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Vale retira nível de emergência de barragem interditada desde 2019 em MG

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Vale retira nível de emergência em barragem em Itabira
Reprodução: iG Minas Gerais

Vale retira nível de emergência em barragem em Itabira

A mineradora Vale anunciou nesta terça-feira (23) a retirada do nível de emergência da Barragem Itabiruçu, localizada no Complexo de Itabira, em Minas Gerais.

A medida é parte do plano de retomada de produção de minério de ferro. Segundo a empresa, a medida foi tomada após “profunda análise” das caraterísticas geotécnicas da barragem.

“A partir deste momento, a barragem está desinterditada e dentro dos parâmetros legais de segurança”, disse a companhia, em nota à imprensa.

Barragem

A disposição de rejeitos na Barragem Itabiruçu foi suspensa temporariamente pela Vale em outubro de 2019, seguindo avaliação da própria empresa e de órgãos de fiscalização externos.

Durante a paralisação, a barragem adotou o protocolo de emergência em Nível 1, em linha com recomendação da Agência Nacional de Mineração ( ANM ).

O protocolo em Nível 1 não requer evacuação da população a jusante. “Ao longo desde período, permaneceu válida a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE)”, informou a mineradora.

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A retirada do nível de emergência ocorreu depois de extensa campanha de investigação geotécnica da estrutura, que durou cerca de um ano.

Nesse período, com apoio de empresas especializadas, como o Engineer of Record (EoR), foram efetuados diversos estudos de fundação, geologia, método construtivo, entre outras áreas, que indicaram, com maior precisão, as condições atuais da barragem.

Todo o trabalho foi acompanhado pela assessoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e validado pela ANM.

Itabira

A Vale informou ainda que, em 2020, foram produzidas 23,9 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro no complexo de Itabira, bem abaixo dos 40 milhões de toneladas por ano (Mpta) de capacidade potencial do complexo.

Segundo a empresa, estão sendo feitas investigações geotécnicas complementares para determinar as medidas de engenharia necessárias à continuidade das obras de alteamento da barragem.

Tais obras vão aumentar a flexibilidade operacional do complexo, enquanto os projetos de filtragem de rejeitos como solução definitiva para o complexo vão sendo implementados, com expectativa de conclusão em 2022.

De acordo com a companhia, “a adequação da segurança da barragem Itabiruçu reforça o compromisso da Vale em ser uma das mineradoras mais seguras do mundo, e é mais um passo importante na retomada dos 400 Mtpa de capacidade de produção de minério de ferro no final de 2022”, concluiu a nota.

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Acaba prazo para entrega de reassentamento para moradores de Mariana

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Desastre de Mariana ocorreu em 2015
Antonio Cruz/Agência Brasil

Desastre de Mariana ocorreu em 2015

O prazo determinado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para a entrega dos reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo acabou, pela terceira vez, neste sábado (27). A data já foi prorrogada duas vezes após o não cumprimento das indenizações, que prometem um novo começo para as pessoas que tiveram suas casas destruídas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Em entrevista ao portal O Tempo, o ex-mestre de obras José Nascimento, de 75 anos, diz que “viver em apartamento é a pior coisa do mundo. Antes, eu tirava leite, produzia queijo, tinha mexerica no quintal… Era a vida de roça. Hoje, se quiser tomar um leite, tem que comprar. Se quiser uma couve, tem que comprar. Isso, para nós, é muito difícil”.

Apesar do fim do prazo para a entrega de todo o loteamento, apenas cinco casas foram entregues até agora pela fundação Renova, responsável pelas obras. “A esperança está matando a gente. Nunca chega a hora da entrada. São cinco anos, caminhando para seis, e cinco casas prontas… A gente fica esperando, esperando, esperando, e nunca voltamos para o nosso lugar”, desabafa o ex-mestre de obras.

Como justificativa para o atraso nos prazos, a fundação Renova alega que parte do efetivo que trabalhava na entrega dos reassentamentos foi comprometido em decorrência dos protocolos sanitários para conter a pandemia da Covid-19 no estado.

“A questão do prazo de entrega dos reassentamentos está sendo discutida em um Ação Civil Pública (ACP) em curso na Comarca de Mariana, tendo sido submetido recurso para análise em segunda instância (TJMG), o qual ainda aguarda apreciação e julgamento. Nesse contexto, foram expostos os protocolos sanitários aplicáveis em razão da Covid-19, que obrigaram a Fundação a desmobilizar parte do efetivo e a trabalhar com equipes reduzidas, o que provocou a necessidade de reprogramação das atividades”, diz a nota da Fundação.

“Além disso, reiterou, perante os juízes, que há evidências técnicas de que a construção dos reassentamentos é resultado de um longo processo que antecede as obras de edificação, e envolve planejamento, aprovação de projetos de lei por parte do poder público para transformar subdistritos em distritos, conceitos urbanísticos, aprovação de projetos, adequação a desafios como topografia alinhada às relações de vizinhança e às leis urbanísticas do município, entrega da infraestrutura, disposição dos bens públicos e aprovação do projeto das residências pelas famílias”, reforça.

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