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Vila Bela da Santíssima Trindade

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Reprodução/Júlio Rocha

Ruínas da igreja de Vila Bela no período em que foi tombada pelo IPHAN.

Vila Bela da Santíssima Trindade abriga um dos maiores acervos da cultura mato-grossense, com áreas tombadas pelo IPHAN e pelo Governo Estadual.
O Governo de Mato Grosso patrocina o projeto Fronteira Ocidental, que desenvolve ações voltadas para a recuperação do patrimônio histórico, bem como, a pesquisa arqueológica. O fato de a cidade ter sido a primeira capital de Mato Grosso lhe confere tais características que precisam ser preservadas.
O marco inicial desse município se deu às margens do Rio Guaporé com a Serra Ricardo Franco ao fundo, configurando-se uma paisagem espetacular. E é justamente nessa área onde nasceu a cidade que estão as mais antigas edificações da região, e também onde está localizado o Complexo Arqueológico Santo Antônio dos Militares. O projeto Fronteira Ocidental, tem a coordenação do arqueólogo Paulo Zanettini, e, além do patrocínio do Governo de Mato Grosso e apoio técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.
Um dos sítios arqueológicos mais significativos de Vila Bela são as ruínas da antiga catedral da cidade, uma obra iniciada em 1793. Até o momento já foram descobertos, em seu entorno, muitos objetos que retratam a vida do século 18, como cravos, vidros, lajotas, cerâmicas, moedas e castiçais. “Vamos fazer uma escavação paulatina, justamente para que mais crianças e jovens possam participar”, diz Zanetini. “Será um processo de conscientização dos jovens”. Segundo o arqueólogo, especialistas de diversas áreas científicas serão convidados para participar do processo de preservação das ruínas, pois a coberturas as protege da chuva, mas não da ação do vento e do homem, disse, referindo-se à cobertura metálica das ruínas feita em 2006.

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Estudo publicado analisou cerca de 230 genomas

Impactos do desenvolvimento

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Isabela Moreira 

 

Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples:  dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás. 

 

“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”

 

Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente. 

 

A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.

Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos. 

 

O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois. 

Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente. 

 

 

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

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