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Viagem de trem para Morretes: o que explorar nas cidades próximas

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Estenda sua passagem por Morretes: além da viagem de trem, veja por onde se aventurar nos arredores da cidade paranaense
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Estenda sua passagem por Morretes: além da viagem de trem, veja por onde se aventurar nos arredores da cidade paranaense

O trajeto de trem entre Curitiba e Morretes é um dos passeios ferroviários mais famosos e mais buscados para se fazer no Brasil – principalmente por pessoas que querem ter um gostinho do que é viajar de trem e, no caminho, desfrutar de diversos cenários naturais belos e grandiosos. Além desse passeio em si, o turista encontra uma infinidade de opções do que fazer e para onde ir para dar continuidade à aventura.

A própria cidade de Morretes, que fica a 69 km da capital paranaense, reserva uma vasta gama de atrações impressionantes. Construções que preservam a arquitetura do século 18, lagos e a imersão da cidade em meio à natureza são apenas alguns atrativos do local, um prato cheio para turistas em busca de realizar atividades ao ar livre, praticar esportes radicais ou se aventurar pelas cachoeiras.

A proximidade com cidades como Campina Grande do Sul, Paranaguá e São José dos Pinhais torna possível que o viajante faça trajetos diferenciados para dar continuidade à viagem pelo estado do Paraná. As opções agradam os mais variados perfis de viajantes, desde mochileiros e adeptos do turismo de aventura até quem procura visitar ilhas paradisíacas ou visitar com crianças.

Viagem de trem de Curitiba para Morretes

Com previsão de duração de 4h15 de trajeto, o trajeto ferroviário entre Curitiba e Morretes é tão emblemático que foi considerado pelo The Guardian como um dos passeios sobre trilhos mais incríveis do mundo. Ao longo de todo percurso, o turista desbrava a ferrovia que liga Paranaguá a Curitiba, um trecho histórico que existe desde o século 19 – ela foi inaugurada pela Princesa Isabel em 1885.

O motivo pelo qual o trajeto é considerado tão esplendoroso é o fato de estar totalmente imerso nas paisagens naturais da Serra do Mar. Picos tomados por vegetação, cascatas, paredões rochosos, rios, cachoeiras e penhascos estão entre algumas das estrelas que formam o espetáculo presenciado pelo turista das cabines. Além disso, o trem passa por 41 pontes, sendo algumas completamente suspensas ou tão estreitas que dão a impressão de flutuação, e 13 túneis que, juntos, preenchem cerca de 70 km.

A rota mais buscada para fazer viajar de trem de Curitiba a Morretes é operada pela Serra Verde Express, cujo trem conta com sete classes diferentes, desde a turística, que custa R$ 149*, até a de luxo, que sai por R$ 317. As saídas acontecem sempre às 8h15 com retorno marcado para Curitiba às 15h. Os passeios só são diários em alta temporada, correspondente aos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro. No restante do ano, a linha só opera às sextas, sábados e domingos.

Morretes

Visita à produtora de cachaça, banho de rio e passeio entre casarões estão entre opções de passeio em Morretes
Viator/Reprodução

Visita à produtora de cachaça, banho de rio e passeio entre casarões estão entre opções de passeio em Morretes

Dona de um clima interiorano de muita paz e tranquilidade, Morretes é considerada uma cidade histórica. Até o século 16, a cidade era povoada pelo povo indígena carijó, mas foi apropriada por mineradores em 1646 após a descoberta de jazidas de ouro. Por esse motivos, os casarões coloniais são vistos aos montes na região e têm arquitetura preservada até os dias de hoje.

Feirinhas artesanais de rua também atraem turistas para conhecer e comprar a arte local. Elas geralmente são acompanhadas de restaurantes onde se pode experimentar o cardápio local; incluindo o barreado, que é o prato típico e consiste em um ensopado de carne com arroz, banana e farinha de mandioca.. A cachaça de Morretes não pode ficar de fora da experiência, já que é considerada uma das mais deliciosas do Brasil – aliás, é possível visitar o casarão onde se produz a Cachaça Porto Morretes.

