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Varíola: estudo prévio traz possível antiviral para tratamento

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Estudo preliminar traz possível antiviral para tratamento da varíola dos macacos
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Estudo preliminar traz possível antiviral para tratamento da varíola dos macacos

O grupo de médicos britânicos que acolheu sete pacientes com varíola dos macacos antes da epidemia atual administrou a eles duas drogas desenvolvidas para o tratamento de varíola comum. Uma delas falhou e foi interrompida por efeitos colaterais. A outra, o tecovirimat, aplicada a um único paciente, teve aparente sucesso e é uma boa candidata a testes clínicos contra a doença, dizem pesquisadores.

O resultado do tratamento desse pequeno grupo de pacientes está num estudo divulgado na noite desta terça-feira pela revista Lancet Infectious Diseases. Os pesquisadores estavam realizando um estudo de longo prazo e pretendiam avaliar mais casos antes de divulgar suas observações, mas o surto atual com infecções em mais de 90 pessoas fora da África precipitou a publicação.

“O paciente tratado com tecovirimat (200 mg duas vezes ao dia por 2 semanas por via oral) não apresentou efeitos adversos e teve uma duração mais curta da disseminação viral e da doença (10 dias de hospitalização) em comparação com os outros seis pacientes”, escreveram os cientistas no artigo.

O trabalho foi liderado pelo infectologista Hugh Adler, da Universidade de Liverpool, e conduzido com todos os casos esporádicos que o Reino Unido detectou entre 2108 e 2021. Ele e seus coautoes contam que seis pacientes que não tomaram a droga tiveram tempos maiores de hospitalização e precisaram ficar de 22 a 39 dias em isolamento porque ainda estavam com resultado positivo no testede PCR para a doença.

O tecovirimat foi desenvolvido originalmente nos Estados Unidos por temor de atentados terroristas com armas biológicas contendo o vírus da varíola comum. Como a geração atual de americanos não está vacinada para a doença, existem estoques do medicamento hoje no país para resposta a um eventual ataque.

A droga funciona inibindo a ação de uma proteína que o vírus usa ao sair de uma célula infectada para contaminar outra. Isso retarda o espalhamento do micróbio no corpo e dá mais tempo para o próprio sistema imune agir contra o patógeno.

A outra droga, que não se saiu bem nos primeiros casos britânicos da doença, é o brincidofivir, também desenvolvido contra varíola comum. Três pacientes que receberam esse outro tratamento tiveram reações no fígado e tiveram que parar de consumi-la antes de qualquer efeito antiviral ser notado. Em testes anteriores a droga já havia demonstrado efeitos colaterais como diarreia e náusea.

Testes em animais

Tanto o tecovirimat quanto o brincinofovir são drogas recentes, aprovadas, respectivamente, em 2018 e 2021. Ambas tiveram trâmite de testes acelerado na FDA, agência reguladora de fármacos dos EUA, em razão de seu potencial uso contra bioterrorismo. Como a varíola comum está erradicada desde 1980, a avaliação de eficácia delas contra essa doença foi indireta, inferida por meio de testes em animais contra vírus da mesma família, a dos Orthopoxvirus. Um dos vírus usados nos testes originais do tecovirimat foi justamente o da varíola dos macacos, o outro foi o da varíola dos coelhos.

Os pacientes descritos no estudo britânico foram localizados por uma rede de vigilância epidemiológica que o Reino Unido possui para doenças infecciosas graves. Quatro deles haviam desembarcado em solo britânico já infectados, vindos da Nigéria e de outros países do oeste africano. Outros dois eram familiares desses viajantes, e o último era uma enfermeira que os tratou.Pacientes que estão sendo diagnosticados no surto que começou neste mês devem ser contabilizados nos próximos estudos do grupo.

Apesar do entusiasmo com o tecovirimat, os próprios cientistas autores do estudo pedem cautela, porque o trabalho divulgado agora é um estudo retrospectivo de acompanhamento dos casos, pequeno, e não foi um teste clínico projetado para avaliar eficácia de uma droga.

Um aspecto importante do estudo britânico foi o de mostrar que, apesar de não ser letal, a varíola dos macacos não é uma virose trivial. O tempo pelo qual os pacientes continuaram testando positivo para a doença mesmo após as feridas de pele terem cicatrizado surpreendeu os médicos.

“A varíola humana apresenta desafios únicos”, afirmaram os cientistas. “Há uma necessidade urgente de estudos prospectivos com antivirais para esta doença.”

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Saúde municipal realiza campanha para doação de agasalhos em SP

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Campanha do agasalho
Divulgação: Polícia Civil PR

Campanha do agasalho

Com o objetivo de reduzir os riscos e impactos da estação mais fria do ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza uma campanha para receber roupas, calçados e cobertores para doação em todas as suas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

Para colaborar, basta o cidadão levar os itens a serem doados aos pontos de coleta. As peças arrecadadas serão encaminhadas às comunidades do entorno das unidades, como igrejas, centros comunitários e associações de bairro, além dos Centros de Atenção Psicossociais (Caps), Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis) e do programa Consultório na Rua (CnR).

A iniciativa contempla e intensifica as ações da Operação Baixas Temperaturas (OBT), plano de contingência intersecretarial que garante a proteção de milhares de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade na capital paulista.

De acordo com a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde da SMS, Sandra Sabino Fonseca, a iniciativa faz parte do cuidado integral da SMS para com com a população.

“Portas de entrada no SUS na capital, as UBSs estão em todas as regiões da cidade e podem ser pontos estratégicos de arrecadações de agasalhos para distribuirmos às pessoas mais carentes. Pedimos que quem tiver roupas, cobertores e calçados em boas condições e puder doar, leve à UBS mais próxima. Precisamos somar esforços para acolher e aquecer quem mais precisa”, afirma.

Os endereços dos pontos de doação podem ser encontrados nos links: UBSs

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2022_06_24_Lista_UBS_Vacinacao_COVID19.pdf

AMAs/UBSs Integradas

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2022_06_24

Agasalhos para pets

A SMS, por meio da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), também promove uma campanha de arrecadação de agasalhos para cães e gatos da população de rua.

As doações podem ser levadas à Cosap, das 6h às 22h, na portaria 1, localizada na rua Santa Eulália, 86, e na portaria 2, que fica na avenida Santos Dumont, altura do número 637.

“É uma ação conjunta que visa atender à população que tanto precisa e seus grandes companheiros. O frio castiga também os animais. Daí a importância dessa campanha”, afirma Analy Xavier, coordenadora da Cosap.

A distribuição dos agasalhos dos pets é feita durante a OBT. Além disso, a Cosap faz aplicação de vacina e vermífugo nos animais, atendimentos clínicos, e em casos mais graves há encaminhamento para um dos hospitais veterinários públicos.

Fonte: IG SAÚDE

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