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Única vinícola do Rio de Janeiro produz cinco rótulos e está recebe visitantes

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Ensaio de casamento na vinícola Inconfidência
Reprodução Instagram Hugo Carneiro

Ensaio de casamento na vinícola Inconfidência


Cada vez mais o Brasil demonstra apreço não só pelo  vinho – o consumo cresceu 18,5% somente este ano, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho -, mas pelo cultivo das uvas e produção da bebida. O turismo do vinho mais conhecido fica no Rio Grande do Sul , mas São Paulo já mostrou que não fica muito atrás com as cidades de  São Roque e Jundiaí , cada uma com sua rota do vinho. Pouco antes da pandemia,  o Rio de Janeiro dava seus passos com a primeira e única vinícola disponível para visitação e degustação.

A vinícola Inconfidência teve suas primeiras parreiras plantadas em 2010 no terreno que antes cultivava café. Maurício – um dos três filhos de Ângela e José Claudio Aranha – conta que depois de um inverno rigoroso, eles perderam toda a plantação de café, sem chance de recuperação. Entretanto, seu José observou no frio a oportunidade de mudar o foco da plantação e começou a percorrer vinícolas para ver se sua ideia era possível: uma vinícola no Rio de Janeiro.

Foi em Minas Gerais – sim, os mineiros também têm sua rota do vinho – que seu José conheceu o agrônomo Murillo Albuquerque Regina. O profissional com pós-doutorado francês na técnica de vinicultura já trabalhava com uma tecnologia de duas podas nas parreiras, permitindo a produção de uvas no inverno na região da Mantiqueira mineira. Então, em 2010, a família Aranha e outros profissionais desenvolvem um plano para, em dez anos, atingir a meta de produção e vinificação das uvas na propriedade.

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Uvas e vinhos da Inconfidência

O foco da vinícola, desde o começo, é a produção de vinhos finos de alta qualidade. Para isso, eles escolheram plantar uvas tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Syrah, enquanto a uva branca escolhida foi a Sauvignon Blanc. Em 2013, elas começaram seu período produtivo. “No começo, a gente plantava aqui no Rio de Janeiro e levávamos as uvas para vinificação na Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). Quando nós terminamos de construir a unidade de vinificação em 2018, no ano seguinte já centralizamos tudo no nosso terreno”, conta Maurício.

Visitação e degustação

A vinícola Inconfidência oferece duas opções de passeios e cada um deles dura, em média, uma hora, sendo em torno de 20/25 minutos na área das parreiras e o restante do tempo para degustação. A diferença entre eles está na parte de prova: para degustar um rótulo, o valor é R$ 50, e dois rótulos o valor é R$ 60.

Com a pandemia, Maurício conta que as visitações foram suspensas até a vacinação estar completa, mas que eles já têm planos para 2022, especialmente porque algumas uvas deram safra este ano e isso vai aumentar o número de rótulos da vinícola de cinco para sete. “Nós estamos com um projeto de oferecer cestas de piquiniques, além da degustação, para que as pessoas possam aproveitar mais o passeio e o tempo aqui na propriedade. Para um futuro distante, planejamos montar um restaurante e servir pratos harmonizando com nossos vinhos”.


Fonte: IG Turismo

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Destruída há quase 2 mil anos, Pompeia preserva as ruínas da civilização perdida

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Há muito o que visitar pelas ruínas da antiga cidade de Pompeia
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Há muito o que visitar pelas ruínas da antiga cidade de Pompeia

Andar pelas ruas de Pompeia é quase como voltar no tempo, já que, mesmo em ruínas, ainda se pode ver muito do que era a cidade há quase dois mil anos, podendo até mesmo observar marcas deixadas pelas vigas na época, pedras que eram usadas para atravessar as ruas estreitas por onde passavam correntes de água e distinguir certas construções comuns, como padarias, templos, mansões, teatros e casas de prostituição.

Existem cafés, quiosques e lojas de souvenirs fora das ruínas e uma cafeteria próxima à entrada, onde é possível comprar uma variedade de lanches, assim como banheiros para turistas. O recomendado é que o visitante leve o próprio lanche na mochila (além de ser mais econômico) para não ter de se preocupar na hora que bater a fome durante o passeio.

