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Vale (VALE3) afirma que MPF arquivou acusações de Steinmetz sobre projeto de Simandou

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Vale (VALE3) afirma que MPF arquivou acusações de Steinmetz sobre projeto de Simandou
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Vale (VALE3) afirma que MPF arquivou acusações de Steinmetz sobre projeto de Simandou

Vale (VALE3) tem 104 barragens, das quais 29 em protocolo de emergência

A mineradora Vale (VALE3) informou que o Ministério Público Federal decidiu pelo arquivamento de um requerimento do empresário israelense Benjamin Steinmetz que acusava executivos da empresa de práticas ilícitas relacionadas ao projeto minerário de Simandou, na República da Guiné.

“A Vale entende que a decisão do Ministério Público Federal corrobora a lisura e probidade de sua atuação no mercado”, disse a companhia em comunicado nesta segunda-feira (5).

“(…) O evidente objetivo do Sr. Steinmetz é desviar foco dos processos de execução de 2 bilhões de dólares movidos pela Vale contra ele e suas empresas, conforme sentenças arbitrais e judiciais proferidas na Inglaterra e EUA”, acrescentou a companhia.

Segundo a mineradora , o MPF teria apontado que o requerimento contra ela seria “incomodamente inespecífico” e que documentos apresentados não serviriam como prova.

“O Ministério Público Federal concluiu que os documentos apresentados ‘não contêm elementos que indiquem sequer em tese a ocorrência de crime de corrupção ativa ou de tráfico de influência internacional’, sendo ‘conclusão falaciosa e inconsistente’ aquela de que executivos da Vale teriam em 2011 oferecido alguma vantagem indevida a George Soros”, afirmou.

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Vale

O conselho de administração da Vale (VALE3) aprovou nesta quinta-feira, 1º, o programa de recompra de até 270 milhões de ações ordinárias e seus respectivos ADRs (NYSE:VALE), proposto por seu Comitê Executivo. Com base na composição acionária da mineradora em 28 de fevereiro, a soma equivale a 5,3% do número total de ações em circulação. O prazo do programa é de até 12 meses.

Segundo o Estadão, em fato relevante a empresa ressalta que o programa “não compete com nossa intenção de consistentemente distribuir dividendos acima do mínimo estabelecido por nossa política”. A decisão, acrescenta o comunicado, demonstra a confiança da gestão no potencial da Vale de “criar e distribuir valor de forma consistente”.

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No final de fevereiro, ao ser questionado por um analista durante teleconferência sobre os resultados de 2020 se a distribuição de dividendos da Vale não poderia ser maior, o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da mineradora, Luciano Siani Pires, explicou que a companhia terá pago em 12 meses US$ 7,3 bilhões em dividendos.

Mineradora

A mineradora informa que sua subsidiária Vale Canada Limited (VCL) concluiu a venda de sua participação acionária na Vale Nouvelle-Calédonie (VNC) para o consórcio Prony Resources New Caledônia. O consórcio de investidores, que inclui a Trafigura, contempla uma participação majoritária e não diluível dos interesses da Nova Caledônia.

“Após vários meses de negociação, estou satisfeito por ter concluído o nosso desinvestimento na VNC, beneficiando os empregados, a Nova Caledônia e todos os seus stakeholders. A Vale está totalmente comprometida com esta transação. Ela atende às garantias exigidas nos âmbitos financeiro, social e ambiental e oferece um futuro sustentável para as operações”, afirma o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo em comunicado enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

A empresa diz que sua intenção desde o início do processo de desinvestimento foi se retirar da Nova Caledônia de uma maneira ordenada e responsável. O acordo cumpre isso. “Reconhecemos a Vale por seu profissionalismo na condução do processo e seu compromisso em sair da Nova Caledônia de forma responsável”, disse o Estado francês em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.

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Ministro das Relações Exteriores pede recursos a Guedes e aleta sobre calote

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Palácio do Itamaraty, sede do MRE
Divulgação/Governo Federal

Palácio do Itamaraty, sede do MRE

Em carta endereçada ao ministro da Economia , Paulo Guedes , assinada na última segunda-feira, dia 17 de maio, o chanceler Carlos França fez um apelo por mais recursos para o Itamaraty . Alertou para o risco de o órgão ficar inadimplente em contratos firmados no Brasil e no exterior.

Carlos França pediu a Guedes o desbloqueio de R$ 225.352.241,00 e que a necessidade orçamentária do Ministério das Relações Exteriores para este ano é estimada em cerca de R$ 1,75 bilhão . Ele afirmou que há risco de prejuízo ao atendimento a cidadãos brasileiros que residem fora do país e ao pagamento de serviços essenciais, como segurança, água, energia, comunicações, salários de auxiliares locais e alugueis dos funcionários que ocupam embaixadas, consulados e outras representações lá fora.

França ressaltou que, com verbas equivalentes a “ínfimos” 0,10% do Orçamento do Poder Executivo, o Ministério das Relações Exteriores é responsável pela administração de 214 postos no exterior em 130 países e nove escritórios regionais no Brasil. Além disso, oferece apoio a 105 adidos de sete órgãos do governo federal e suporte a ações de promoção das exportações brasileiros dos nove escritórios da Apex em quatro continentes.

Segundo o chanceler, “o bloqueio de dotações discricionárias em muito afetará as ações diplomáticas e consulares do ltamaraty no ano vigente”. Ele se referia a despesas não obrigatórias, que o governo pode ou não executar, de acordo com a previsão de receitas. De forma geral, são gastos com custeio e investimento.

Conforme o chanceler, 80% das despesas não obrigatórias do Itamaraty são executadas no exterior. Para piorar, além do bloqueio orçamentário, a pasta foi fortemente afetada pelo chamado fator cambial: a diferença entre a taxa de câmbio de referência estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, de R$ 3,70 o dólar, e a taxa média apurada pelo Banco Central no fim de 2020, de R$ 5, 15, representou uma perda da ordem de 35% para o órgão, com impacto nos salários de diplomatas, oficiais de chancelaria e outros servidores que trabalham nessas representações localizadas em outros países.

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“Para fins de conhecimento. estima-se que cada elevação de R$ 0,10 na cotação da taxa de câmbio representa perda de recursos para o ministério equivalente a 33 milhões de reais”, disse França na carta a Guedes.

No documento, França observou que a natureza das despesas do ltamaraty no exterior oferece pouca margem para redução no curto e médio prazos, sem que sejam afetadas as atividades de representação do país e o próprio atendimento consular ao cidadão brasileiro no exterior. O maior volume dos recursos da pasta é destinado, exclusivamente, ao pagamento do custeio da estrutura das representações diplomáticas e consulares.

“Essas despesas são decorrentes de contratos continuados, firmados em moedas estrangeiras, submetidos ao ordenamento jurídico local e às práticas comerciais dos países nos quais estão sediadas as repartições do MRE”, enfatizou.

França também citou contratos firmados com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Casa da Moeda, no valor de R$ 50 milhões. Os órgãos, completou o ministro, oferecem serviços essenciais no atendimento a cidadãos brasileiros no exterior.

“Atrasos nesses pagamentos podem ensejar, além dos danos à credibilidade e à imagem do País, ações judiciais em função de eventual inadimplemento de obrigações contratuais, tanto no Brasil quanto no exterior”, alertou.

O ministro enfatizou que o Itamaraty tem feito sua parte, cortando gastos. Em 2019 e 2020, houve uma economia de R$ 100 milhões, graças à revisão de contratos e à redução da estrutura de representações do Brasil lá fora.

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