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Uso indiscriminado de antibióticos cria superbactérias e traz nova ameaça à saúde mundial

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Ilustração. Foto da Assessoria de Imprensa de Cuiabá, feita em 23 de julho de 2020

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A utilização de antibióticos em larga escala, tanto em pacientes com covid-19, quanto em tentativas de tratamentos precoces (o tal do “kit covid”, por exemplo) está provocando o aparecimento de superbactérias. Um exemplo é o caso da azitromicina, cujo consumo, cresceu em 400% desde o início da pandemia.

O alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo conscientizar a população, profissionais de saúde e gestores públicos sobre os impactos de dimensões sociais, econômicas e ambientais causados pela resistência ao medicamento, que pode causar uma nova pandemia global.

O aumento no número de bactérias resistentes aos medicamentos, chamadas popularmente de superbactérias, coloca em risco a saúde de humanos e de animais. O problema está associado diretamente ao uso excessivo e incorreto dos antibióticos disponíveis.

De acordo com dados da OMS, a estimativa era de que a resistência a antibióticos poderia levar à morte de 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, o que representa uma morte a cada 3 segundos, mas durante a pandemia de Covid e o uso indiscriminado de antibióticos já acelerou isso em 10 anos.

“Pode ser que os 10 milhões de mortes já não ocorram em 2050, mas sim em 2040 ou em 2030″, adverte González Zorn, microbiologistas da Faculdade de Veterinária da Universidade Complutense de Madri, na Espanha.  Agora as bactérias se multiplicam a cada 20 minutos e às vezes sofrem mutações que são, por acaso, um escudo contra algum antibiótico. E o mais inquietante é que podem transmitir esses novos genes de resistência a outras bactérias próximas, inclusive de outras famílias. “É como se eu aprender alemão e transmitir essa capacidade a você”, explica Zorn, completando: “Quantos mais antibióticos são usados, mais as bactérias evoluem para resistir a eles”.

No Brasil a detecção de bactérias resistentes a antibióticos mais do que triplicou durante o período da pandemia de covid-19 no Brasil, segundo um estudo do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O levantamento aponta que em 2019 pouco mais de mil isolados de bactérias eram enviados para o laboratório para análise aprofundada. Em 2020, esse número passou para quase dois mil e entre janeiro e outubro de 2021, já foram mais de 3,7 mil amostras.

Segundo Ana Paula Assef, chefe do Laboratório do Instituto, “os dados reforçam uma preocupação dos especialistas: ao longo da emergência sanitária causada pelo novo coronavírus, vem sendo observado aumento na disseminação de microrganismos capazes de resistir a diversos antibióticos, conhecidos popularmente como ‘superbactérias'”. Durante a pandemia mais pessoas ficaram internadas por um longo período, o que aumento o risco de infecção hospitalar, e também houve um aumento no uso de antibióticos. “É um cenário que favorece a disseminação da resistência”, afirma Ana Paula.

A pesquisadora também explicou que há uma preocupação de que antibióticos estejam sendo receitados em excesso. Ela cita um estudo internacional publicado na revista científica “Clinical, Microbioly and Infection” em janeiro do ano passado que aponta que mais de 70% dos pacientes internados com covid receberam antibióticos, enquanto apenas cerca de 8% dos casos apresentavam coinfecção bacteriana. “Em parte, a alta na prescrição de antibióticos nos hospitais durante a pandemia pode ser justificada pelo maior número de pacientes graves internados, que acabam desenvolvendo infecções secundárias e necessitando desses medicamentos. Porém, o uso excessivo precisa ser controlado para evitar que se impulsione a resistência às bactérias”, completa.

 

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80 mil pessoas sofrem amputações todos os anos por problemas de circulação sanguínea e diabetes

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Hoje, 15 de agosto é o Dia V, instituído pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) como o Dia da Consciência Vascular, e também o Dia do Cirurgião Vascular. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas da circulação sanguínea, visando diminuir o número de complicações e mortes por doenças vasculares.

