POLÍTICA NACIONAL

‘Vai cassar meu registro?’, questiona Bolsonaro após fala de Moraes

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Bolsonaro rebateu declaração de Moraes sobre cassação de políticos que compartilharem fake news

O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu, nesta sexta-feira (3), a declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que afirmou que vai cassar o registro de políticos que compartilharem notícias falsas .

Em uma entrevista realizada em Foz do Iguaçu, onde se reuniu com o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, o chefe executivo brasileiro colocou em dúvida a coragem de Moraes cassar o seu registro para as eleições de outubro deste ano.

“Vai cassar meu registro? Duvido que tenham coragem de cassar meu registro. Não estou desafiando ninguém. Duvido de que tenha coragem de cassar. Eu tenho desconfiança ainda. Por que não?”, enfatizou Bolsonaro.

A declaração do ministro do STF foi feita na última quarta-feira (1), no evento “Sessão Informativa para Embaixadas: o sistema eleitoral brasileiro e as Eleições de 2022”, voltado a diplomatas estrangeiros.

Na ocasião, Moraes afirmou que a Justiça vai estar preparada para conter e combater as “milícias digitais”.

“Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro daquele que a vinculou”, declarou o ministro.

Alexandre de Moraes destacou os desafios enfrentados com a propagação de notíciais e informações falsas nas redes sociais que, segundo ele, visam desestabilizar a Justiça Eleitoral, porém diz que o TSE responderá às ameaças à altura.

“Aqueles que se utilizarem desses instrumentos podem ter o registro de suas candidaturas cassado, ou mesmo perder o mandato”, destacou o Alexandre.

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POLÍTICA NACIONAL

Haddad diz que não teme rejeição do PT em São Paulo: ‘Partido forte’

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Fernando Haddad durante sabatina
Foto: Felipe Freitas – 19.08.2022

Fernando Haddad durante sabatina

Durante a sabatina a organizada pelo Estadão, em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), na manhã desta sexta-feira (19), o  candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo do estado de São Paulo Fernando Haddad  afirmou não temer a rejeição dos eleitores como candidato para o governo de São Paulo.

Segundo o político, não há possibilidade de um partido “forte” como o PT não ter algum tipo de rejeição, ele ainda relembrou as eleições de 2018, em que concorreu à Presidência da República e foi bem votado em São Paulo.

“Eu acho que os governos são avaliados e reavaliados. Eu tenho visto o meu desempenho, não só em 2018, que eu tive 40% dos votos dos paulistas, como agora eu estou liderando as pesquisas todas, não só no estado, mas particularmente na capital, que eu estou com uma vantagem ainda maior.”

“Não existe a possibilidade de um partido forte como o PT não ter algum tipo de rejeição…não tem como eu convencer alguém que gosta de armas, de que livro é melhor que armas, ele acha que não…não tem como eu convencer uma pessoa que acha que o desmatamento da Amazônia tanto faz, que a mudança climática é efeito do desmatamento e que nós temos 30 dias a mais de seca no estado de São Paulo por causa do desmatamento da Amazônia. Tem um percentual de pessoas no Brasil que acha que a terra é plana, que acham que vacina faz mal pra saúde…é uma questão de visão de mundo, você não vai ter cem por cento de apoio.”

Resultado das pesquisas

Na última pesquisa dilvulgada pelo Datafolha , na última quinta-feira (18), sobre o governo do estado de São Paulo. O candidato do PT segue em primeiro lugar. Tarcísio de Freitas (Republicanos) apareceu em segundo, seguido por Rodrigo Garcia (PSDB).

De acordo com o levantamento, o petista foi mencionado por 38% dos entrevistados. O candidato bolsonarista recebeu 16% e o atual governador do estado paulista atingiu 11%.

No cenário espontâneo, Haddad também aparece em primeiro, sendo seguido por Tarcísio.

Em um eventual segundo turno contra Tarcísio, Haddad venceria com folga (53% a 31%). Já em um embate contra Garcia, o petista ganharia por 51% a 32%.

Quem é Fernando Haddad?

Fernando Haddad, de 59 anos, é um acadêmico, advogado, professor e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Haddad iniciou sua carreira na política em São Paulo, ao tornar-se chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico na gestão da prefeita Marta Suplicy. Em 2003, o professor passou a integrar o Ministério do Planejamento no Governo Federal. Um ano depois, ele assumiu o cargo de Secretário-Executivo do Ministério da Educação.

Em 2005, o político assumiu oficialmente o MEC. Já em 2012, Haddad foi eleito prefeito da cidade de São Paulo vencendo no segundo turno o candidato José Serra do PSDB.

Em 2018, Fernando Haddad lançou sua campanha como candidato à Presidência da República, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir a candidatura de Lula. No entanto, após disputa no segundo turno, o político perdeu para seu adversário, Jair Bolsonaro, que concorria pelo Partido Social Liberal (PSL).

