SUA SAÚDE AQUI

Última semana de janeiro marca luta contra hanseníase

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A última semana de janeiro, que antecede o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase (30.01) marca a  luta contra a hanseníase. A data é símbolo do Janeiro Roxo e visa chamar a atenção das pessoas para a doença, que tem tratamento e cura.

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae, também conhecida como bacilo de Hansen, mas o preconceito ainda é um dos grandes desafios no combate à doença. O bacilo se reproduz lentamente e o período médio de incubação e aparecimento dos sinais da doença é de aproximadamente 5 anos, de acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Os sintomas iniciais são manchas na pele, resultando em lesões e perda de sensibilidade na área afetada. Também pode acontecer fraqueza muscular e sensação de formigamento nas mãos e nos pés. Quando os casos não são tratados no início dos sinais, a doença pode causar sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 30 mil novos casos da doença são detectados todos os anos no Brasil. No mundo, cerca de 210 mil novos casos são reportados anualmente, dos quais, 15 mil são de crianças. Segundo a Opas, a hanseníase é encontrada em 127 países, com 80% dos casos na Índia, Brasil e Indonésia (dados de 2018).

A doença é transmitida pelo ar, principalmente em situações de contato próximo. A maioria da população tem defesas naturais contra a bactéria, mas cerca de 10% da população não têm esses mecanismos de proteção e podem adoecer.

Assim que o tratamento com antibióticos é iniciado a doença deixa de ser transmissível, por isso é importante diagnosticá-la logo no início dos sinais. No entanto, o tratamento com antibióticos não reverte danos neurais e sequelas causadas pelo diagnóstico tardio. Caso haja um resultado positivo, as pessoas que têm intenso convívio com o infectado também devem procurar o sistema de saúde.

A estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulada Rumo à Zero Hanseníase, se concentra na redução da detecção de novos casos, incapacidades físicas (especialmente entre crianças) e estigma e discriminação. Até a década de 1970, no Brasil, os portadores da doença eram excluídos do convívio social e levados para o confinamento em colônias.

SAIBA MAIS
Originalmente essa doença era conhecida como lepra, mas o nome foi mudado em homenagem à Gerhard Hansen, o médico e bacteriologista norueguês que descobriu, em 1873, a bactéria Mycobacterium Leprae, que também leva seu nome: bacilo de Hansen.

 

 

Comentários Facebook
Propaganda

SUA SAÚDE AQUI

Saúde da mulher precisa de atenção e cuidados especiais

Publicados

em

Inauguração da unidade móvel de Saúde da Mulher da Santa Casa

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher, que será comemorado neste sábado (28.05)  foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos.

A data reacende a discussão sobre a defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres e foi referendada também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) visando conscientizar a sociedade acerca dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres e lembrar a necessidade de melhores condições de vida, no trabalho, em casa, em sociedade, sobretudo, para que a vida das mulheres não esteja sempre em maior vulnerabilidade.

Quase 70% de todas as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são mulheres, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Isso reforça como o bem-estar, a qualidade de vida e a segurança delas merecem atenção, sendo fatores prioritários na rotina dos profissionais de saúde e das próprias pacientes.

A saúde da mulher exige cuidados muito próprios, que são indispensáveis para manter uma vida mais plena e livre de riscos. Os principais incluem:

  • Realização periódica de exames preventivos, principalmente contra o câncer de colo de útero a partir dos 25 anos de idade e contra o câncer de mama depois dos 50 anos;
  • Priorização da saúde mental, para evitar transtornos psicológicos (que explico melhor no item sobre burnout) e até para combater situações de vulnerabilidade (como possíveis pressões, negligências e até abusos);
  • Métodos contraceptivos, que podem ser diversos (DIU, pílula, camisinha, etc.) e demandam plena conscientização para evitar gestações indesejadas sem comprometer o bem-estar e a saúde;
  • Consultas ginecológicas, voltadas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, aos próprios métodos contraceptivos citados acima, aos cuidados próprios do sistema reprodutor feminino, à conscientização sobre abusos na juventude, entre outros aspectos igualmente importantes;
  • Assistência gestacional, com cuidados ligados às mudanças no organismo da mulher e à segurança do bebê durante a gravidez, por meio de uma assistência plena e humanizada;
  • Atenção à menopausa, que pode gerar alterações hormonais significativas, que devem ser assistidas para não afetar a qualidade de vida (fator que também me aprofundo neste artigo, no item sobre mudanças na saúde da mulher);
  • Estilo saudável de vida, que inclui a prática regular de exercícios, uma boa conduta nutricional, o auto cuidado, prevenção de doenças, saúde mental, entre outros aspectos decisivos (que também são cuidados importantes para os homens, mas podem fazer ainda mais diferença diante das particularidades ligadas à saúde da mulher).

Seja na prevenção de doenças, na conscientização sobre seu corpo, no combate a questões sociais, entre outros aspectos semelhantes, a saúde da mulher deve ser um compromisso de toda a sociedade.

 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana