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Vamos destruir os muros?

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Por Francisney Liberato

Destrua os muros que atrapalham você de obter os seus sonhos. Tome atitudes planejadas e viva os efeitos disso.

Você já se encontrou em situação de dúvida no momento em que precisava tomar uma decisão? Conhece pessoas que desejam fazer algo novo, mas não tomam a atitude necessária?

O tema busca trazer para a nossa reflexão os “muros” que nos impedem de alcançar os nossos sonhos, e para destruí-los é necessário agir em prol da realização deles.

Conheço indivíduos que desejam ser aprovados em um concurso público e relatam que não têm tempo disponível para estudar como deveriam, e por causa disso não conseguem êxito nas provas. Ainda assumem que têm inteligência e capacidade para serem aprovados, mas não fazem o que é necessário: planejar e executar.

Se o seu sonho é ser aprovado num concurso público, queime os “muros”. Como assim? Elimine tudo aquilo que está te atrapalhando de realizá-lo. Se o que está te impedindo de prosseguir, rumo ao que deseja, for um relacionamento, termine-o. Se for o excesso de redes sociais, elimine-as. Se for um trabalho, peça demissão. Após isso, dedique-se com a sua força máxima e corra para receber o prêmio do sucesso.

Essas atitudes são convictas, entretanto, é necessário tomá-las de forma planejada e organizada e não simplesmente eliminá-las de forma impensada. Se for preciso sair do emprego, faça antes uma reserva financeira para que não haja nenhuma dificuldade neste percurso.

Use e abuse de sua inteligência emocional para derrubar todos os seus “muros”. Faça isso com prudência e moderação. Não deixe as oportunidades se esvaírem. Tome uma atitude e alcance o que realmente deseja.

Francisney Liberato é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”. 

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Os Saberes da Floresta

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Por Emanuel Filartiga

O Brasil perde 24 árvores por segundo. Parece não haver tempo para os órgãos de fiscalização ambiental chegarem a todos os alertas de desmatamento feitos pelos satélites que monitoram, pelas denúncias anônimas que chegam, pelas chamadas por telefone que tocam … 

Não conheci meu avô, mas lembro da sua voz. Quando eu andava pelo quintal, curioso, ao puxar uma folha verde de uma planta, o som forte e rouco veio: “Não faça isso, menino!” 

Meu irmão, sempre que o chão duro e as palavras de chumbo da vida nos apertam, convida-nos a ter com as árvores e a cachoeira. Quando sai de baixo da queda d’água ou do meio da mata, ele diz: “Alas, tava precisando”. Meu irmão sabe da ecologia de saberes de que nos fala Boaventura Sousa Santos.

Não nos esqueçamos que o Brasil é país que tem nome de árvore. Ela está no nosso DNA. Lembremos sempre, leitor amigo, em nosso sangue não há apenas plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas; há seiva, terra e vida.

E é com a dor de terra sem mata, com o grito da árvore quando tomba, com o vazio que enche olhos, que eu quero lembrar a você, a você com as motosserras físicas ou imaginárias: a floresta em pé tem mais valor que os troncos, galhos e folhas deitados.

Não me venha falar que isso é desenvolvimento, globalização ou necessária exploração de recursos naturais. Não é isso que vemos. Só vemos serra, fogo, ranger, quebra e vazio; acima de tudo vazio. Vejo o solo vazio, a gente vazia e a memória vazia.

Na Odisseia de Homero, Ulisses não pode, nem sequer por um segundo, “esquecer o retorno”, mesmo com todos os obstáculos, com todas as aventuras, ele não pode esquecer de onde veio. A viagem nunca é só de ida. O desejo de um futuro a ser conquistado é garantido pela memória de um passado.

Como disse Ítalo Calvino, “…a memória conta realmente – para os indivíduos, as coletividades, as civilizações – só se mantiver junto a marca do passado e o projeto do futuro, se permitir fazer sem esquecer aquilo que se pretendia fazer, tornar-se sem deixar de ser, ser sem deixar de tornar-se.” 

 Somos, no interior e no início e para sempre, povo da floresta. 

Emanuel Filartiga é Promotor de Justiça em Mato Grosso 

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