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Veja o que Mato Grosso está fazendo para preservar os animais do Pantanal

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Onça Pintada | Foto: Mike Bueno

O Governo de Mato Grosso investe R$ 43 milhões na prevenção e combate aos incêndios florestais em 2021. O resultado já é visto com a redução em 93% dos focos de calor no Pantanal, entre janeiro e setembro. As medidas de prevenção e combate ao fogo também reduziram os impactos sobre a fauna do Pantanal, cujo cenário encontrado pelas equipes em campo é muito diferente em relação ao ano passado.

Uma equipe de técnicos especializados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) monitora e destina tratamento aos animais silvestres vítimas da seca ou de incêndios florestais, na região do Pantanal, em Poconé (104 km de Cuiabá). Mas com as condições mais favoráveis, na maioria dos casos, especialistas tem optado por monitorar os animais, ao invés de retirá-los da natureza, evitando o estresse que é a consequência da captura.

A Sema-MT esclarece que o controle e gestão dos animais são de responsabilidade do Ibama, de acordo com a Lei Complementar 140/2011. O órgão estadual apoia as ações e orienta que ONGs devem se credenciar para obter autorização junto ao órgão federal e atuar em conjunto com o Poder Público.

Investimentos e ações do Governo do Estado

Distribuição de água para os animais

A dessedentação de animais em pontos mais atingidos pela seca está sendo feita por dois caminhões-pipa locados pela Defesa Civil, em parceria com Sema, Fundação Ecotrópica, Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) e Prefeitura de Poconé. A definição dos pontos e do início da distribuição de água foi tomada em conjunto com o Ibama.

Aquisição de duas unidades móveis de pronto atendimento

Estão em campo para auxiliar no resgate, captura, atendimento, transporte e remanejamento de animais, duas unidades móveis de pronto atendimento, com equipamentos de contenção, rifle e dardos com tranquilizante veterinário (zarabatana), e outros utensílios que possibilitam o manejo de animais de pequeno, médio e grande porte, de qualquer complexidade.

As duas unidades são utilizadas pela Equipe Especializada da Sema, que possui um veterinário, e em parceria com outros veterinários das ONGs credenciadas junto ao Governo Federal.

Contratação de veterinário

A Sema-MT contratou um médico veterinário exclusivamente para o atendimento aos animais, por meio do Programa REM-MT. O profissional possui especialização em clínica e cirurgia de animais silvestres e atua há 20 anos nesta especialidade.

Posto de Atendimento Emergencial

Neste ano, o Posto de Atendimento Emergencial aos Animais (PAEAS) não entrou em funcionamento diante da baixa demanda de resgate de animais silvestres. A estrutura é fixa, e está disponível para ser ativada imediatamente caso seja necessário. O PAEAS contém recintos para animais, e fica localizado no quilômetro 17 da rodovia Transpantaneira, que liga Poconé a Porto Jofre, na infraestrutura do Posto Fiscal da rodovia.

Sema monitora 120 pontos da Transpantaneira
A existência e a qualidade da água de 120 pontos da Estrada Parque Transpantaneira são monitoradas por uma equipe da Coordenadoria de Fauna da Sema-MT desde abril deste ano. O objetivo é sempre ter um panorama atualizado da situação do bioma e das condições de sobrevivência dos animais. Com os relatórios técnicos, é possível ainda auxiliar na decisão de intervenção, ou não, no Bioma diante da seca.

Construção de poço artesiano na Transpantaneira

Um poço para abastecer corixos para a dessedentação de animais e o combate ao fogo feito por meio de uma parceria entre a Sema, Associação de Defesa do Pantanal (Adepan), que representa particulares da região, e o Ministério Público Estadual (MPMT).

No local, há uma bomba para a retirada da água, alimentada por energia elétrica. O projeto prevê os testes com esta primeira tubulação, o monitoramento do funcionamento, das dificuldades e dos benefícios, para então avançar e implantar até 10 poços tubulares na extensão da Estrada Parque.

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Empaer testa capim kurumi como alternativa para produtores de leite

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Conhecido pelo valor nutritivo, o capim kurumi é a nova aposta da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) e vem sendo testado junto a produtores de leite da agricultura familiar de Juara, Terra Nova do Norte e Nova Bandeirantes. A equipe técnica segue na produção de mudas e avaliação do potencial nutritivo da cultivar, que pretende junto com o capiaçu ser uma das alternativas de baixo custo e auxiliar os produtores, principalmente durante o longo período de estiagem.

O técnico da Empaer em Terra Nova do Norte, Rodrigo Cezar Ribeiro, explica que quanto maior a produção de leite, maior a demanda energética e proteica. Independente das estações do ano, a alimentação dos animais devem ser uma constante e no caso do período de entressafra, quando a chuva diminui é quando o pasto e o cocho necessitam de uma redobrada atenção.

Ele destaca que as mudas de BRS Kurumi foram fornecidas o ano passado pela Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, multiplicadas e plantadas no sitio Nonoai do senhor João Luis da Rosa, na comunidade Quinta Agrovila.  Na propriedade, em uma área de 1 hectare, a cultivar foi desenvolvida conforme planejado e no dia 20 de novembro será realizado o primeiro pastejo e a avaliação do potencial produtivo do Kurumi com a produção das matrizes leiteiras que irão consumir o pasto.

Rodrigo frisa que insumos para produção da ração como a soja e o milho tiveram um grande aumento nos últimos anos. “Na teoria, o capim produz 20% de proteína bruta e, por este motivo, está sendo plantado na propriedade com a intenção de reduzir custos de produção, principalmente com a alimentação”, destaca.

Ainda em Terra Nova do Norte, 100 produtores já receberam as mudas de kurumi, mas a meta é chegar a 160, o mesmo público atendido nos últimos dois anos com capiaçu.

Trabalho semelhante dos técnicos da Empaer em Nova Bandeirantes, Luma Regina Maldaner e Eder José Barreiros, que vêm atendendo produtores dos Projetos de Assentamento de Japuranã e Japuranomann junto ao Programa REM.

Luma Maldaner destaca que as mudas foram trazidas do escritório regional de Juara através de um produtor. “Em Nova Bandeirantes, nós trabalhamos em parceria com a Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Saneamento. Elas foram plantadas em uma área de 1 hectare no viveiro municipal e serão doadas posteriormente aos produtores da cidade”.

De acordo com Luma, o objetivo é buscar novas alternativas que sejam de baixo custo. O próximo passo será gradear a área para o plantio. “Temos bons exemplos de produtores dos estados de Goiás e da região sul país que o kurumi é uma boa alternativa por ser de pastejo. Em contrapartida, com o capiaçu de silagem. Duas boas alternativas para o produtor da agricultura familiar”.

Mudas sendo mutiplicadas para serem distribuidas e plantadas                              Foto: Empaer 

Fonte: GOV MT

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