Ao longo da cidade também existem bebedouros com água potável, onde o turista pode reabastecer a garrafa quantas vezes precisar, de graça. Os passeios são bem longos e, por isso, é importante ir com roupas e, principalmente, calçados confortáveis. Além disso, para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, existe uma rota especial como foco em acessibilidade, denominada “Pompei Per Tutti” (Pompeia para Todos).

Há muito o que se ver e conhecer sobre Pompeia, mas alguns locais merecem certa atenção, especialmente para quem vai pela primeira vez. Os ingressos custam a partir de R$ 121,75 (reservando pela internet).

Melhores locais a visitar

Uma dica importante para quem decidir fazer a rota por conta própria, há uma rota mapeada com os principais pontos a visitar disponível no Google Maps. Ao comprar o ingresso também é importante solicitar um livreto e o mapa da cidade – disponíveis de forma digital para quem comprar pela internet.

O Anfiteatro

É o mais antigo entre os conhecidos de Roma, o local podia acomodar até 20 mil pessoas nas arquibancadas e está localizado na região periférica da cidade, para ajudar no fluxo de multidões.

A Casa de Vênus na Concha

Casa de la Venus en la concha
Wikipedia Creative Commons

Casa de la Venus en la concha

Há um jardim no centro e quartos com afrescos (uma técnica de pintura realizada em paredes e tetos revestidos em gesso), entre estas a própria pintura de Vênus, que dá nome à casa.

A Casa do Sirico

Esta casa pertencia a um homem poderoso com fortes conexões políticas e comerciais, a casa era usada para entretenimento, com uma sala de êxedra onde os convidados se sentavam em sofás. No chão havia placas de mármore e chamativos afrescos com temas inspirados na mitologia, como a Guerra de Troia pintados nas paredes.

A Casa do Fauno

Uma das mais famosas de Pompeia, por ser uma das maiores e mais luxuosas. Isso fica visível já pelos pilares e piso embutido da entrada. Existem dois átrios e dois pátios com salas privativas e de entretenimento. Entre os elementos mais importantes estão a famosa estátua do Fauno e o mosaico de uma famosa batalha desenhado no chão.

A Casa do Poeta Trágico

A Casa do Poéta Trágico se destaca pelo mosaico de cachorro na entrada
Wikipedia/Miguel Hermoso Cuesta

A Casa do Poéta Trágico se destaca pelo mosaico de cachorro na entrada

Outra casa famosa, devido a um desenho de cachorro pintado na frente da entrada, se destacando por conter os dizeres “Cuidado com o Cão”.

Banhos do Fórum

Um local para banhos construído no início da história da cidade, conta com uma arquitetura complexas, sendo um dos poucos locais cobertos de Pompeia. Na área masculina é possível encontrar diferentes áreas para banhos de várias temperaturas. A decoração dos quartos também se destaca.

Fórum Granary

O espaço costumava ser usado como mercado de frutas e vegetais, atualmente são guardados os artefatos encontrados no período de escavações de Pompeia. São mais de 9 mil itens, entre potes, jarros, mesas, banheiras e até um cachorro.

No entanto, os artigos mais valiosos foram levados para o Museu Nacional de Arquitetura, localizado no centro de Nápoles.

O Fórum

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Uma das construções mais importantes de Pompeia, onde todos os principais edifícios públicos estariam situados na praça ou em locais próximos. O lugar teria sido usado para mercados e outros tipos de negociações, as escavações indicam que mudou de forma diversas vezes ao longo de séculos.

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O Templo de Júpiter

Templo de Júpiter
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Templo de Júpiter

Um dos edifícios mais icônicos de Pompeia, ficando logo a frente do Monte Vesúvio. O templo ocupa a parte norte do Fórum e já teve estátuas dedicadas a Júpiter, Juno e Minerva.

O Santuário de Apolo

Um dos locais mais antigos de culto em Pompeia, foi construído em um ponto estratégico, onde muitas pessoas passariam ao irem para o centro da cidade.

A Basílica

Local que teria sido usado como tribunal. Os juízes se sentariam no banco ao lado oeste e as paredes eram decoradas com estuque como enormes blocos de mármore.

