Educação

UFMG oferece vagas para graduação de estrangeiros e indígenas aldeados

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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está oferecendo, para fins de acolhida humanitária, 77 vagas em cursos de graduação para estrangeiros em situação de vulnerabilidade. Enquadram-se nesse grupo, refugiados, asilados políticos, apátridas, portadores de visto temporário ou de autorização de residência.

A seleção é feita tendo por base as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos cinco anos (de 2016 a 2020), e as inscrições devem ser feitas, na página eletrônica da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) até a próxima quinta-feira (25).

Além disso, é necessário que os candidatos comprovem grau de escolaridade equivalente ao ensino médio. Em alguns casos, pode ser exigida a realização de curso de português, como condição para o ingresso ou a permanência no curso.

“Cônjuge, ascendentes e descendentes e demais membros do grupo familiar que dependem economicamente do refugiado também se enquadram nessa situação, desde que estejam no Brasil”, informa a UFMG.

Estudantes indígenas

A UFMG também está oferecendo vagas suplementares para estudantes indígenas. Nesse caso, a seleção é restrita a candidatos indígenas brasileiros aldeados. Concorrem às vagas os candidatos que concluíram o Ensino Médio (ou equivalente).

Quem estiver regularmente matriculado na 3ª série do Ensino Médio também pode participar da seleção. É necessário que o candidato tenha participado pelo menos uma vez do Enem, entre os anos de 2015 a 2020, e que tenha sua inscrição homologada.

As inscrições para essas vagas se encerram em 1º de março, também via internet. O formulário está disponível no menu à esquerda do site.

Edição: Valéria Aguiar

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Educação

Volta às aulas presenciais será com segurança, afirma Milton Ribeiro

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O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou hoje (2), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, que o governo federal planeja metas para o retorno gradual ao ensino presencial, mas que esse retorno não acontecerá a qualquer preço, e sim com critérios e decisões que respeitem a dimensão continental do Brasil e as diferentes condições sanitárias das regiões.

Sobre o calendário do possível retorno, o ministro afirmou que o recrudescimento da pandemia não era esperado, e que datas específicas não podem ser firmadas ainda, tendo em vista a atual situação da pandemia de covid-19. “Nós não temos um prazo. Isso depende muito da situação local. Com o advento da vacinação, teremos condições de retornar, logo logo, com segurança”, afirmou.

Educação conectada

Com a impossibilidade de aulas presenciais, as aulas remotas via internet se tornaram ferramentas básicas de educação. Segundo informou o ministro da Educação, mais de 76 mil escolas públicas em cerca de 5 mil municípios receberam verbas do programa Educação Conectada para implementar projetos de educação à distância.

“Investimos perto de 250 milhões de reais [em conectividade para escolas públicas]. Vale lembrar que alunos de escola pública que não tem o mesmo acesso à educação de alunos oriundos de escolas particulares são amparados pela lei que regulamenta o acesso às universidades públicas, com reserva de 50% das vagas”, explicou o ministro.

Ensino profissionalizante

Segundo Milton Ribeiro, a educação profissionalizante é prioridade na pasta a pedido do presidente Jair Bolsonaro. O ministro revelou que há uma parceria em andamento com a Alemanha, que auxiliará o Brasil na estruturação de um ensino médio profissionalizante eficaz. “O Brasil carece de bons técnicos. Pessoas de nível médio que possam atuar de maneira eficiente”, frisou Ribeiro.

Valorização de profissionais

Sobre o panorama de investimentos em educação planejado para o futuro, o ministro da Educação acredita que haja a necessidade de foco na camada do ensino fundamental. Segundo Ribeiro, a alfabetização eficaz e a compreensão consolidada dos fundamentos matemáticos são características essenciais para a educação, ao contrário do foco voltado para o ensino superior.

Sobre o Fundeb, o ministro afirmou que a possibilidade de maior controle dos recursos – por meio de solicitações de prestação de contas da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) ajudarão a identificar e sanar problemas de corrupção na distribuição de verbas da educação. “Sem prestação de contas, não há dinheiro novo. Chega. O Brasil não aguenta mais tanta corrupção. O que queremos é seriedade.

A medida, por consequência, fará com que mais recursos cheguem ao destino final e gerem o benefício esperado pela pasta.

Abstenção no Enem

Sobre o alto índice de abstenção do Enem 2020, Milton Ribeiro lembrou que, além da vasta preocupação com a pandemia de covid-19, a situação emergencial de Manaus pode ter influenciado na ausência de estudantes. “Imagine os pais de uma criança, de um adolescente, que faria a prova como treineiro, sem compromisso, e ouvir o que houve em Manaus”, explicou.

O ministro da Educação afirmou aainda que haverá investimentos na melhoria do formato de aplicação das provas do Enem Digital, que deverá substituir completamente o exame em papel, já que o custo logístico das provas impressas é “astronômico”. “Esse ano, o Brasil gastou R$ 780 milhões na aplicação do Enem. É uma verdadeira fortuna em impostos. Vamos tentar reduzir sem perder qualidade”, explicou.

Escolas cívico-militares

As escolas cívico-militares, que deverão ter 200 unidades distribuídas ao redor do país até 2023, também foram elogiadas pelo ministro, que afirma que há uma grande demanda do modelo de ensino em diversos municípios do país. “Temos um orçamento que prevê cerca de 54 escolas por ano. Temos, na fila de espera 16 estados e 200 municípios. Essas escolas afetam a comunidade e transformam os arredores. Muitos problemas que geralmente acontecem nas escolas públicas convencionais não ocorrem [nas escolas cívico-militares]”, concluiu o ministro. 

Acompanhe na íntegra

*Matéria atualizada às 20h17 para acréscimo de informações.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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