JURÍDICO

VIII Conferência de Direitos Humanos termina com análise sobre democracia e liberdade

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A OAB Nacional, por meio de sua Comissão Nacional de Direitos Humanos e da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR, realizou na noite desta quarta-feira (15) a cerimônia de encerramento da VIII Conferência Internacional de Direitos Humanos. O professor e Diretor da Escola de Direito da FGV-SP, Oscar Vilhena, proferiu a Conferência Magna de encerramento com o tema “Democracia e Liberdade – Ameaças E Riscos No Brasil”. A VIII Conferência Internacional de Direitos Humanos teve mais de 5.100 inscritos de todos os estados brasileiros.

“O encerramento desta conferência não poderia cair num dia mais especial. Hoje é o Dia Internacional da Democracia, conforme o calendário da ONU. Ocorrer ainda num momento tão contundente para a história política brasileira. Não poderíamos ter uma oportunidade melhor para discutir a confluência entre a discussão sobre a democracia e a liberdade”, disse Vilhena. A mesa de encerramento teve as presenças também da vice-presidente da OAB-PR, Marilena Indira Winter, que representou o presidente seccional Cassio Lisandro Telles, e o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB Nacional, Everaldo Patriota.

“Foi uma honra imensa para a OAB-PR, ao lado da OAB Nacional, ter sediado esta conferência, ainda que de maneira virtual. Sobretudo neste momento necessário, importante e oportuno para o debate dos direitos humanos no nosso Estado Democrático de Direito. Desde a abertura desta conferência, os diálogos aqui realizados foram essenciais. Iniciamos a partir de uma homenagem belíssima a Esperança Garcia, mulher, negra, a primeira advogada da história do nosso país. Com sua simplicidade e sua garra, ela deu inicio àquilo que seria a luta incansável da advocacia”, disse Marilena.

Patriota chamou a atenção para o número de participantes da VIII Conferência Internacional de Direitos Humanos, em especial para a participação dominante das mulheres. No total, 3189 inscritas para participar do evento, o que representa 63% da audiência inscrita. “A hora é das mulheres. Foram quase 90 anos para a paridade de gênero e agora elas dão a resposta na VIII Conferência com uma presença esmagadora. É muito importante que a mulher assuma porque ela tem o papel de educar, de multiplicar, tem essa sensibilidade que é inata ao gênero, para que a gente faça uma revolução de educação e direitos humanos”, afirmou ele. “Os direitos humanos não são progressistas ou conservadores, eles são uma construção civilizatória”, acrescentou o presidente da comissão.

Ao longo de três dias, a VIII Conferência Internacional de Direitos Humanos reuniu dezenas de especialistas, estudiosos e militantes que debateram diversos temas ligados aos direitos humanos. Além dos 5.100 inscritos, o evento atraiu a atenção de incontável público que acompanhou as palestras por meio do canal oficial da OAB no Youtube.

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JURÍDICO

Tribunal e Procuradoria Regional da União na 4ª Região estabelecem fluxos para otimizar acordos

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O Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF4) editou a Portaria Conjunta Nº 14/2021, que dispõe sobre a adoção de etapa autocompositiva nas ações em que a União é parte.

Segundo a desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, coordenadora do Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (Sistcon), trata-se de “uma evolução da experiência bem-sucedida em relação aos fluxos implementados inicialmente para a matéria seguro-desemprego, pela Portaria Conjunta Nº 2/2019 e para os Planos de Negociação da União, pela Portaria Conjunta Nº 5/2021”.

Na regulamentação é ampliada a utilização da abordagem autocompositiva para a solução de conflitos enquadrados nos diversos Temas de Negociação selecionados pela União.

Processos em diversas etapas e conflitos ainda não ajuizados poderão ser resolvidos por meio da utilização dos fluxos, nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos, no Sistcon e nas Varas, com atuação de Advogados da União que integram a Coordenação Regional de Negociação (CRN4) da Procuradoria da União, que irão apresentar as propostas de acordo.

Entre os temas selecionados encontram-se matérias relativas ao pagamento de gratificações e outras remunerações a servidores civis e militares, complementação do FUNDEF, seguro-desemprego, ações propostas por ex-alunos da faculdade Vizivali e honorários recursais nas ações de pedágio.

Também foi prevista a aplicação de fluxo autocompositivo no cumprimento de decisões proferidas em ações coletivas ajuizadas por Sindicatos ou Associações em substituição a servidores.

Para a procuradora regional da União da 4ª Região Mariana Figueiredo, a Portaria “certamente representará um novo avanço em matéria de conciliação, tão cara a todos nós”.

A juíza federal auxiliar do Sistcon Ingrid Schroder Sliwka, designada para gerenciar o projeto, enfatiza que “a proposta contempla construção interinstitucional cooperativa entre representantes do Sistema de Conciliação da Justiça Federal e da Procuradoria Regional da União na 4ª Região, com foco na solução de diversas matérias objeto de elevado número de demandas e com incentivo à solução pré-processual dos litígios”.

Entenda os fluxos para os acordos com a União:

A apresentação de proposta de acordo será feita pela União nos processos que versam sobre os Temas de Negociação selecionados, acompanhada de cálculos e e dos requisitos necessários à adesão. A homologação do acordo, em caso de feitos remetidos aos Cejuscons ou ao Sistcon, será feita pelos juízes com atuação nessas unidades.

Ações coletivas ajuizadas por Sindicatos ou Associações em substituição a servidores serão enviadas ao Cejuscon antes do início da fase de cumprimento de sentença ou, a qualquer tempo, a pedido da Advocacia da União.

Para as demandas que versam sobre os Temas de Negociação, os fluxos adotados dependem da fase em que se encontra o processo:

1. Em 1º grau de jurisdição, nas fases de conhecimento e cumprimento de sentença, a União será intimada para apresentar a proposta antes mesmo da citação ou da intimação para impugnar, com vista imediata à parte autora.

2. Em relação ao Tema de Seguro-desemprego, instruída a demanda com os documentos aptos ao enquadramento nas hipóteses de autocomposição, a intimação inicial será feita à União para a apresentação de proposta de acordo.

3. Para os processos que tramitam em grau de recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e perante as Turmas do Juizado Especial Federal, a indicação da possibilidade de acordo será feita pela Coordenação Regional de Negociação (CRN4) da Procuradoria da União para inclusão no fluxo estabelecido, com remessa dos autos às unidades de conciliação.

4. Na etapa pré-processual, a União apresentará a proposta de acordo, utilizando a classe processual de Reclamação Pré-Processual, que tramitará exclusivamente perante os Cejuscons.

5. Em caso de acordo já firmado na via administrativa e que necessite de homologação para o pagamento por meio de Requisição de Pequeno Valor ou Precatório, qualquer das partes poderá protocolar o pedido de Homologação de Transação Extrajudicial para apreciação do juízo.

Clique aqui para acessar a íntegra da Portaria Conjunta Nº 14/2021.

Fonte: TRF4

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