Várzea Grande

Várzea Grande abre novo ponto fixo e acelera vacinação de idosos contra Covid-19

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Prefeitura de Várzea Grande abre um novo ponto fixo de vacinação contra a COVID-19, ele atendera no Complexo Esportivo Júlio Domingos de Campos (Fiotão) e visa como público-alvo os usuários do transporte coletivo, já que o Terminal André Maggi é anexo ao local da vacinação.

O novo ponto fixo reforçará ainda mais o trabalho já colocado em prática com parceria da Clínica Médica do Centro Universitário Várzea Grande (UNIVAG) que atende em ponto fixo e também Drive Thru, que já proporcionou a vacinação de mais de 15,9 mil pessoas, sendo 12,4 mil ou 66,1% do total de doses recebidas do Ministério da Saúde de primeira dose e 3,5 mil ou 44,6% do total de segunda dose.

Para se ter uma ideia da importância da parceria, apenas no último sábado, 27 de março, foram vacinadas 3,112 mil pessoas no UNIVAG.

“O projeto piloto visa descentralizar a vacinação e dar mais celeridade para que possamos imunizar mais pessoas com as duas doses de vacina, lembrando que a pessoa só estará definitivamente imunizada entre 25 e 35 dias após a segunda dose”, disse o prefeito Kalil Baracat que acompanhou os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Saúde no Fiotão.

Ele lembrou que Várzea Grande vai redobrar os esforços e as medidas para atender a demanda dos pacientes por médicos, medicamentos e internação, mas também vai endurecer na fiscalização, “pois o nosso interesse maior, não é prejudicar o comércio, a indústria e sim resguardar vidas e isto só é possível neste momento, adotando as medidas consideradas mais eficientes pela medicina e por cientistas”, explicou Kalil Baracat.

Kalil Baracat e o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, acompanharam a ação de vacinação e aprovaram o novo ponto fixo que está atendendo a população idosa acima de 70 anos sendo vacinada de forma humanizada, no cumprimento das regras de biossegurança, com conforto e de forma ágil.

“Hoje comprovamos que a descentralização da ação de vacinação é o caminho certo a seguir. A população que hoje veio aqui se vacinar aprovou o ponto, sendo estratégico e na área central. É isso que queremos, ir aonde a população mora, chegar com as ações de saúde mais próximo de suas casas”, disse o prefeito Kalil Baracat que satisfeito com o resultado, anunciou que haverá 5 pontos fixos de vacinação na cidade já com estudos por regiões mais populosas.

O secretário Gonçalo de Barros explicou em detalhes como será desencadeada a descentralização da ação da vacina. “Primeiramente vacinamos os profissionais de saúde, onde eles trabalham, ampliamos parceria para o Centro Universitário, o que virou um ponto estratégico para o drive thru e ponto fixo, e agora o ‘Fiotão’. Quanto avançarmos na redução da idade e começarmos a vacinar idosos acima de 65, e ou a população de 60 acima, 50 acima, o público dessas faixas etárias é bem maior, o que nos determina a mudarmos as estratégias e abrir mais pontos de vacinação. Pretendemos abrir um ponto no Grande Jardim Glória, nas próximas ações e consecutivamente vamos vacinando nossa população em três pontos até chegarmos a 5, o ideal para Várzea Grande. Sempre lembrando que só podemos avançar neste processo de vacinação conforme as doses forem sendo entregues pelo Ministério da Saúde e Estado, aí sim mais pontos vão sendo abertos”, disse Gonçalo de Barros.

GESTÃO HUMANIZADA – “Ficamos todos muito angustiados esperando a vacina chegar. Chegou! E aqui em Várzea Grande vemos a seriedade, o cuidado e a preocupação da Prefeitura em fazer tudo correr bem. Agendei para às 8h30 e, às 8h já estavam vacinando, está sendo tão rápido que recebi a primeira dose, antes do meu horário agendado. Essa organização é realmente um diferencial.  Agora é voltar pra casa, continuar tomando todos os cuidados, e aguardar a segunda dose”, avaliou dona Maria Castrino, moradora do Jardim Glória II, de 70 anos, que completou dizendo que até em casa usa máscara, de tanto medo de contrair a doença, e com a vacina esse estresse vai acabar.

O filho do senhor Nelson Lutkt de 74 anos foi outro a elogiar.” Meu pai vacinou, tirei foto, a enfermeira fez questão de mostrar a vacina na seringa, e mostrar que tudo foi injetado, estou feliz, fiz selfie, e o local facilitou muito, na área central. Eu vim de carro, mas muitos estão chegando do Terminal André Maggi, um pulinho daqui”, disse o filho, Emanuel com satisfação que até enviou foto do momento da aplicação do seu pai aos irmãos.

