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Você conhece o “impetigo”? Saiba como proteger seu filho desta doença

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Recentemente falamos no SUA SAÚDE AQUI de algumas das doenças que se pode evitar que as crianças tenham, principalmente durante o verão. Por exemplo: impetigo, diarreia, insolação, micose, conjuntivite e a otite etc. E prometemos explanar cada uma dessas doenças. Então, hoje, vamos falar de impetigo.

O “impetigo” é uma infecção, provocada por bactéria, que atinge a camada superficial da pele. É uma das mais comuns dermatoses infantis (mas adultos também podem pegar) que aparecem principalmente no verão. A doença provoca bolhas avermelhadas na pele (como se fossem espinhas) e quando as feridas são estouradas, sai um liquido amarelo, formando uma crosta marrom em volta da lesão. As regiões do corpo mais afetadas são: rosto, braços, pernas e axilas.

Há dois tipos de bactérias que podem causam o impetigo: o estreptococos do grupo A (Gas) e o estafilococos. Ambos habitam nosso corpo, geralmente na boca e nariz e não causam mal algum. O Gas são bactérias (germes) fica geralmente na garganta e são responsáveis por aquelas dores de garganta que as crianças têm às vezes e que os pais põe a culpa no sorvete. Na verdade o resfriamento provocado pelo sorvete faz baixar a imunidade e o Gas se aproveita disso para provocar a chamada “faringite estreptocócica”, que provoca dor de garganta, febre (com uma substância branca cobrindo as amígdalas) e inchaço nas glândulas do pescoço. Já os estafilococos são encontrados no meio ambiente (água, solo, ar, alimentos, objetos), mas também na pele e nas mucosas da pessoas e geralmente não causam mal algum.

O que acontece, que provoca o impetigo, é que essas bactérias começam a se desenvolver mais rapidamente quando a temperatura ambiente atinge os 37 graus. Como elas estão geralmente na boca e nariz, se houver uma pequena lesão na pele, como uma picada de insetos, arranhão ou corte (o que é muito comum) e a criança coçar a região afetada e tocar outras áreas do corpo com as mãos sujas, ela pode espalhar a infecção, causando o impetigo.

E é altamente contagioso: se você tiver contato com objetos, como roupas de cama, toalhas e roupas da pessoa com impetigo está sujeito a ter a infecção. A melhor maneira de prevenir o contágio são os hábitos de higiene, como lavar as mãos regularmente e manter as unhas bem cortadas. Em caso de lesões (picadas de insetos, arranhões ou cortes), deve-se manter a região limpa e coberta. Para evitar o contágio dos familiares, é importante que todos utilizem sabonete antibacteriano e utilizem toalhas descartáveis na higiene das mãos. Todas as roupas, toalhas, roupas de cama da pessoa infectada devem ser fervidas até que o tratamento tenha terminado, e o impetigo tenha sido curado.

Se há suspeita de infecção por impetigo, deve-se procurar um pediatra. O tratamento varia de acordo com a extensão das lesões, com pomada antibiótica quando a região afetada não é muito extensa, ou com antibióticos orais em casos nos quais áreas mais extensas foram atingidas. Manter a região afetada coberta mesmo depois do início do tratamento é uma medida importante para evitar novos contágios. Febre e coloração arroxeada ao redor das lesões são sinais de complicações pouco frequentes, mas que requerem o retorno ao pediatra com urgência.

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Frio intenso traz problemas de saúde. Saiba se cuidar

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Todo esse frio, principalmente para quem está acostumado a temperaturas beirando os 40 graus, é uma agressão ao corpo e exige um gasto maior energia para gerar calor, o que provoca uma queda nas defesas do organismo. Além dos cuidados com o sistema imunológico, é preciso atenção para se evitar as doenças comuns do inverno.

Para se proteger e evitar estas doenças, algumas medidas incluem:

  1. Evitar locais fechados e com excesso de pessoas;
  2. Deixar o ambiente o mais ventilado e arejado possível;
  3. Lavar ou higienizar com álcool as mãos várias vezes ao dia, principalmente após estar em locais públicos;
  4. Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço de papel descartável;
  5. Comer bem e de forma saudável, com dieta rica em frutas e verduras, pois são ricos em antioxidantes e minerais que ajudam a melhorar a imunidade;
  6. Beber cerda de 2 litros de água por dia;
  7. Evitar ir de forma desnecessária ao pronto-socorro, pois é um ambiente com alta probabilidade de contaminação;
  8. E evitar o contato próximo com outras pessoas doentes.

Além disso, não se esqueça da vacinação anual contra a gripe, capaz de proteger contra os principais vírus causadores de gripe no período; contra o Covid-19 e outras doenças da época, que estão disponíveis, bastando procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa.