 

HÁ UM ANO AQUI

 

As doenças vasculares estão entre as 10 doenças que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e só no Brasil, cerca de 80 mil pessoas sofrem amputação das pernas todos os anos por causa de problemas de circulação sanguínea. Pelo menos 75% destas amputações por algum tipo de problema arterial poderia ter sido evitado se diagnosticada e tratado a tempo. O problema é que essas doenças não apresentam sintomas e isso leva as pessoas a uma falsa sensação de saúde, até ser tarde demais.

Para ajudar na conscientização, a SBACV lançou um guia rápido, que explica, o que e como prevenir as principais doenças vasculares:

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – Segunda causa de morte mundial, também chamado de derrame, ocorre quando há o entupimento ou rompimento de um vaso que leva sangue ao cérebro.

Prevenção: é preciso evitar os fatores de risco para a doença que são: hipertensão, diabetes e obesidade.

PÉ DIABÉTICO – A diabetes má controlada causa, ao longo do tempo, alterações no sistema nervoso e a pessoa pode perder a sensibilidade dos pés. Ao ter alguma ferida nos pés, ela não sente e essa ferida também não cicatriza. Uma das características do pé diabético é o ressecamento. Se não tratado pode gerar a amputação do membro.

Prevenção: controlar o diabetes com alimentação e exercícios e fazer constantemente exames de sangue para medir a glicemia, além do exame dos pés diariamente em busca de feridas e machucados, caso diabético.

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – Doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias – vasos sanguíneos que levam o sangue de volta ao coração. As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são o inchaço e a dor. De acordo com a literatura científica, a doença atinge entre 44 a 145 pessoas a cada 100 mil.

Prevenção: evitar os fatores de risco que são tabagismo, permanecer sentado, deitado (acamado) ou em pé por muito tempo, saber ser tem hipercoagulabilidade genética, realizar cirurgias de grande porte, gravidez, estar com câncer ou em tratamento, ter insuficiência cardíaca, entre outros. Exercícios, medicamentos e uso de meias elásticas podem auxiliar na prevenção.

ANEURISMA DE AORTA – É a dilatação anormal da parede da aorta, maior artéria do corpo e responsável por transportar sangue rico em oxigênio para todo o organismo. Ao se romper pode causar a morte. As estimativas apontam que o problema acomete 5% dos homens e 1% das mulheres acima de 55 anos.

Prevenção: não há prevenção, é preciso verificar seus fatores de risco e realizar exames de diagnóstico, pois a doença é assintomática. Entre os fatores de risco estão: idade superior a 65 anos, tabagismo, hipertensão, aterosclerose (acúmulo de gordura e outras substâncias no vaso) e histórico familiar.

ANEURISMA PERIFÉRICO – É a dilatação anormal da parede de artérias periféricas, como a femoral, a da virilha, a carótida, a do pescoço e a dos braços. É mais difícil de romper, mas pode gerar um coágulo e impedir a passagem de sangue, comprimir um nervo ou uma veia próxima, causando dor, formigamento e inchaço.

Prevenção: assim como o aneurisma de aorta, não há prevenção. É preciso realizar exames de diagnóstico. Costuma ser descoberto em exames de checkup ou na investigação de outras doenças. Por isso é importante um exame clínico detalhado.

DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA (DAOP) – Se caracteriza pela dificuldade de passagem do sangue devido a placas de gordura, cálcio e pela própria degeneração da parede do vaso ao longo dos anos. De acordo com o Center of Disease control and prevention, dos Estados Unidos, 50% dos pacientes com DAOP são assintomáticos. Um dos sintomas é a dor na batata da perna ao caminhar (claudicação intermitente).

Prevenção: não fumar, já que o tabagismo aumenta em quatro vezes o risco para a doença, evitar comidas gordurosas e praticar atividade física.

 

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