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Unidades penais do Estado recebem furgões para transporte de reeducandos

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Nove unidades penais receberam veículos furgões para transporte de reeducandos. A solenidade de entrega foi realizada na sexta-feira (25), na sede da Coordenadoria de Ensino e Aperfeiçoamento do Servidor Penitenciário (Ceasp), em Cuiabá. O ato também marcou o Dia do Servidor Penitenciário.

Os furgões foram doados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Cada veículo já vem com câmera de videomonitoramento instalada no interior e têm capacidade para transportar oito recuperandos, além da equipe de policiais penais. As unidades que foram contempladas estão sediadas nos municípios de Cuiabá (4), Sinop (2), Várzea Grande (1), Rondonópolis (1) e Água Boa (1).

Na capital, os veículos foram entregues para a Penitenciária Central do Estado (PCE), Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), Gerência de Custódia Metropolitana e Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE).

Outras obras também foram inauguradas nesta sexta-feira: a Sala de Apoio aos Acadêmicos do Sispen “Eutália Cecília da Silva”, um espaço voltado para garantir o aperfeiçoamento profissional dos servidores, a galeria dos gestores anteriores da coordenadoria e, pela manhã, ocorreu o encerramento do curso de equoterapia, oferecido aos servidores do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus da Agronomia e Zootecnia.

“É uma satisfação imensa celebrar esta data com entregas tão importantes. A realização de hoje é um projeto que começou em agosto do ano passado, data que assumi a coordenadoria. Estas ações fazem parte do programa de valorizar o servidor. Neste ato também queremos agradecer a todos que atuaram como gestores porque aqui temos um trabalho de continuidade”, enfatizou o coordenador da Ceasp, Rege da Rocha.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, enalteceu os servidores pelo trabalho prestado. “Estamos comemorando hoje o aniversário do servidor do Sistema Penitenciário e com essa comemoração a gente está melhorando a estrutura aqui da Escola Penitenciária com a inauguração da biblioteca com o nome de uma servidora que trabalhou muito tempo com a gente. Além disso, a inauguração também da galeria dos ex diretores, um marco para a história que fica guardado e mais a entrega de nove viaturas que vão ser distribuídas na nova unidade do Estado para melhorar o atendimento. E o melhor que tem de tudo é dar parabéns aos servidores, quem têm melhorado a qualidade do atendimento e feito um trabalho de supremacia no Sistema Penitenciário. O Estado agradece e dá os parabéns”.

Já o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, destacou que todos os avanços obtidos pela categoria são resultados da soma do trabalho de cada servidor penitenciário. “Eu quero parabenizar cada profissional que com afinco e dedicação na sua atuação faz do Estado de Mato Grosso referência nacional em segurança pública.

Além do secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, do adjunto da SAAP, Emanoel Flores, estiveram presentes também a superintendente de Política Penitenciária, Michelli Egues Dias Monteiro, o superintendente regional leste, Anderson Santana da Costa e diretores das unidades penais contemplados com os veículos furgões.

Homenagem

O nome dado a Sala de Apoio aos Acadêmicos do Sispen é uma homenagem a servidora “Eutália Cecília da Silva”, que trabalhou por 18 anos no Sistema Penitenciário. O início desta trajetória de dedicação e resultado começou no ano de 2000, quando foi aprovada no concurso público. Sempre dedicada, a profissional não media esforços para se aperfeiçoar cada vez mais e dar o melhor de si em suas funções.

Eutália começou a carreira na unidade penal feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá e terminou na Penitenciária Central do Estado (PCE), no ano de 2019, aos 62 anos.

A filha de Eutália, Inês Cecília Felski, agradeceu o reconhecimento. “É uma honra estar aqui. Ela fez diferença no serviço público. Enquanto ela pode, sempre fez o melhor sempre com uma atuação voltada para o humanitário”.

Já o esposo, Ondário João da Silva, falou da alegria com a homenagem. “Minha esposa foi uma heroína. Trabalhou muito e se manteve honesta. Ela amava este trabalho”.

Mato Grosso conta com 48 unidades penais, masculinas e femininas, e cerca de três mil servidores

Fonte: GOV MT

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Merendeiros relatam saudade dos alunos e desafios de uma alimentação com qualidade

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A qualidade da educação pública passa pela cozinha. Muitas vezes, a alimentação escolar é uma das maiores motivações para que o aluno frequente a escola. É no refeitório ou mesmo na janela da cozinha que uma merenda feita com carinho e capricho faz a diferença. A comida servida é mais que um motivo para o aluno estudar com afinco.

Para comemorar o dia do merendeiro, no dia 30 de setembro, três profissionais da área relatam o desafio de trabalhar em tempo de pandemia e as perspectivas para o futuro.

A merendeira Vilma Ribeiro, que trabalha há mais de 20 anos na Escola Estadual Agenor Ferreira Leão, no bairro Tijucal, mudou a sua rotina com a pandemia. Nesse período, o trabalho se limita a organizar os kits de alimentação escolar e na distribuição aos pais que vem buscar conforme agendamento.  

Assim que retornar as aulas presenciais, Vilma acredita que a rotina será um pouco diferente do que ocorria no ano passado. A merendeira lembra que a cozinha de uma escola sempre foi um território restrito. “Trabalhamos num ambiente fechado, uniformizadas, sempre usamos luvas. Agora, com a pandemia, máscaras. Estamos ansiosas, eu particularmente porque a preparação não será tão diferente, mas a distribuição aos alunos será outra – eles chegavam na janela, pegavam o prato e iam para o refeitório. Vamos ter que manter um distanciamento deles. O que é triste porque querem conversar e até abraçar. E isso não pode”, assinala.

No entendimento de Vilma, o refeitório é uma das partes que os alunos mais gostam da escola porque é o local que serve a comida que eles tanto adoram. A escola tem um cardápio variado, que é orientado pelas nutricionistas. São servidas saladas, frutas – tudo o que é nutritivo e que os alunos gostam.

Vilma ressalta que na escola criou-se um hábito entre os alunos – a maioria faz as refeições e elogiam o trabalho das merendeiras. Com a postagem da entrega dos kits de alimentação escolar nas redes sociais da escola, a resposta dos alunos é imediata – mandam recados para as merendeiras. “Tia, quando a gente vai voltar a escola? Estou com saudade de sua comida”. Vilma admite que ela e as colegas estão ansiosas e preparadas para o novo quadro com as aulas presenciais. “A gente ama o que faz”.

Novo na profissão

Estreante na profissão, e lotado na Escola Militar Tiradentes, em Cuiabá, Rodrigo Martins está animado em trabalhar com a educação, pois sabe que jovens e crianças tem a merenda escolar como principal refeição do dia. Ao assumir a função de merendeiro, Rodrigo tinha consciência que estava entrando num espaço que a mulher domina, mas foi recebido muito bem pelas novas colegas. 

O novo merendeiro tem orgulho de trabalhar com alimentação escolar e poder contribuir no desenvolvimento das crianças e dos jovens dentro da escola, mesmo que de forma indireta. Em seu entendimento, a educação nas escolas envolve mais do que ler e escrever, pois é espaço de socialização, aprendizagem e de desenvolvimento.

“E a comida faz parte do bem-estar e saúde dos alunos. Sabemos que o rendimento escolar de um aluno bem alimentado é melhor. Para mim é uma honra poder fazer parte desta função pública”, ressalta.

Na pandemia, Rodrigo teve o trabalho reduzido, pois sem aulas presenciais, trabalha em escala. Mesmo nesse período em que não há alunos, o serviço de organização do ambiente de trabalho tem que ser mantida a limpeza, manutenção a higiene dos utensílios e da cozinha que são tão importantes quanto preparar os alimento.

Rodrigo acha importante a valorização do servidor para poder evoluir como profissionais e, com isso, retribuir aos alunos um trabalho mais profissional e de qualidade. “O nosso espaço e um espaço coletivo onde teremos os cuidados redobrados para que a comunidade escolar sinta se tranquilizada”, destaca.

Rodrigo frisa que que a cozinha tem um pouco de cada matéria e o merendeiro tem que dominar todas, como saber fracionar, dividir, multiplicar, de qual região vem determinado produto. Além de conhecer a história desse produto. Com isso, a cozinha se transforma numa verdadeira sala de aula com direito a interatividade, visualização em tempo real e saborear.

Mesmo após a pandemia, meu trabalho continuará sendo execução com a maior dedicação, boa vontade e carinho que tenho por todos os alunos, pois minhas filhas também são estudantes em outra escola e desejo que elas recebam o melhor tratamento possível quanto os que eu procuro ofertar para os alunos da minha unidade escolar, lembrando que a pandemia ainda não passou a covid-19 está no nosso meio social ainda, mas estaremos seguindo os orientativos e orientando nossos alunos aos cuidados e a proteção.

Desafio

A merendeira Yasmin Alves Scarella, da EE Estevão Alves Corrêa, em Cuiabá, acredita que trabalhar em tempos de pandemia será um grande desafio já que os profissionais manuseiam alimentos, e por isso, será preciso redobrar os cuidados e higiene, pois o vírus ainda está presente.

“Acredito que 2021 será um ano completamente diferente, um ano em que vamos precisar de muitas adaptações, ainda não sabemos como ocorrera o retorno às aulas presenciais, mas sabemos que vamos precisar de muito cuidado e atenção uns para com os outros”, observa.

Yasmin acredita que a hora do lanche vai sofrer alterações, pois é o momento em que os alunos vão precisar tirar suas máscaras para se alimentar, então vão precisar estar longe uns dos outros.

“Nosso controle de qualidade começa desde quando o fornecedor dos alimentos vem realizar as entregas. Nós conferimos se está tudo certo com a mercadoria, se está adequada para o consumo naquela semana. As verduras, frutas e legumes são entregues semanalmente então estão sempre frescas e de boa qualidade” exemplifica.

Yasmin lembra que os alunos elogiam – e muito – o trabalho das merendeiras, principalmente quando está um tempo fresco e são servidos os pratos preferidos deles, como carne com mandioca. “Eles gostam bastante de frutas também, principalmente porque aqui faz muito calor, eles amam uma melancia ou abacaxi geladinho.

Para Yasmin, a pandemia gerou a falta do contato, da conversa, da amizade que as merendeiras desenvolveram com eles. “Tudo está passando – o pior já passou – e em breve retornaremos às atividades e mesmo que com alguma diferença na rotina, poderemos nos ver e aos poucos voltando ao nosso normal”.

Fonte: GOV MT

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