O turismo na natureza é também um grande forte da cidade. Visitas a quedas d’água, montanhas de mais de 1,5 mil metros e parques naturais são algumas das maravilhas que podem ser incluídas no roteiro.

Não podem ficar de fora o Parque Estadual do Pico do Marumbi, que preserva parte da Mata Atlântica e uma cadeia formada por nove montanhas enormes, e o Santuário Nhundiaquara, um parque de 400 hectares que reserva trilhas, cachoeiras e onde é possível mergulhar no rio Nhundiaquara, que tem águas transparentes e rasas.

Antonina

Em Antonina, clima interiorano é predominante; Igreja de Nossa Senhora do Pilar está no ponto mais alto da cidade
Viajali/Reprodução

Em Antonina, clima interiorano é predominante; Igreja de Nossa Senhora do Pilar está no ponto mais alto da cidade

Vizinha de Morretes, também é possível fechar passeios de trem que saem de Curitiba, passam por Morretes e têm destino a Antonina – os preços desse trajeto são maiores e saem a partir de R$ 339. Com menos de 20 mil habitantes e a 13 km de Morretes, a cidade preserva até hoje os casarões coloniais e é histórica por ter guardado os primeiros vestígios de ocupação encontrados em sambaquis.

As principais atividades para fazer em Antonina são: visitar a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, que fica em um ponto alto da cidade onde se pode observar a Baía de Antonina; curtir a vista do Mirante do Valente, que conta com balanços à beira do penhasco; e conhecer e se deliciar na Fábrica de Balas de Banana, que produz o principal prato típico local.

Campina Grande do Sul

Parque Ari Coutinho Bandeira, em Campina Grande do Sul, é uma reserva que abriga várias represas
Mapionet/Reprodução

Parque Ari Coutinho Bandeira, em Campina Grande do Sul, é uma reserva que abriga várias represas

A 29,3 km de Morretes, a cidade de Campina Grande do Sul oferece ao turista um gostinho do que é a vida interiorana. É um destino tranquilo para quem quer pisar no acelerador e se reconectar com a natureza.

Não à toa, uma das principais atrações da cidade é a Vila dos Animais, uma área de mais de quase 218 mil metros quadrados que imerge o visitante na vida do campo. Tirar leite da vaca, colher ovos e andar a cavalo são algumas das atividades oferecidas, o que atrai muitas famílias e crianças. Os passeios ao fim de semana custam R$ 50 por pessoa.

Campina Grande do Sul é referência em preservação ambiental e conta com dezenas de rios e cachoeiras com águas que abastecem o Rio Iguaçu, a Bacia Hidrográfica do Ribeira e a do Atlântico. Os rios de Capivari, Canguiri e Timbu são os mais conhecidos e buscados, seja para mergulhar, ver as quedas d’água ou fazer passeios de caiaque.

Também vale a pena tirar um tempo para visitar o Parque Ari Coutinho Bandeira, que abriga várias represas e tem estrutura para a realização de passeios náuticos e pesca; e o Pico Paraná, a montanha mais alta do estado e do Sul do país. Com um pico que chega a 1.877 metros, o local propicia vistas inigualáveis da Mata Atlântica, das Baías de Paranaguá e Antonina e até da cidade de Curitiba.

Paranaguá

Paranaguá é porta de entrada para a Ilha do Mel; na foto, a Gruta das Encantadas
Trip Advisor/Reprodução

Paranaguá é porta de entrada para a Ilha do Mel; na foto, a Gruta das Encantadas

A cidade de Paranaguá foi fundada em 1648 e é considerada a cidade mais antiga do Paraná. Fica a 42 km de Morretes e representa o principal eixo litorâneo do estado, o que convida turistas para experimentar as praias e conhecer ilhotas imperdíveis. Museus, igrejas, a presença de animais e o Centro Histórico às margens do Rio Itiberê também estão entre as atrações.