O Grande Teatro

O primeiro grande edifício a ser completamente escavado séculos depois da grande erupção. O auditório foi feito diretamente na encosta de uma colina. Em seu palco eram apresentados espetáculos de comédia e as famosas tragédias gregas. Além dele, havia outro teatro menor nas proximidades, que era usado para shows de mímica e música.

O que aconteceu com a cidade e com que morava lá

Molde dos corpos dos moradores de Pompeia no momento da morte conservados pela poeira vulcânica, os restos mortais fora desintegrados pelo calor e pelo tempo
Reprodução/Pinterest

Molde dos corpos dos moradores de Pompeia no momento da morte conservados pela poeira vulcânica, os restos mortais fora desintegrados pelo calor e pelo tempo

No ano de 79 d.C, o vulcão do Monte Vesúvio entrou em erupção  causando uma forte explosão que destruiu parte do topo da montanha, levando pedaços de rochas, cinzas e muita poeira por mais de 16 km de distância. Por quase 24 horas, houve uma “chuva” de pedras e poeira em toda a cidade. Com o barulho da explosão, a maior parte da população conseguiu evacuar, mas cerca de 2 mil pessoas ficaram para trás – o equivalente a quase 10% delas.

Milhões de toneladas de detritos e gases tóxicos lançados a quase 160 km/h inundaram a cidade, que foi totalmente soterrada. Além disso, devido ao calor provocado pela explosão de lava, as pessoas que restaram na cidade tiveram morte instantânea e seus corpos cobertos por poeira se decompuseram, deixando apenas “cascas vazias”.

Pompeia foi redescoberta em 1599, porém só veio a ser escavada apropriadamente em 1748, quando arqueólogos preencheram as “cascas de poeira” com gesso – os restos mortais, em sua maioria, já não existiam mais – revelando a forma dos corpos das vitimas e a posição em que estavam no momento da morte. Especialistas afirmam que a forma contorcida de alguns corpos não têm relação com dor, pois estas pessoas vieram a falecer tão rápido que sequer chegaram a sentir. Esses moldes podem ser vistos ao visitar as locações de Pompeia.

Como chegar

Estação Pompei Scavi-Villa dei Misteri da linha Circumvesuviana
Wikipedia/Joseph Barillari

Estação Pompei Scavi-Villa dei Misteri da linha Circumvesuviana

Uma das opções mais indicadas para turistas é ir ao local de trem, chamado Circumvesuviana, saindo de Nápoles ou Sorrento, seguindo até a estação Pompei Scavi-Villa dei Misteri. Saindo da Napoli Porta Nolana, Pompei Scavi será a sexta estação, o turista deve ficar atento ao notar que está na estação Torre Annunziata-Oplonti. Já saindo de Sorrento esta será a nona, e vale ficar atento ao chegar à estação Via Nocera. A passagem custa cerca de R$ 23,05 por pessoa.

Também é possível utilizar o Campania Express, um trem que opera na mesma rota do Circumvesuviana, porém só faz paradas em locais turísticos, como a própria Pompeia. Os trens da Campania são mais confortáveis, com ar condicionado e espaço para bagagem, porém são um tanto mais caros, custando cerca de R$ 51,20 por pessoa.

Regras para visitantes

Turistas devem seguir algumas regras ao visitar a cidade
Pixabay

Turistas devem seguir algumas regras ao visitar a cidade

O visitante deve ter um ingresso válido para entrar no Parque Arqueológico de Pompeia, além de seguir uma série de regras de decoro e, caso haja qualquer problema, o turista deve relatar ao pessoal de segurança imediatamente.

Visitas guiadas

Para turistas menos experientes, existe a possibilidade de fazer visitas guiadas. Elas podem ser solicitadas já no local, nas estações Piazza Esedra e Porta Marina, das 9h às 13h. A solicitação é feita pela concessionária, o Parque Arqueológico atende exclusivamente os pedidos de passeios feitos pelos visitantes. O serviço é realizado por guias independentes do Parque, que podem ser identificados por crachás. O custo dos passeios guiados é combinado diretamente com os guias, de acordo com o percurso e a duração das visitas.

Fonte: IG Turismo

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