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Versamune pode integrar Programa Nacional de Imunizações este ano

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Vacina contra a covid-19 totalmente nacional, a Versamune é o imunizante em fase mais avançada de desenvolvimento aqui no Brasil e pode ser  incluída no Plano Nacional de Imunizações (PNI) no final deste ano em critério emergencial. A informação é do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. Ele é o entrevistado do programa Brasil em Pauta deste domingo (18).

O imunizante já está, inclusive, com a fase de testes autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o ministro, a expectativa é que a Versamune inicie a fase 3 de testes no segundo semestre. A ideia é contar com a vacina disponível para a população no ano que vem. “A minha visão é principalmente para o ano que vem, para que a gente não precise mais importar vacinas, todo esse problema de custo, de logística. Tudo vai ser nacional e fabricado em empresa brasileira”.

De acordo com Pontes, o Brasil conta hoje com 15 estratégias de vacinas nacionais contra a covid-19. (LINK 1) Segundo ele, toda a pesquisa, desenvolvimento e criação de infraestrutura para a produção dessas vacinas servirá não só para que o país possa contar com uma estrutura perene para o desenvolvimento de imunizantes contra o novo coronavírus como também para desenvolver estudos em relação a outras doenças como dengue e chikungunya. 

“A gente vai poder produzir outras vacinas, ficar muito mais preparados para outras pandemias que virão. Foi todo um trabalho estratégico feito pelo ministério que vai dar um legado muito bom para o país”.

O combate à pandemia da covid-19 é apenas uma das frentes de trabalho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Na entrevista à TV Brasil, o ministro também citou o trabalho da pasta no que se refere ao lançamento de satélites, foguetes e à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. 

“Em dois anos e meio a gente deu um salto de décadas no programa espacial”, disse. Marcos Pontes destacou a assinatura, em 2019, do acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, que era uma demanda de 20 anos, e o chamamento público para que empresas pudessem atuar na base. Nele, foram selecionadas três empresas norte-americanas e uma canadense. “A gente espera que para o ano que vem, já tenhamos lançamentos comerciais de Alcântara”.

Pontes também tratou do satélite Amazônia I, o primeiro totalmente nacional (tecnologia e fabricação) lançado em órbita em fevereiro deste ano. Segundo ele, com a liberação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, projetos como esse serão potencializados. Na conversa ainda foram abordados temas como tecnologia 5G, produção de grafeno e até turismo espacial.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Salvador ganha museu sobre a música baiana e sua influência no país

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Após mais de três anos em obras de recuperação, o Casarão dos Azulejos Azuis, na região do Comércio, em Salvador, abriga agora o mais novo museu da capital soteropolitana: a Cidade da Música da Bahia.

Próximo a cartões postais da cidade, como o elevador Lacerda e o Mercado Modelo, a construção da década de 1850 estava repleta de escombros oriundos do desabamento da cobertura do prédio.

No total, foram investidos mais de R$ 19 milhões em obras que incluíram a estabilização do imóvel e recuperação dos tradicionais azulejos portugueses azuis da fachada.

Para a coordenadora de comunicação do museu, Maria João Amado, a importância do novo espaço reformado passa, inclusive, pela autoestima dos moradores da capital baiana: “É um edifício belíssimo que estava muito degradado. As pessoas passavam e pensavam ‘puxa, que pena que está assim’”.

Agora, a cidade que é berço de grandes artistas da MPB, samba-reggae, rock, pagode e axé, oferece uma experiência musical completa ao visitante, distribuída em quatro pavimentos totalmente recuperados do edifício.

Cidade da Música da Bahia Cidade da Música da Bahia

Cidade da Música da Bahia foi aberto ao público na última quinta-feira (23) – Betto Jr/Direitos reservados

Espaços

O piso térreo conta com hall de entrada, recepção e bilheteria, salão de estar, café, loja, biblioteca, midiateca, centro de pesquisa, além da área de infraestrutura do centro cultural.

Os pavimentos superiores abrigam acervos permanentes e estão sob as curadorias do antropólogo Antonio Risério e do arquiteto e artista Gringo Cardia.

No primeiro andar, a exposição A Cidade de Salvador e Sua Música retrata bairros da cidade e suas músicas, histórias, depoimentos e novas tendências. O local abriga uma grande maquete interativa, três grandes telas de projeção, estações de consulta e estúdio para gravação de depoimentos.

No segundo pavimento, o tema é a Tropicália e abriga a exposição História da Música na Bahia com nove cabines de vídeos, além de três salas: A Magia da Orquestra, com conteúdo voltado para a música clássica; A Nova Música da Cidade, com uma tela de 80 polegadas que exibe vídeos com grupos novos, cantores em ascensão e grupos periféricos de música; e, por fim, a sala Quem Faz a Música da Bahia, que exibe 260 depoimentos das pessoas mais importantes e representativas da música baiana.

O terceiro andar é dedicado a entretenimentos educativos, com estúdio e cabine de mixagem. No espaço karaokêteka, o visitante vira cantor. Escolhe um fundo para seu vídeo e, ao final, tem um clipe pronto para postar nas redes sociais. Uma estação de vídeo exibe todos os clipes já gravados. O conteúdo é acumulativo e dá para pesquisar quem gravou.

Cidade da Música da Bahia Cidade da Música da Bahia

Curadoria do acervo é do antropólogo Antonio Risério e do arquiteto e artista Gringo Cardia – Betto Jr/Direitos reservados

Pandemia

Com a vacinação avançando no país e o turismo sendo retomado, o museu é mais uma opção para o turista que visita Salvador. “Salvador é uma cidade vocação musical e a expectativa é a melhor possível para o turista que terá mais essa opção na capital baiana”, conta Maria José.

Segundo a coordenadora, em função dos cuidados sanitários com a pandemia de covid-19, a visitação à Cidade da Música da Bahia deve ser agendada no site do museu.

Neste momento, a capacidade diária é de 400 visitantes, divididos em grupos de até 80 pessoas, em cinco horários ao longo do dia, sendo o primeiro às 10h e o último às 16h. As visitas têm duração de aproximadamente uma hora e meia.

“Como o museu tem um acervo de quase 800 horas de gravação, é impossível esgotar todo o conteúdo em uma única visita”, diz Maria José, ao encorajar o visitante a retornar mais vezes ao local.

Cidade da Música da Bahia Cidade da Música da Bahia

Local funciona de terça a domingo, a partir das 10h. Visitas precisam ser agendadas pelo site – Betto Jr/Direitos reservados

Projetos futuros

Recém-aberto ao público, a Cidade da Música da Bahia já tem projetos ambiciosos para o futuro, na área de educação.

“A ideia é oferecer cursos variados como de percussão, história da música, dentre outros relacionados à expressão musical”, conta Maria José.

Segundo ela, há a expectativa de construção de um anexo ao edifício onde serão ministrados os cursos de formação educativa. Não há ainda previsão para o início das obras.

Serviço

O museu funciona de terça a domingo. O ingresso custa R$ 20. Têm direito à meia entrada (R$ 10) estudantes, idosos (acima de 60 anos) e residentes em Salvador, que devem apresentar comprovante de residência.

A Cidade da Música da Bahia fica na Praça Visconde de Cayru, número 19, no bairro Comércio.

*Com informações da prefeitura de Salvador

Edição: Fabio Massalli

Fonte: EBC Geral

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