Vale ainda dar uma passada na Rua da Praia, repleta de sobrados coloniais; o Mercado Municipal de Artesanato, abrigado em uma construção neo-renascentista; e o Aquário Marinho de Paranaguá, que abriga 200 animais, incluindo de espécies endêmicas do litoral paranaense.

No entanto, a cidade é muito buscada por turistas por ser a porta de entrada para a paradisíaca Ilha do Mel, conhecida como a ilha dos apaixonados. Lá, o viajante encontra praias completamente isoladas pela mata virgem, trilhas e cartões-postais como a Gruta das Encantadas, a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres e o Farol das Conchas.

A Ilha do Mel não permite a entrada de carros e o acesso só pode ser feito por barco, o que por si só já demonstra a tranquilidade e a imersão na natureza que o local proporciona. Também é um destino muito buscado por mochileiros, já que as pousadas oferecem áreas de camping por um preço acessível.

São José dos Pinhais

Enoturismo é o forte de São José dos Pinhais; na foto, a Vinícola Araucária
Vinícola Araucária/Reprodução

Enoturismo é o forte de São José dos Pinhais; na foto, a Vinícola Araucária

Apesar de contar com diversas atrações belas ao ar livre, o enoturismo é o principal chamativo do São José dos Pinhais. A cidade fica a 37 km de Morretes e conta com muitas opções deliciosas para quem aprecia um bom vinho e quer conhecer etapas da produção ou degustar alguns rótulos locais. O local também é considerado como um destino romântico e atrai muitos casais.

A Rota do Caminho do Vinho, que passa pela Colônia Mergulhão e seu entorno, é uma das mais interessantes do destino e conta com cerca de 30 propriedades rurais que fazem parte da produção local. A cultura italiana estabelecida no local é muito explorada e, até hoje, filhos de descendentes italianos estão na região para difundir os conhecimentos e a cultura de seus antepassados. Cafés coloniais, restaurantes, comerciantes de vinhos e pousadas são alguns dos estabelecimentos encontrados.

A Vinícola Araucária promete uma experiência completa de visitação guiada a preços acessíveis (sendo R$ 50 o tour completo e R$ 30 sem a degustação). O visitante tem a oportunidade de aprender sobre a história da vinícola e andar caminhar pelo vinhedo, além de experienciar o processo de vinificação e ainda experimentar três rótulos produzidos pela vinícola.

Pontal do Paraná

Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais é berçário de aves e uma das principais atrações de Pontal do Paraná
Viaje Paraná/Reprodução

Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais é berçário de aves e uma das principais atrações de Pontal do Paraná

A quase 40 km de Morretes, Pontal do Paraná também abriga parte do litoral paranaense e coleciona 48 balneários e belas praias de águas azuis por um trajeto reto de 23 km.

Algumas das praias da região formam ondas ideais para surfar, sendo que as principais delas estão em regiões de muito agito e vida noturna badalada, como as praias de Ipanema e do Leste e os balneários Shangri-Lá Santa Terezinha.

A cidade também abriga o Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, um verdadeiro paraíso formado por três ilhas a 11 km da costa. Além dos cenários belos para descansar, a região é considerada como um berçário de aves e abriga o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná.

Além das praias, Pontal do Paraná conta com opções imperdíveis para praticar o ecoturismo. Entre elas a Estrada Ecológica do Guaraguaçu, uma estrada de 26 km pavimentada com conchas. O local também abriga a aldeia indígena Guarani M’Bya, que pode ser visitada mediante agendamento na Funai ou no Departamento de Turismo.

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*Preços consultados em 19 de maio de 2022.