O Prefeito Kalil Baracat fez questão de salientar o trabalho realizado pelos profissionais de saúde com presteza e comprometimento, agradecendo a todos que estão diuturnamente nas frentes de trabalho no combate a pandemia. “Trabalhamos com muita seriedade para oferecer uma organização de atendimento que possibilite ao pessoal da nossa terceira idade receber a vacina com segurança e conforto. E, quando possível, inclusive nós antecipando ao calendário estadual, como hoje e amanhã, iremos completar a faixa etária dos 70 anos acima e avançar mais ainda.

Amanhã dia 1º de abril, teremos nova ação de vacinação no UNIVAG, e pretendemos vacinar mais de 3 mil idosos”, observou, lembrando que a Prefeitura possui protocolos de intenção de compra de vacinas, com a aprovação da Câmara Municipal, que inclui Várzea Grande no Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ato este que poderá acelerar o processo de vacinação em Várzea Grande, com a compra de vacinas. Todos na expectativa de dias melhores, por isso editei Decreto Municipal endurecendo as medidas de isolamento social. Estamos em tempos difíceis, porém como gestor municipal, adotando e priorizando mais e mais ações de saúde tanto na parte curativa como preventiva, a vacinação, para que os várzea-grandenses possam com tranquilidade buscar atendimento na Rede SUS do município, contra a Covid-19”, disse Kalil Baracat.

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Várzea Grande

Equoterapia contribui para melhoria do desenvolvimento motor e emocional de alunos da rede municipal

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Melhorar o desenvolvimento motor, mental e emocional de crianças com deficiência, proporcionando melhor qualidade de vida a elas. Este é o objetivo da equoterapia e fisioterapia, tratamento oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) a 250 alunos da rede municipal de Várzea Grande. Os atendimentos são realizados em duas instituições parceiras da Smecel, o Centro de Equoterapia Nativo e o Centro Equestre de Várzea Grande. As atividades de 2021 foram retomadas na semana passada.

A coordenadora-geral do Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, Benedita Loadir Leite, explica que os alunos são encaminhados pelas unidades escolares para o centro municipal com indicação médica (laudos) para a equoterapia. Quando não tem indicação médica e possuem alguma queixa, a avaliação é feita pela equipe multiprofissional e, posteriormente, sendo deferido, encaminhado para o atendimento na equoterapia e fisioterapia.

A equoterapia é indicada no tratamento dos mais diversos tipos de comprometimentos motores, como paralisia cerebral, problemas neurológicos, ortopédicos, posturais, comprometimentos mentais, como a síndrome de down, distúrbios de comportamento, autismo, esquizofrenia, psicoses, comprometimentos emocionais, deficiência visual e auditiva. É indicada ainda no caso de problemas escolares, tais como distúrbio de atenção, percepção, linguagem e hiperatividade.

Além da terapia realizada junto aos cavalos, as crianças e adolescentes da rede municipal contam com atendimento realizado por uma equipe multiprofissional composta por fisioterapeuta, psicólogo, equitador e auxiliar de pista. Cada aluno é atendido uma vez por semana. “Vale ressaltar que o atendimento da equoterapia é rotativo, de acordo com a evolução do aluno, ele recebe alta do atendimento e, automaticamente, vai chamando o próximo, conforme a lista de espera. A Smecel é responsável pelo transporte escolar até o local”, explica Benedita Loadir.

Segundo a presidente do Centro Nativo, Sirlei Farias Silva, a instituição existe desde 2011 e foi criada a partir da necessidade de ajudar outras crianças, que assim como o filho dela, hoje com 20 anos de idade, precisam de cuidados e tratamentos especiais por conta das deficiências. O filho tem paralisia cerebral e faz equoterapia desde um ano de idade e foi a partir da evolução dele com o tratamento que ela decidiu transformar o espaço de lazer da família em um centro filantrópico para ajudar outras crianças. “A equoterapia ajudou e ajuda muito o meu filho, dando resultados concretos. Nós sabemos da importância dela para as crianças, mas é um tratamento muito caro e são poucos os pais que podem pagar por isso. Felizmente conseguimos fazer a parceria com a Prefeitura de Várzea Grande, que tem esse cuidado e esse olhar para as crianças especiais”.

