Saúde

Urologista alerta sobre cuidados e perigo do câncer de próstata

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A campanha do mês Novembro Azul é muito mais do que alertar para a prevenção do câncer de próstata. Ela reforça a necessidade de que o homem crie o hábito de se cuidar, conforme destaca a urologista Vanessa Guimarães, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida.

“O homem precisa criar o hábito de cuidar da própria saúde, assim como nós mulheres fazemos desde a adolescência. Isso é um traço cultural masculino, de ter dificuldade em procurar o atendimento médico. O homem costuma achar que é imbatível, que não precisa de cuidados, mas isso pode levar a descobrir uma doença séria já em estado avançado”, declara a médica.

De acordo com a urologista, no Brasil, quase 40% dos homens até 39 anos, e 20% daqueles com mais de 40, só vão ao médico quando se sentem mal, o que é perigoso, pois o câncer de próstata é o segundo mais frequente em homens brasileiros, em primeiro está o câncer de pele.

A médica aponta que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o ano de 2020 deve encerrar com 65 mil novos casos.

A doença

Localizada abaixo da bexiga, a próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino e no começo a doença não apresenta sintomas, às vezes quando eles aparecem o caso já está avançado, o que dificulta a cura.

Entre os sintomas presentes estão dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Vanessa Guimarães comenta que entre os fatores de risco para a doença estão histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio), obesidade e a raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer.

Diante dessas informações a urologista do Mato Grosso Saúde reforça, mais uma vez, a necessidade de garantir a cura através do diagnóstico precoce.

“Mesmo sem sintomas, os homens a partir dos 45 anos com fatores de risco ou 50 anos sem fatores de risco, devem ir ao urologista. O médico irá conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA”, informa a urologista.

Cerca de 20% dos pacientes podem ser diagnosticados apenas pela alteração detectada no toque retal. Outros exames podem ser solicitados para complementar a suspeita de câncer, como uma biópsia, que vai retirar fragmentos da próstata para análise, guiada pelo ultrassom transretal.

“Vai depender de cada caso sobre qual será a melhor forma de tratamento, levando em conta o estado de saúde, o estágio da doença e a expectativa de vida. É importante conversar com o urologista, tirar dúvidas e quebrar os preconceitos. Detectar e tratar o câncer de próstata precocemente pode salvar vidas”, pontua a médica.

Prevenção

A prevenção pode ser realizada através de uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, o que ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis.

Outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer no mínimo 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, identificar e tratar adequadamente a hipertensão, diabetes e problemas de colesterol, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Fonte: GOV MT

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Saúde

Não há escassez de oxigênio no Pará, diz governador

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Após a morte de seis pessoas de uma mesma família, em menos de 24 horas, na cidade de Faro (PA), devido a complicações por covid-19 e falta de oxigênio hospitalar na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde foram atendidas, o governo do Pará trabalha para garantir o abastecimento do produto nas cidades paraenses que fazem divisa com o estado do Amazonas.

As mortes ocorreram entre segunda-feira (18) e terça-feira (19). Segundo a secretaria estadual de Saúde Pública (Sespa), já na noite desta segunda-feira, 159 cilindros de oxigênio medicinal foram levados de caminhão para Santarém, de onde foram transferidos para outras cidades do oeste paraense.

Segundo a pasta, o produto já foi distribuído para quatro municípios, entre eles, Faro, que recebeu 20 cilindros. Setenta e nove recipientes foram remanejados para Oriximiná. Já as cidades de Terra Santa e Juruti receberam 30 recipientes cada.

Ontem (20), o governador Helder Barbalho conversou, por videoconferência, com prefeitos de cidades paraenses que fazem divisa com o Amazonas, estado onde o número de mortes por covid-19 aumentou na semana passada por causa da falta de oxigênio em hospitais públicos e privados. Desde a última segunda-feira (18), seis pacientes com a covid-19 foram transferidos do Amazonas para o Pará, em estado grave. São cinco mulheres e um homem.

Além de ouvir as demandas dos prefeitos do oeste paraense, Barbalho também se reuniu com representantes de empresas que fornecem oxigênio para o Pará. Ele garantiu que não há escassez de oxigênio medicinal no estado.

“Tem leito e há oferta de oxigênio. Não podemos confundir falta de gestão e busca ao produto com escassez. Isso está longe de acontecer”, afirmou Barbalho, atribuindo às prefeituras a responsabilidade de planejar suas ações de forma a não faltar insumos médicos e equipes de profissionais da saúde.

“As prefeituras devem ter planejamento para garantir equipes médicas e suporte de insumos. O governo do estado está à disposição naquilo que nos cabe, mas tive a comunicação de que as empresas que fornecem oxigênio têm condições de atender [à demanda]. Elas dependem das solicitações de cada município”, acrescentou.

Hoje (20), os secretários adjunto da Sespa, Sipriano Ferraz, e o secretário regional de governo do Baixo Amazonas, Henderson Pinto, viajaram para Faro. Eles vão verificar a estrutura hospitalar da região e checar eventuais demandas das autoridades locais.

O governo do estado também pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para que o serviço aeromédico possa pousar em Faro a fim de transferir para outras localidades os pacientes que precisarem.

Em nota, a Sespa informou que o fornecimento de oxigênio para o estado é capaz de suprir a demanda de todas as cidades paraenses, e ainda apoiar outros estados, como o Amapá e o Maranhã. Ainda assim, a pasta alertou às secretarias municipais para que estejam atentas à situação.

“Por causa da municipalização da saúde, cada prefeitura é responsável pela manutenção de contratos e aquisição do produto para abastecimento local, cabendo então à gestão estadual a compra e o abastecimento de oxigênio dos hospitais estaduais”, informou a Sespa.

Aveiro

Ainda na divisa com o Amazonas, próximo a Santarém, a prefeitura do município de Aveiro decidiu restringir a circulação de pessoas a fim de tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o consequente aumento do número de casos da covid-19.

Decreto assinado pelo prefeito Vilson Gonçalves estabelece toque de recolher na cidade, proibindo o trânsito de pessoas nas vias públicas de todo o município após as 22 horas. Comércios, bares, restaurantes e similares também terão que fechar suas portas a partir deste mesmo horário. Além disso, estão suspensos o funcionamento de espaços desportivos (como academias e escolas de treinamento), as atividades de balneários, clubes e similares e vendas ambulantes.

Quem chegar à cidade após passar por locais classificados como de risco vermelho para o contágio da covid-19 deverá passar ao menos 14 dias em isolamento domiciliar, mesmo que não apresente sintomas da doença. O início das aulas presenciais em estabelecimentos de ensino públicos e privados também está suspensa por tempo indeterminado, de forma que o ano letivo começará por meio de aulas remotas.

Ouça na Radioagência Nacional:

 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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