AGRO & NEGÓCIO

Vídeo mostra passo a passo para pasteurização do leite

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Processo de pasteurização lenta proporciona queijos artesanais saudáveis e com qualidade

Que tal pasteurizar o leite para produzir queijos artesanais com qualidade e segurança para o consumidor? Isso é o que mostra o vídeo da Embrapa publicado na terça (19) no YouTube, produzido em parceria com o Instituto de Laticínio Cândido Tostes, vinculado à Epamig.

Com foco principal nos pequenos produtores artesanais, o vídeo mostra o passo a passo do processo de pasteurização lenta, que é eficaz, simples e barato, consistindo no tratamento térmico do leite para eliminar os microrganismos que fazem mal à saúde, evitando a disseminação de doenças transmitidas pelo leite cru.

Com essa técnica, as características do leite são preservadas, permitindo a elaboração de queijos saborosos e saudáveis, com maior tempo de prateleira, além de evitar vários defeitos de fermentação indesejáveis. Esse processo ajuda a garantir queijos com mais qualidade e valor agregado, gerando mais renda para o produtor.

O vídeo demonstra que o processo pode ser realizado até mesmo numa cozinha doméstica, limpa e preferencialmente revestida com azulejos, com o fogão e geladeira disponíveis e utensílios e insumos simples e baratos, com cuidado na higiene de quem manipula e atenção na temperatura durante o aquecimento e resfriamento do produto.

Após o aquecimento controlado no fogão, monitorado com um termômetro, a colocação da panela com o leite no gelo faz a temperatura abaixar até os níveis indicados para cada tipo de queijo, 40°C para queijos sem fermento, como o queijo coalho e o frescal, e 32 a 34°C para queijos com fermento, como a muçarela, o minas padrão ou o queijo meia cura, por exemplo.

Em 2020, a Embrapa produziu com parceiros o vídeo sobre a produção de queijo coalho com higiene, também disponível no YouTube. Está acessível também, na Biblioteca Embrapa, um folder de 2018 sobre boas práticas na produção artesanal de queijo coalho.

Nova Legislação
É importante que os produtores atentem à nova legislação aprovada em 2019, que dispõe sobre a fiscalização na produção de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal.

Além de fiscalizar, o decreto nº 9.918, de 18 de julho de 2019, legisla sobre o selo Arte, que prevê que os serviços municipais e estaduais de fiscalização devem verificar os requisitos de boas práticas de fabricação e emitir o selo.

Mercado competitivo
A agricultura familiar responde por, aproximadamente, 64% do leite de vacas produzido, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017.

“O produtor de queijo, que pretende manter-se em mercado competitivo como o atual, precisa garantir a oferta de produto que, além de saboroso e nutritivo, seja seguro para o consumidor”, explica a pesquisadora Karina Neoob, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), que atuou na coordenação técnica dos vídeos.

“Essas características são importantíssimas para conquistar o consumidor que, muitas vezes, elege um único fornecedor de queijos, pois faz questão de oferecer à sua família alimento saudável”, complementa.

Fonte: Embrapa

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Embrapa Cocais, secretarias de estado e Conecta Brasil assinam acordo de cooperação técnica para inovação social

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Nesta segunda, 1 de março, às 10h, será realizada cerimônia de assinatura de termo de cooperação técnica entre Embrapa Cocais, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular e a startup Conecta Brasil 360. O acordo tem o objetivo de desenvolver metodologia de implantação, monitoramento e avaliação de estratégia de inovação social no estado do Maranhão. O evento será transmito online pelo you tube da Embrapa e da Secti Maranhão. 
 
A iniciativa se espelhou no negócio Delícias do Babassu, gerido por quebradeiras de coco babaçu quilombolas da Comunidade de Pedrinhas Clube de Mães de Anajatuba – MA. A Embrapa Cocais buscou a Conecta Brasil 360 para construir curso virtual para as quebradeiras de coco da comunidade e proporcionar visibilidade, conexão e estruturação de negócios para os produtos oriundos do coco babaçu. O curso está vinculado ao Projeto Bem Diverso, na atividade “Novos Processos Alimentícios com Babaçu. 
 
Segundo a pesquisadora Guilhermina Cayres, o curso está sendo realizado desde junho, totalmente online por conta da pandemia, para manter os contatos neste momento de distanciamento social e promover processo de capacitação em gestão de empreendimento coletivo, identificando e agregando valor aos seus produtos e desenvolvimento pessoal e profissional para autonomia e empoderamento às quebradeiras de coco. “O curso tem propiciado também criar espaços significativos de aprendizagem e troca de experiências e apoiar no planejamento das atividades do grupo, contribuindo para o protagonismo das quebradeiras de coco nesse processo de maturidade do grupo, o que vai repercutir no produto final do trabalho delas e na cadeia de valor do coco babaçu”, completa Guilhermina.
Fonte: Embrapa

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