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TV produz documentário sobre o maior incêndio da história do Pantanal

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A maior planície alagada do planeta está em chamas e as consequências disso ainda são desconhecidas, mas serão registradas. A TV Assembleia (TVAL) está produzindo um documentário para contar, sob diferentes narrativas e muitas imagens, os impactos dos incêndios que até agora consumiram 20% de toda a biodiversidade do Pantanal. O material será gravado em três etapas para reproduzir parte da tragédia registrada este ano.

Equipe da TVAL levará ao mundo a história do maior incêndio do Pantanal | Foto: Anderson Sartori

O repórter Anderson Sartori sugeriu a realização do documentário após uma provocação da jornalista Lina Carvalho, que conhecendo a paixão do colega por documentários e pela natureza, sugeriu a realização de um projeto especial. Pronto, foi semeada a semente e Anderson levou a proposta para o superintendente da TVAL, Jaime Neto.

A equipe fez sua primeira inserção há duas semanas, quando uma diligência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal visitou o Pantanal para ver de perto as queimadas e ouvir os relatos da população local. Anderson Sartori, o cinegrafista Maximino Cruz, o operador de drone Roberto Kilila e o motorista Ronaldo Marques de Almeida percorreram a Transpantaneira de Poconé (a 102 km da Capital) até Porto Jofre, na divisa dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com apoio de um drone, a imagens aéreas mostram a devastação do fogo até mesmo sobre as áreas úmidas. “Fiz muitas matérias no Pantanal e nunca vi assim. Você não vê água, não sei se um dia o Pantanal voltará a ser como antes”, descreve Maximino Cruz, que há 35 anos trabalha como cinegrafista.

Desafios – O jornalista Anderson Sartori diz que o objetivo do documentário é disponibilizar ao mundo as imagens e a história deste que já é considerado o maior incêndio do Pantanal. “É premissa da TV pública produzir conteúdos que possam desdobrar alguns assuntos com mais tempo e o documentário é um dos caminhos para levar informações mais aprofundadas para a comunidade”, afirma Anderson Sartori.

Além dos aspectos naturais e o dia a dia de quem está lidando com o combate ao fogo, o documentário também vai apresentar os impactos sociais e econômicos da queimada no Pantanal a partir da perspectiva de quem vive lá e também de pesquisadores e políticos. “Vimos pousadas destruídas, o ecoturismo será afetado diretamente”, exemplifica Anderson.

Para isso, a intenção é registrar a queimada, o que já foi realizado, o início das chuvas e depois, quando o Pantanal estiver cheio, gravar como será a reconstrução deste ciclo, visto que naturalmente o bioma é composto do revezamento entre a seca e a cheia de sua planície. Como o material está sendo produzido em Full HD, que garante qualidade de ponta às imagens, a equipe também precisará de uma estrutura especial para editar o documentário e apoio para realizar mais duas viagens.

A intenção é finalizar o documentário ainda no primeiro semestre de 2021. “Estamos trabalhando nos intervalos das pautas diárias e entre uma ida e a outro ao Pantanal para fazer entrevistas, pesquisar e adiantar a seleção de imagens”, explica Sartori.

Fonte: ALMT

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Museu de Arte Sacra oferece visitações presenciais e tour virtual 360º

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Além de ter reaberto as portas para atividades presenciais, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT) inaugurou recentemente a visitação online por meio do tour virtual 360º.  Sem sair de casa, o visitante pode conhecer, com ou sem mediação, o acervo do equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Com suporte para navegação em 360 º, a plataforma de visitação está disponível em www.tourvirtual360.com.br/masmt.

No passeio sem mediação, o visitante fica livre para percorrer o tour da forma que quiser. Já na visita com mediação, a condução é possível quando houver a opção “videoconferência disponível ao vivo” no topo da tela no momento do acesso ao tour. O ícone indica que um mediador do museu está disponível para guiar o passeio online ao vivo.

A visita guiada online também pode ser feita por escolas e grupos. Nesse caso, deve-se solicitar antecipadamente o agendamento. O formulário para solicitação pode ser acessado AQUI. O grupo deve ter no mínimo 15 pessoas e no máximo 80 por período.

Reunindo peças sacras do período setecentista remanescentes da antiga Catedral do Bom Jesus de Cuiabá, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nossa Senhora dos Passos e acervo pessoal do bispo Dom Francisco de Aquino Corrêa, o museu está localizado na Praça do Seminário, região central de Cuiabá.

Durante o período de portas fechadas devido à pandemia do coronavírus, a gestão do equipamento usou a internet para levar opções de arte, cultura e história à sociedade. Com o projeto MASMT em Casa, lives com convidados especialistas e conteúdos informativos garantiram uma programação online semanal que manteve o museu ativo.

Na retomada do atendimento presencial são seguidos todos os protocolos sanitários para evitar a transmissão da Covid-19. O acesso é realizado somente com o uso de máscaras, álcool para higienização das mãos e tapete higienizador foram disponibilizados logo na entrada e o limite de público corresponde a 50% da capacidade máxima do espaço.

Diretora e curadora do MASMT, Viviene Lozzi

“O mundo mudou e a maneira de nos conectarmos também. Neste ano de 2020, a equipe do Museu trabalhou para manter a conexão com o público, adaptando a programação à realidade e possibilitando o acesso em 360º. Continuamos promovendo o acesso à arte e, agora, de portas abertas com toda a segurança aos visitantes e aos colaboradores”, celebra a diretora e curadora do MASMT, Viviene Lozzi.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h. Aos domingos a entrada é gratuita para todos.

Fonte: GOV MT

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