Saúde

Vacinação contra febre aftosa já imunizou 166 milhões de animais

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Dados parciais da primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa em 2020 mostraram cobertura vacinal de 97,81% do rebanho de bovinos e bubalinos de todas as idades. No total, segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, entre estados que já enviaram informações foram imunizados 166 milhões de animais.

Até o momento, 18 dos 23 estados que precisam vacinar seus rebanhos entraram no balanço. Isso porque um está em análise e três ainda não enviaram o relatório com os dados finais dessa fase. A segunda etapa de campanha de vacinação contra aftosa começa em 22 estados em novembro.

Novo coronavírus

Em 2019, na campanha de maio, foram vacinados 196 milhões de bovinos e bubalinos, cobrindo 98,08% do total. Por causa da pandemia de covid-19, este ano a primeira etapa de vacinação foi prorrogada em 30 dias para que todos os estados tivessem 60 dias para a imunização.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Geraldo Moraes, a pequena redução da cobertura vacinal era esperada como reflexo direto da pandemia, que atrapalhou a logística da vacinação. “Apesar disso, foi uma campanha exitosa, dadas as proporções da emergência em saúde existente no país”, disse. A previsão para esta primeira etapa é de vacinar cerca de 183 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades.

Certificação

Os estados do Paraná, Acre e Rondônia, e regiões do sul do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso tiveram a última vacinação contra a doença em 2019 e, no momento, estão cumprindo o prazo para reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal.

O Rio Grande do Sul, que teve a última vacinação em março deste ano, também está cumprindo prazo para o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Desde 2007, o estado de Santa Catarina é reconhecido internacionalmente nessa categoria. 

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Pacientes crônicos de Bonsucesso serão atendidos em outras unidades

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Pacientes crônicos e transplantados que eram atendidos no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, continuarão sendo acompanhados pelo corpo clínico da unidade nos locais para onde foram transferidos.

O Prédio 1 do HFB foi atingido por um incêndio na terça-feira (27) e suspendeu o atendimento, transferindo todos os pacientes que estavam internados. Quatro deles morreram após o incêndio.

Segundo o representante do corpo clínico do HFB, Júlio Noronha, a direção do hospital adiantou a possibilidade de dar férias coletivas para os funcionários a partir de 1º de novembro, já que as férias foram suspensas por causa da pandemia. Porém, segundo ele, os médicos de especialidades que exigem acompanhamento de perto dos pacientes organizarão uma forma de continuar o atendimento.

“Algumas especialidades, como a nefrologia e a hematologia, têm doentes crônicos. Nós temos dois mil transplantados que tomam remédios para não ter rejeição. Então, os médicos dessas especialidades não estariam de férias, teriam que fazer um esquema entre eles para garantir o atendimento. Nós temos pacientes da nefrologia no Hospital dos Servidores e os transplantados estão no Hospital da Lagoa. São pacientes que não podem ficar abandonados, então os nossos médicos atenderiam nessas unidades”, explicou.

De acordo com Noronha, o HFB tem 3.500 funcionários e um grupo responsável pelo ambulatório está entrando em contato com os pacientes para desmarcar as consultas já agendadas.

Risco de explosão

O médico disse, ainda, que, apesar de o incêndio ter ocorrido em um dos prédios, todo o hospital foi fechado porque havia risco de explosão em um gerador de energia, conforme laudo emitido no ano passado em conjunto pela Defensoria Pública, técnicos do Ministério da Saúde e o Corpo de Bombeiros.

“É um risco porque a subestação não dá mais vazão para a parte elétrica. O hospital tem 71 anos, nunca teve uma reforma realmente estrutural e puxa muita energia, o parque tecnológico se modernizou, temos muito mais uso de respirador, de bomba infusora, e o ar-condicionado aumentou o número [de aparelhos]”, afirmou.

Segundo Noronha, que trabalha no HFB há mais de 40 anos, a subestação de energia no hospital apresenta problemas desde 2005.

“A nossa subestação está dando problema desde 2005, porque cada vez você coloca mais aparelhos elétricos, não houve nenhuma manutenção elétrica de verdade. Até o prédio mais novo, do ambulatório, queimou toda a fiação há um mês e meio. Já foi pedido pelo Ministério da Saúde aqui do Rio de Janeiro a reforma imediata, assim que chegou o relatório, no ano passado, baseado na gravidade [dos fatos]. E infelizmente nada foi feito”, observou.

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que “avalia conceder férias aos servidores que já tenham o período vencido” e ressalta que as reformas já estão em andamento.

“O complexo de Bonsucesso deve passar por uma modernização para atender a legislação atual, sendo que há projetos em andamento para realizar uma série de reformas. No ano passado, foi repassada verba suplementar de R$ 1,8 milhão para a modernização da unidade”. O ministério não informou por quanto tempo o atendimento no HFB ficará suspenso.

*Colaborou Raquel Júnia, repórter do Radiojornalismo da EBC

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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