Fonte: IG Turismo

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Museu subaquático em Cannes une arte e preservação da vida marinha

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Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português)
Fotos de @jasondecairestaylor

Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português)

O Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português) , foi inaugurado em Cannes, França, em fevereiro de 2021. Financiado pela Mairie de Cannes e encomendado pelo prefeito, David Lisnard, o projeto levou mais de quatro anos para ser finalizado. 

Jason deCaires Taylor é o artista à frente das peças que ficam submersas no mar. O Ecomuseu Subaquático se torna o primeiro lugar que as suas obras são instaladas no Mar Mediterrâneo, apresentando uma série de seis retratos monumentais , cada um com mais de 2 m de altura e 10 toneladas de peso.

As estátuas ficam localizadas perto da ilha de Sainte-Marguerite , uma das ilhas Lérins, ao largo da costa de Cannes. As obras são colocadas a uma profundidade entre 2 e 3 metros, e descansam em áreas de areia branca, entre os prados de gramíneas marinhas posidonias oscilantes na parte sul protegida da ilha, atmosfera característica dos mares.

A pouca profundidade e a proximidade com a costa tornam o local facilmente acessível , e as águas cristalinas proporcionam condições ideais para a prática de Esnórquel (prática de mergulho em águas rasas com o objetivo de recreação, relaxamento e lazer).

Inaugurado em um contexto de pandemia, este é o único museu que você pode acessar de forma socialmente distante, usando uma máscara de mergulho sobre os olhos em vez de uma máscara sobre a boca.

Os seis trabalhos colocados na água são baseados em retratos de membros locais da comunidade , abrangendo uma gama de idades e profissões, por exemplo, Maurice, um pescador local de 80 anos e Anouk, um aluno de nove anos da escola primária.

Cada rosto foi significativamente aumentado e secionado em duas partes, a parte externa se assemelha a uma máscara. O tema das máscaras se conecta com a história da Île Sainte Marguerite, bem conhecido como o local onde o Homem com a Máscara de Ferro foi aprisionado pelo rei Luís 14 no século 17.

“A máscara também é uma metáfora para o oceano: de um lado, ela mostra força e resiliência; do outro, fragilidade e decadência. Da terra, observamos a superfície, calma e serena, ou poderosa e majestosa, no entanto, abaixo da superfície está um ecossistema frágil e perfeitamente equilibrado, um que tem sido continuamente degradado e poluído ao longo dos anos pela atividade humana”, argumenta o artista em seu site.

Antes das peças serem colocadas no mar, a localização das esculturas era em uma área de infraestrutura marítima em desuso.

Além disso, o projeto realizou uma limpeza significativa do local, removendo destroços marinhos como motores antigos e tubulações para criar um espaço para a instalação das obras de arte que foram especificamente projetadas, usando materiais de Ph neutro e aço inoxidável 316 , para atrair a fauna e flora marinhas, ajudando a área a rejuvenescer e florescer. A cada temporada, o museu vai ganhando novas formas e texturas, de acordo com a evolução de algas e outros seres marinhos no local. 

O local agora foi isolado de barcos, tornando-o seguro para mergulhadores e evitando danos por âncoras aos prados de ervas marinhas, área de habitat vital referida como os pulmões do oceano para a vasta quantidade de oxigênio que produz.

Como todos os seus projetos, Jason pretende chamar a atenção para o mar como uma biosfera frágil em urgente necessidade de proteção. Isso porque o artista tem outros museus subaquáticos de sua autoria espalhados pelo mundo, como o Museu de Arte Subaquática (Musa) , no México; Parque de Esculturas Submarinas de Molinere , em Granada; Museu Atlântico , na Espanha; Museu de Escultura Subaquática Ayia Napa (Musan) , no Chipre e o Museu de Arte Subaquática (Moua) , na Austrália. Além de outras instalações solos relacionadas ao ambiente aquático.

Para visitar o museu, é preciso de uma máscara de esnórquel, caso contrário não verá muito. Mas se não tiver, pode encontrá-los nos supermercados ou nas lojas próximas da região.

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Fonte: IG Turismo

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