A fisioterapeuta do Centro Nativo, Luciele Cristina, explica que a pisadura do cavalo é tridimensional, o que provoca estímulos no cérebro da criança, trabalhando o equilíbrio e a coordenação motora, estimulando a visão, o olfato, o paladar, a socialização, atenção e concentração. As sessões se dividem em 30 minutos na fisioterapia e mais 30 minutos no cavalo. “Antes de ir para o cavalo, as crianças passam pela sala de trauma-ortopedia, onde tem os aparelhos que dão força e ajudam no relaxamento muscular. Dessa forma, quando chegam ao cavalo estão mais aquecidas e a evolução será bem melhor”, explica Luciele Cristina.

A psicóloga Patrícia Mara Correia de Almeida ressalta que é trabalhado também a socialização, autoestima e autoconfiança da criança. “Conversamos com ela, perguntando o seu nome e, ao se identificar, a criança vai sendo estimulada a se socializar e se conhecer melhor. Além disso, toda brincadeira tem uma finalidade, estimulamos ela o tempo todo”.

Vânia Alessandra Barbosa é mãe do Samuel Barbosa, 12 anos, que tem paralisia cerebral e é aluno da Escola Municipal Benedita Bernardina Curvo. Ele faz as aulas de equoterapia desde os 2 anos de idade. “O diagnóstico do Samuel era vegetativo, ele era igual uma gelatina, não tinha controle de nada, mas com a equoterapia, ele se desenvolveu muito. Hoje ele já engatinha e o seu desenvolvimento cerebral também foi muito grande”, ressalta a mãe.

Outro aluno que também recebe tratamento com a equoterapia é Murilo Lacerda Gomes, 6 anos, da Escola Municipal Eunice Cesar de Mello. Ele tem Transtorno do Déficit de Atenção (TDH) e esquizofrenia. A mãe dele, Maria Izaíres Lacerda, diz que em apenas algumas sessões do tratamento já percebeu a melhora no filho. “Ele sempre foi muito agitado, não conseguia se concentrar e prestar atenção nas coisas. Mas percebi que ele já fica sentado por um bom tempo e se concentra em algo, até assiste televisão, coisa que não fazia antes. Estou muito feliz por conseguir esse tratamento para ele gratuitamente, porque não teria condições de pagar”.

Loriane Cristina de Souza Carvalho também é mãe de uma criança especial, que tem paralisia cerebral e microcefalia. A filha Alana, de 3 anos, é aluna do Cmei Nossa Senhora da Guia, e foi por meio da unidade de ensino que ela descobriu a equoterapia. “A partir do momento que ela passou a fazer esse tratamento, já teve uma pequena evolução na coordenação motora. Tenho a expectativa que com esse tratamento ela poderá sentar, andar e até mesmo vir a comer sozinha. Quero dar uma qualidade de vida melhor para ela”.

Pioneiro em Mato Grosso no tratamento com a equoterapia, o Centro Equestre de Várzea Grande funciona há 30 anos. O diretor-presidente, José Eduardo Matos Ribeiro, ressalta que ao longo desses anos presenciou o quanto a equoterapia é importante na vida das pessoas com deficiência. “Ela traz grandes benefícios, além de fazer o bem psicológico, também faz o bem motor e social, ou seja, ela é completa”, ressalta José Eduardo, lembrando do caso de uma garota de 17 anos e que há 15 faz o tratamento com a equoterapia. “Até hoje ela tem benefícios com o tratamento e conquista melhoras”.

Segundo a coordenadora da instituição, Onésia Paes de Barros, diariamente passam pelo centro, para fazer as sessões, cerca de 20 crianças, encaminhadas pelas escolas. “Para fazer o tratamento, as crianças precisam do laudo médico e encaminhamento feito pelo Centro João Ribeiro. São selecionadas crianças que realmente precisam do tratamento”.

Paula Vilas Boas Ferrarezi, fisioterapeuta do Centro Equestre, explica que o trabalho da fisioterapia e da equoterapia é feito em conjunto, trazendo muitos benefícios para a criança. “A gente percebe que quando ela fica um tempo sem fazer o tratamento, acaba adquirindo atrofia, contraturas e até pneumonia, no caso da falta da fisioterapia respiratória. A equoterapia vai melhorar a vida dela como um todo, resultando em uma melhor qualidade de vida”.

A fisioterapeuta explica que o público-alvo do Centro Equestre são crianças de 0 a 6 anos de idade, a maioria delas  com paralisia cerebral, síndrome de down, transtorno do espectro autista ou com alguma síndrome ainda desconhecida. ”O tratamento é feito de acordo com a patologia de cada uma e é nessa idade que elas precisam ser mais estimuladas, pois vamos ter melhores respostas”, acrescenta.

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