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Violência, reflexões e contradições

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É muito fácil tratar a violência quando está longe da gente. O difícil é tratar com nossas próprias violências e mais ainda quando ela bate em nossa porta. Sejam as violências do Estado contra o cidadão, do bandido ou dos movimentos sociais espalhados no Brasil em forma de bloqueios, passeatas, quebra-quebra ou destruição do patrimônio público ou privado.

 

Uma reflexão de como o Brasil está violento é necessária, pois o que está em cheque agora é nossa jovem e ainda frágil democracia. Primeiro que muitos dos que hoje estão nos movimentos de queima de ônibus ou depredação do patrimônio público não viveram na pele a ditadura militar. Provoca-la para quem a viveu sabe que não vale a pena, mas para quem não sabe do peso de sua violência é apenas um brinquedo. Sangrento é verdade.

 

Por outro lado as ruas são violentas, as pessoas estão violentas, seja o condutor de moto que parece não ligar para a própria vida, seja os motoristas das carretas e dos veículos de passeio que dirigem para matar mesmo que depois digam que essa não era a intenção.

 

O Estado violenta o cidadão; seja pela sua burocracia, corrupção, ineficiência ou cobranças exageradas de tributos. Viver dignamente no Brasil é muito caro, difícil e chega ser irresponsável colocar filho nesta terra. Quem tem menos responsabilidades são os que mais colocam e o país não tem coragem para discutir controle de natalidade.

 

Os nossos governos são muito ruins, embora os partidários insistam em dizer o contrário. Até apoiam e pagam conta de mensaleiros, num péssimo exemplo de como deve ser a cidadania, de como deve ser um país limpo e descente. Os mais afoitos até patrulham os mais críticos descaracterizando, desqualificando e desautorizando qualquer opinião contrária ao governo federal, estadual ou municipal que os interessa. Estas rábulas da democracia que muitas vezes não tem coragem de se apresentar e fazem até de forma “fake”. Estes também cometem violência.

 

A educação que nada ensina é violência, a saúde que não cura é violência, a mobilidade urbana que não sai dos projetos é violência, o imposto pago que vira verbas escoadas pelo ralo da incompetência ou pelas vias da corrupção é violência. Mas a violência que nos assusta é a da facada, do tiro, do estupro, do sequestro, dos roubos e dos assaltos porque estas são vivas e instantâneas. Mas será que uma coisa não está ligada a outra?

 

Semana que passou falei com um ex-presidiário de 25 anos, seis passagem pela policia e um currículo invejável para o mundo do crime. Eu perguntei: você não se arrepende da vida que leva? A resposta me surpreendeu e reproduzo aqui na íntegra: “Não. Apesar das prisões, do risco constante de morte e saber que não duro muito, em poucos anos já tive muito mais coisas que meu pai que está com 65 anos e nunca teve dinheiro nem para comprar uma caixa de cerveja gelada. Eu tenho sucesso”. Aí perguntei que sucesso seria este. A resposta: “Mulherada, carro, roupa da boa e muita festa. As pessoas tem inveja da vida que levo. Por isso falo que compensa mesmo correndo risco”.

 

Precisamos refletir sobre o papel do Estado e das instituições que o cercam, nosso código penal não pode esperar mais, precisa de uma revisão. O crime tem que parar de compensar no Brasil. Os direitos humanos precisam rever conceitos, as entidades religiosas precisam rever seus papéis, os partidos, tanto os governistas quanto os opositores, precisam colocar valores a frente de seus interesses individuais de poder. A reeleição é violência e precisa parar. As coligações são violências e precisam parar. A corrupção é violência e tem que deixar de ser premiada.

 

As chacinas nos assustam, os justiceiros nos assustam, os programas policiais assustam e a violência produzida pelo sabor da vingança nos assusta. Mas precisamos ficar mais assustados mesmo é com nossa violência. Porque quem sabe assim paramos as demais violências que faz a vida ficar tão arriscada.

 

João Edison é cientista político

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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