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Unemat lamenta falecimento do Bispo Emérito Dom Pedro Casaldáliga

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“Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar”, que o lema pregado ao longo da trajetória do Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, sirva de exemplo de luta em defesa dos mais vulneráveis, contra a violência e por uma Educação igualitária.

Dom Pedro Casaldáliga veio a óbito, na manhã deste sábado (08.08), no interior do Estado de São Paulo, aos 92 anos de idade, após ser internado com problemas respiratórios e agravamento da Doença de Parkinson. O governador Mauro Mendes vai decretar luto de três dias pela morte da liderança católica.

O legado do religioso está entrelaçado com a história da Unemat, uma universidade criada para atender à população do interior do Estado. O primeiro título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi entregue ao Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, em janeiro de 2018.

O título honorífico foi reconhecimento à luta pela permanência do câmpus da Unemat no município de Luciara, no Araguaia, uma entre tantas batalhas que o Bispo Emérito travou para que as populações mais pobres e indígenas da região tivessem consciência de seus direitos e lutassem por eles.

Em entrevista concedida, ainda em 2011, à jornalista da Assessoria de Comunicação da Unemat, Lygia Lima, Dom Pedro falou sobre o pedido que ouviu com maior insistência do povo do Araguaia, assim que lá chegou. “Que não esquecesse a educação. Percebemos desde então que a fixação do povo no campo dependia da escola”, recordou.

Segundo Dom Pedro, em 1991, a decisão da Unemat de se fixar em Luciara, distante a 100 quilômetros de São Félix, foi de grande ajuda para mudar o perfil da região, que era conhecida como Vale dos Esquecidos. “O programa Parceladas foi luminoso. Educação na base, no chão. Várias pessoas deste País que passaram por aqui elogiaram muito a experiência”, memorou o bispo emérito.

Alinhado com a Teologia da Libertação, sua trajetória foi marcada pela luta por uma educação laica, mista e libertadora, Reforma Agrária, erradicação do trabalho escravo e reconhecimento dos direitos dos povos indígenas.

Pedro Casaldáliga i Pla nasceu em Balsareny, província de Barcelona, em 16 de fevereiro de 1928. Em 1968, quando se mudou para o Brasil, tinha a incumbência de fundar uma missão pela congregação religiosa a que pertenceu – Congregação dos Missionários Claretianos.

Fundador da Comissão Pastoral da Terra e do Conselho Indigenista Missionário, Dom Pedro ganhou notoriedade internacional ao denunciar atos de madeireiros, policiais e grandes proprietários rurais no regime militar contra posseiros, peões e povos indígenas.

Autor de inúmeros livros, Dom Pedro teve ao longo dos anos sua trajetória retratada por vários autores em obras como “Nós, do Araguaia: Dom Pedro Casaldáliga, bispo da teimosia e liberdade”, “São Félix/Brasil: Uma Iglesia que lucha contra la injusticia” e “Descalço sobre a terra vermelha”, de Francisco Escribano, que dá origem ao filme de mesmo nome ganhador do Prêmio Gaudi em 2015.

Com a saúde bastante debilitada, em função da doença de Parkinson, responsável pela sua renúncia à Prelazia em 2005, Dom Pedro Casaldáliga viveu seus últimos anos em São Félix do Araguaia, em companhia de freis agostinianos.

Fonte: GOV MT

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MTI lança podcast para falar de cultura da informação, tecnologia e inovação

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A Empresa Mato-grossenses de Tecnologia da Informação (MTI) lança o podcast MTI TIC Talk para falar de cultura da informação, tecnologia e inovação, nesta terça-feira (27.10). O primeiro episódio do programa debate sobre a GPT-3, uma inteligência artificial generalista que vem causando polêmica no meio tecnológico.

“GPT-3: O Exterminador de Futuro!?” É com essa provocação que a MTI abre o primeiro episódio do programa que pretende debater o uso de novas tecnologias e seus desdobramentos éticos e filosóficos.

“A utilização da Inteligência artificial está se tornando cada vez mais comum no nosso dia a dia. A GPT3 levantou debates nos fóruns e comunidades de tecnologia nos últimos tempos, devido à extensa base de conteúdo utilizada para seu treinamento trazendo uma verossimilhança com a realidade nunca vista antes”, afirma um dos participantes do programa e analista da MTI, Guilherme Campos.

Traduzido do inglês- Generative Pre-training Transformer 3 (GPT3) é um modelo de linguagem autoregressivo que usa aprendizado profundo (deep learning) para produzir texto semelhante ao humano. Desenvolvido pela OpenAI baseado em machine learning (aprendizado de máquinas), possui a capacidade de escrever diversos tipos de gêneros textuais com grande verossimilhança a qualquer trabalho executado por um humano, inclusive, linguagem de programação.

Contudo, essas possibilidades também levantaram uma série de questionamentos e preocupações. Por conta de um imenso banco de dados, com todo tipo de conteúdo, o GPT-3 também pode reproduzir conteúdos de ódio, como xenofobia, racismo e machismo. “Algumas experiências mostraram o quão problemático o GPT3 pode ser e nós enquanto programadores precisamos estar atentos a seus possíveis desdobramentos”, afirmou uma das apresentadoras do programa, a analista da MTI, Sayuri Arake Joazeiro.

MTI TIC TALK

A ideia da criação de um podcast para poder abordar novas tecnologias e os seus impactos surgiu dos próprios colaborares da empresa. O MTI TIC Talk é uma das mais de 50 ideias inovadoras analisadas pela Unidade de Gestão Estratégica de Inovação da MTI no último ano.

O nome surgiu da junção das siglas TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e Talk (falar, traduzido do inglês). O programa terá periodicidade mensal. “Todo mês pretendemos convidar parceiros, colegas e colaboradores da MTI para debater sobre aquilo que a gente mais gosta, tecnologia”, afirmou Patrícia Ladislau, analista da MTI e uma das criadoras, do podcast.

Para ouvir o programa você pode acessar o anchor.fm/mtitictalk  ou acessar as principais plataformas de streaming de áudio.

O primeiro episódio do MTI TIC Talk contou com a participação do secretário adjunto da Seplag, Sandro Brandão, e dos analistas de TI, Guilherme Campos e Kivson Andrade. O programa contou com a mediação das analistas Sayuri Arake e Patrícia Landislau.

Fonte: GOV MT

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