Veja algumas das principais propostas de Fernando Haddad:

Assistência Social

  • Instituição da Renda Básica de Cidadania no estado por etapas, priorizando os mais necessitados;
  • Institucionalização do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) paulista, com comando unificado e coordenação regionalizada da política de assistência social;
  • Ampliação e qualificação dos programas estatuais de transferência de renda, complementando benefícios federais;
  • Fortalecimento do Fundo Estadual de Assistência Social;

Saúde

  • Recuperação dos investimentos em saúde;
  • Prioridade à atenção integral, combinando ações de promoção, prevenção, atenção, reabilitação e vigilância em saúde;
  • Universalização do SAMU-192 e das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em todas as regiões do estado;
  • Investimento em atenção especializada, integrando ambulatórios de especialidades, hospitais públicos, filantrópicos e universitários;
  • Modernização do sistema de saúde, para agilizar o serviço e aumentar sua capilaridade e eficiência;
  • Uso da telesaúde para reduzir filas;
  • Implantação de medidas para reduzir mortalidade materna, garantindo direito ao pré-natal e ao parto humanizado;
  • Reforço da saúde do idoso, com acesso a consultas, exames, procedimentos e medicamentos;

Educação

  • Prioridade à alfabetização na idade certa para as crianças;
  • Ampliação de creches;
  • Investimentos na infraestrutura das escolas, para garantir acesso a equipamentos adequados e inclusão digital;
  • Políticas de diversidade para acesso a bolsas de pesquisa e vagas em cursos de pós-graduação;
  • Criação do Plano Estadual de Permanência Estudantil para diminuir a evasão em universidades;
  • Investimento em pesquisa, internacionalização e extensão universitárias;

Segurança pública

  • Garantia de melhores condições de trabalho e salários para policiais, com formação continuada e suporte psicossocial aos profissionais;
  • Criação de um plano de metas, pactuado com trabalhadores de segurança pública e policiais, para redução da letalidade e da criminalidade, aumento da resolução de crimes;
  • Recomposição do quadro profissional das polícias e valorização da carreira;
  • Investimento em tecnologia e inteligência;
  • Criação de novos protocolos operacionais para as polícias, com o objetivo de diminuir a letalidade policial, que atinge principalmente jovens negros de periferias;
  • Inclusão de disciplina sobre racismo estrutural nas escolas e academias das polícias;
  • Fortalecimento das ouvidorias das polícias;
  • Ampliação da colocação de câmeras nas fardas dos policiais;
  • Criação de uma força tarefa permanente, com polícias, Ministério Público, Receita Federal e Polícia Federal, para combate ao crime organizado e o tráfico de drogas;
  • Reforço ao policiamento comunitário e preventivo, criando o Policiamento de Proximidade;
  • Criação do Programa Estadual de Prevenção a Mortes Violentas;
  • Criação de uma nova política de drogas, intersetorial, com investimentos nos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) e em ações de redução de danos com base nos “3Ts” (teto, trabalho e tratamento);

Infraestrutura e transporte

  • Reforço de investimentos públicos e parcerias público-privadas para infraestrutura, priorizando habitação, estruturas de educação e saúde, transporte público metropolitano e saneamento básico;
  • Apoio e expansão de experiências de produção de energia limpa, como fazendas de geração de energia solar no Oeste de São Paulo e de biomassa nas regiões Central e Norte do estado;
  • Investimentos na infraestrutura de transporte, prioritariamente em projetos de baixo carbono;
  • Expansão do transporte sobre trilhos pelo estado, aumentando gradualmente a integração entre modais de transporte;
  • Melhoria de estradas vicinais;

Habitação e saneamento

  • Fortalecimento da defesa civil para atuação em áreas de risco, melhorando a resposta a desastres;
  • Ampliação do investimento público em habitação, assim como fortalecimento de parcerias com o governo federal e governos municipais;
  • Atualização do mapeamento das áreas de risco de desastres socioambientais;
  • Fortalecimento do papel do Estado no provimento de serviços de saneamento, ampliando os investimentos na Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O investimento privado seria utilizado para complementar a cobertura em áreas desprovidas de serviços;

Direitos Humanos

  • Atualização do Plano Estadual de Direitos Humanos;
  • Defesa da reforma psiquiátrica;
  • Combate à tortura em todos os espaços;
  • Construção de políticas estaduais intersetoriais para enfrentamento ao trabalho escravo;

Desenvolvimento

  • Ampliação do crédito para micro e pequenas empresas, por meio do Banco do Povo e do Desenvolve SP;
  • Investimento em ciência e tecnologia para aumentar a produtividade e a competitividade da cadeia agropecuária;

Serviços públicos

  • Fortalecimento do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor e do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor);
  • Ampliação da oferta de serviços 100% digitais, reduzindo a burocracia, o custo e o tempo de espera.

Cultura

  • Fomento da cultura popular, das identidades regionais e das periferias por meio de investimentos em cultura.

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Fonte: IG Política

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