atletas mato-grossenses nas competições.

Não são só esses os resultados positivos. Outra colheita que nos enche de orgulho está acontecendo nesse momento. Dos 24 atletas do Estado que estão participando do Troféu Brasil de Atletismo, 16 são bolsistas do projeto Olimpus. Essa é mais uma prova que a ação do governador Mauro Mendes em destinar recursos públicos para investirmos nas categorias de base e nos atletas profissionais foi acertada.

Nossos 16 bolsistas participam em São Paulo da competição em busca de índices olímpicos para os Jogos de Tóquio-2021. Estamos na torcida para que eles consigam conquistar mais essa façanha, o que nos permitirá ampliar o número de representantes mato-grossenses nas Olimpíadas.

Mas confesso que somente o fato de eles estarem competindo em condições de igualdade e ver o símbolo do projeto em nível nacional já é uma grande realização. E sabe por quê? É simples, esses feitos serão um exemplo para os demais atletas do projeto, para empresários que queiram investir no esporte e para toda a sociedade.

Estamos trabalhando muito, pois sabemos que essas conquistas precisam ser não só divulgadas e difundidas, mas se transformarem em uma realidade comum, em que todos tenham acesso a atividade esportiva, em que os recursos cheguem a mais atletas e de todas as regiões do Estado.

O nosso trabalho de investir nesses garotos e garotas é porque acreditamos que o esporte é capaz de transformar a sociedade e as pessoas. Hoje são 157 atletas contemplados com as bolsas que vão de R$ 250 a R$ 1.600, dependendo da categoria. E, em breve, iremos ampliar o programa, pois sabemos que não é somente o atleta o responsável pelas conquistas. Há que se valorizar também os técnicos, que atuam de forma fundamental nesse processo.

Acredito que avançamos muito ao garantir esse investimento que rigorosamente cai na conta desse jovens todos os meses. Mas também sabemos que temos um longo caminho a percorrer até que o acesso aos recursos seja isonômico.

Fica aqui, mais uma vez, meu agradecimento ao governador Mauro Mendes que, ao incentivar as ações como o Projeto Olimpus, demonstra que entende o potencial de transformação social que o esporte representa na vida do mato-grossense. Onde tem esporte, a segurança pública é menos impactada, a saúde é menos utilizada. O esporte realmente transforma vidas.

Muita coisa boa ainda está por vir e vamos continuar o nosso trabalho para transformar Mato Grosso em um celeiro de atletas de alta performance. O que queremos e estamos construído é para propiciar que qualquer garoto ou garota possa sonhar e ter as condições para buscar essa realização. A Secel e o Governo de Mato Grosso acreditam e vão trabalhar cada vez mais em prol de ações efetivas para cada um desses atletas.

Beto Dois a Um é Secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer

 

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