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Ucrânia retoma 11 vilas de Kherson que estavam sob controle da Rússia

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As forças armadas da Ucrânia conseguiram retomar o controle de 11 vilas na região de Kherson
Arquivo Pessoal/Alina Dubeiko

As forças armadas da Ucrânia conseguiram retomar o controle de 11 vilas na região de Kherson

As forças armadas da Ucrânia conseguiram retomar o controle de 11 vilas na região de Kherson, uma das primeiras áreas do país a serem ocupadas totalmente pelos russos, informaram militares ao portal “Ukrinform” nesta sexta-feira (1º).

“Graças aos esforços dos nossos defensores da 60ª Brigada de Infantaria, que é parte do Agrupamento das Tropas do Sul, as seguintes vilas da região de Kherson foram liberadas: Novovorontsovka, Mala Shesternia, Novohryhorivka, Topolyne, Kniazivka, Krasnivka, Svobodne, Kamianka, Pryhiria, Kochubeivka, Orlove”, diz a nota oficial publicada pelo site de notícias.

O comunicado ainda informa que diversos veículos militares e tanques foram apreendidos e que os civis receberam “ajuda humanitária – comida e medicamentos”.

A capital da região, que também se chama Kherson, é a maior cidade do sul da Ucrânia, com cerca de 300 mil habitantes antes da guerra, e considerada ponto estratégico por conta da proximidade à península da Crimeia – anexada unilateralmente pela Rússia em 2014.

A cidade caiu nas mãos dos russos nos primeiros dias de combate, mas há algumas semanas os ucranianos vem retomando cidades e vilas próximas.

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Fonte: IG Mundo

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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