A vacinação é especialmente importante para pessoas com maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves de gripe e pneumonia viral, como idosos, crianças, gestantes, diabéticos e portadores de doenças pulmonares, cardíacas ou autoimunes.

Conheça agora as principais doenças da época, como evitar e tratar.

1. Resfriados e gripes
As gripes são infecções das vias respiratórias superiores, como nariz e garganta, causadas por vírus do tipo Influenza, e provocam sintomas como febre de cerca de 37,8ºC, secreção nasal, coriza, dor de garganta e dor nos músculos e articulações, que dura cerca de 5 a 7 dias.

Já os resfriados são o mesmo tipo de infecção, porém mais branda, causada por vírus como adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório, e provoca sintomas tipo coriza, espirros, dor de garganta e conjuntivite, que duram uma média de 3 a 5 dias.

Como tratar: não existe um tratamento específico para gripes e resfriados, sendo necessário a realização de repouso, uso de analgésicos para aliviar a dor, além de descongestionantes e lavagem nasal para fluidificar e remover as secreções.

2. Rinite alérgica
A rinite alérgica é a inflamação da mucosa que reveste o nariz, causada por reação alérgica, que provoca sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz, sintomas que podem durar de alguns minutos até vários dias. A substância que provoca alergia varia para cada pessoa, sendo, geralmente, o pólen de plantas, poeira, ácaros ou pêlos de animais.

Como tratar: esta doença é crônica e não tem cura, entretanto existem tratamentos que podem ajudar a tratar e controlar os seus sintomas, como anti-histamínicos, corticoides nasais e, principalmente, evitar o contato com as substâncias alérgicas. Saiba mais sobre as principais opções de tratamento para a rinite alérgica.

3. Sinusite
A sinusite é a inflamação da mucosa dos seios da face, que são estruturas que ficam ao redor do nariz, causando sintomas como dor na região da face, secreção nasal e dor de cabeça. Normalmente, pessoas que já têm um grau de rinite alérgica têm maior tendência a desenvolver esta inflamação no inverno.

Esta doença é causada principalmente por vírus, de gripes e resfriados, e por alergias, sendo somente uma pequena parte causada por bactérias. Confira como identificar os sintomas de cada tipo de sinusite.

Como tratar: costuma ser orientado pelo médico o uso de anti-histamínicos, anti-inflamatórios, descongestionantes e lavagem nasal com solução salina, estando indicado o uso de antibióticos apenas quando há suspeita de infecção por bactérias.

4. Pneumonia
A pneumonia acontece quando a inflamação e a infecção das vias respiratórias atinge os pulmões, geralmente, causadas por bactérias, vírus ou, mais raramente, fungos. Os sintomas da pneumonia incluem tosse com catarro amarelo ou esverdeado, febre de cerca de 38ºC ou mais e calafrios, e, se a infecção for grave, pode causar também falta de ar, dificuldade para respirar e respiração ofegante.

Como tratar: o tratamento depende da causa, na maioria das vezes feito com antibióticos e analgésicos em casa, com orientação médica. Em casos mais graves, em que há sinais de alerta, como oxigenação do sangue prejudicada, confusão mental ou insuficiência dos rins, por exemplo, pode ser necessário internamento para fazer tratamento com remédios diretos na veia ou uso de oxigênio.

5. Otite
É a infecção que costuma acontecer por vírus ou bactérias que infectam a garganta e migram até o ouvido. Esta infecção pode causar dor no local, febre e produção de secreção, e é mais comum em crianças.

Como tratar: geralmente, o médico orienta o uso de analgésicos, como Paracetamol ou Ibuprofeno, sendo feito o uso de antibióticos apenas quando há suspeita de infecção bacteriana.

6. Asma
Crises de asma acontecem em pessoas predispostas, que têm doença inflamatória dos pulmões, e podem ser desencadeadas por fatores alérgicos, como frio ou poeira, por exemplo. Estas crises são mais comum em crianças, apesar de também acontecerem em adultos, e causam sintomas como chiados no peito, falta de ar e tosse.

Como tratar: o tratamento é feito com orientações do pneumologista, que pode envolver uso de broncodilatadores e corticoides, por exemplo. Entenda melhor como identificar e tratar a asma.

7. Meningite
A meningite é a infecção das membranas que envolvem o cérebro por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, e provoca sintomas que podem surgir de forma repentina, como febre alta, dor de cabeça forte, dores no corpo ou vômitos.

É mais comum em crianças, entretanto pode acontecer em adultos, transmitida através do contato com gotículas de saliva, da pessoa contaminada, através da tosse, espirro ou fala. Entenda o que é a meningite e como se proteger.

Como tratar: o tratamento depende do tipo de micro-organismo causador, podendo ser o uso de antibióticos injetáveis, como Penicilina, analgésicos e anti-inflamatórios, orientados pelo médico.

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