AGRO & NEGÓCIO

Universidade PronaSolos criará consórcio para oferta de cursos em várias modalidades

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A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), em parceria com Embrapa, Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está elaborando proposta para criação da Universidade PronaSolos, que será o módulo de treinamento e capacitação do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil. As formações e capacitações serão conduzidas principalmente pela SBCS e por universidades brasileiras que possuem programas de pós-graduação em solos e áreas correlatas em ciências agrárias, com apoio das equipes técnicas da Embrapa, do CPRM e do IBGE.

De acordo com Lúcia Anjos, presidente da SBCS e professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), as universidades definidas inicialmente como polo ou signatárias irão formar um consórcio para oferta de cursos de capacitação em diversas modalidades, entre elas pós-graduação lato sensu. “A nossa perspectiva é lançar já em 2022 os primeiros cursos lato sensu. O grupo de trabalho do comitê executivo do PronaSolos, do qual participa a SBCS, irá fazer o seu ‘trabalho de casa’ para viabilizar o projeto”, revela.

Um dos módulos previstos no PronaSolos é justamente o de treinamento e capacitação em solos. O objetivo é ampliar o nível de conhecimento e o corpo técnico capacitado para execução e interpretação de levantamentos de solos que atendam às necessidades do programa, que tem como missão revolucionar o conhecimento sobre os solos brasileiros, mapeando até 2048 todo o território nacional, em escalas cartográficas que vão de 1:25.000 a 1:100.000.

José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos e coordenador do comitê executivo do PronaSolos, explica que há uma escassez de pedólogos e outros profissionais da área para atender à grande demanda de trabalho de campo do programa para as próximas décadas. “É justamente para suprir essa lacuna que está sendo desenvolvida essa estratégia de treinamento em âmbito nacional e regional, que promova capacitação e nivelamento técnico de pessoal. Será necessária a contratação de técnicos graduados ou pós-graduados e assistentes com nível técnico ou superior para compor um quadro mínimo de profissionais dedicados à execução do PronaSolos. E todos precisam estar treinados”, conclui.

O projeto da Universidade PronaSolos conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que coordena o Programa Nacional de Solos. A ministra Tereza Cristina ressaltou a importância da iniciativa durante o lançamento da plataforma tecnológica do PronaSolos, em dezembro. “Temos que estar cada vez mais integrados com os nossos jovens que estão nas faculdades de Agronomia, de Engenharia Agrícola, enfim, de todos os que estudam e querem trabalhar pela nossa agropecuária”.

“A estruturação do pilar de capacitação do PronaSolos é um dos grandes desafios de 2021. O envolvimento dos jovens nesse programa, por meio dos cursos e treinamentos, é que garantirá que os objetivos do PronaSolos sejam efetivamente cumpridos e consolidem as bases da sustentabilidade da agropecuária brasileira”, complementa Petula Ponciano, chefe-geral da Embrapa Solos.

CAPES deverá participar do projeto

A proposta da Universidade PronaSolos foi apresentada recentemente à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por intermédio do seu diretor de Avaliação, Flavio Camargo. O diretor de Educação a Distância da instituição, Carlos Cezar Lennuza, juntamente com membros de sua equipe técnica, conheceram o projeto e puderam discutir estratégias para sua implementação no âmbito da CAPES. Segundo os diretores, a Universidade PronaSolos unirá mais uma vez o Ministério da Educação (MEC) e o Mapa para o desenvolvimento do País.

A reunião virtual, realizada no dia 26 de março e conduzida por Lúcia Anjos e José Carlos Polidoro, também teve a participação de Ricardo Berbara, reitor da UFRRJ, e de docentes dessa instituição, além de Petula Ponciano, chefe-geral da Embrapa Solos, Edgar Shinzato, chefe do Departamento de Informação Institucional do Serviço Geológico do Brasil, e Soraya Barrios Araújo, coordenadora geral de Conservação de Solos e Água do Mapa.

Sobre o PronaSolos

O PronaSolos é um programa de Estado coordenado pelo Ministério da Agricultura, com a cooperação de mais de 30 instituições públicas e privadas. Pelas próximas três décadas, o programa desenvolverá um extenso trabalho para ampliar o conhecimento sobre os solos brasileiros, envolvendo levantamentos de dados a campo, documentação, sistematização das informações e incrementos na realização de inventários e interpretação dos dados de solos brasileiros.

O objetivo é mapear os solos de 1,3 milhão de km² do País nos primeiros dez anos e mais 6,9 milhões de km² até 2048, em escalas cartográficas que permitirão um nível de detalhamento muito significativo desse importante recurso natural.

Atualmente, apenas 5% do território nacional conta com mapeamentos em escalas adequadas, o que dificulta ações para a promoção do desenvolvimento sustentável, seja na agropecuária ou em outros setores da economia, como indústria, geração e distribuição de energia, saneamento básico e telecomunicações.

Para saber mais, visite o site oficial do programa.

Fonte: Embrapa

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Custos de produção de frangos aumentam quase 20% entre janeiro e maio

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Os custos de produção de frangos de corte já subiram 19,63% entre janeiro e maio deste ano, segundo os estudos mensais publicado pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, que disponibiliza as informações no site embrapa.br/suinos-e-ave/cias. É o maior acumulado em cinco meses desde que o ICPFrango foi criado em 2010. Aumentos semelhantes ocorreram nos anos de 2017 (17,61%), 2016 (16,56%) e 2012 (16,23%).

Somente no mês de maio o ICPFrango subiu 5,55% em relação a abril. A alimentação impactou em 76,23% dos custos totais de produção, sendo que em maio a variação foi de 5,17%. Com isso, o índice de custo de produção calculado pela Embrapa chegou aos 407,72 pontos, novo recorde desde que o ICPFrango foi criado. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou dos R$ 4,99 em abril para R$ 5,27 em maio.

Já o ICPSuíno subiu 3,21% em maio na comparação com abril. No ano de 2021, este índice acumula alta de 10,82% nos custos totais de produção de suínos. Nos últimos 12 meses, a variação é de 47,25%. Com isso, o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina subiu R$ 0,27 entre abril e maio, chegando a R$ 7,30.

Os estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Aplicativo Custo Fácil – A Embrapa lançou recentemente a nova versão do Custo Fácil. O aplicativo traz novidades para os produtores de frangos de corte e de suínos que têm o aplicativo instalado em seus celulares e tablets. Agora é possível editar e apagar granjas e dados de lotes, além de gerar relatórios dinâmicos das granjas, do usuário e das estatísticas da base de dados no servidor da Embrapa. Além disso, os relatórios permitem separar as despesas dos custos com mão de obra familiar. O aplicativo está disponível de forma gratuita para instalação em dispositivos Android, na Google Play. A nova versão também mostra ao produtor sua posição no ranking e as médias regionais dos principais indicadores econômicos (receita bruta, custo total, lucro líquido e geração de caixa) das granjas que declararam informações por meio do aplicativo ou no portal Custo Fácil na internet.

Planilha de custos do produtor – Produtores de suínos e de frango de corte integrados podem usar na gestão da granja uma planilha eletrônica feita pela Embrapa. Ela compara a receita obtida com os custos de produção, acompanhando a geração de caixa da granja e o impacto da prestação do financiamento. A planilha ainda analisa o resultado e apresenta uma estimativa da Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento. Ela pode ser baixada no site da CIAS.

Fonte: Embrapa

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