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Tsunami no Brasil? Especialista comenta riscos do vulcão nas Ilhas Canárias

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Alerta de atividade de vulcão nas Ilhas Canárias trouxe preocupação aos brasileiros
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Alerta de atividade de vulcão nas Ilhas Canárias trouxe preocupação aos brasileiros

Após entrar em estado amarelo de alerta de erupção, o vulcão Cumbre Vieja, localizado em La Palma, nas Ilhas Canárias, na costa da África,  reacendeu a discussão sobre a hipótese de formação de tsunamis que poderiam atingir toda a costa brasileira, especialmente no Nordeste.

O vulcão estava adormecido há décadas, mas deu sinais de atividades sísmicas nesta semana. Segundo o Instituto Geográfico Nacional da Espanha, foram registrados 4.222 tremores no parque nacional Cumbre Vieja, em volta do vulcão, tendo o volume de movimentos sísmicos aumentado de intensidade nos últimos dias, com abalos de magnitude superior a 3.

Segundo o MetSul Meteorologia, uma grande erupção do vulcão afetaria todas as áreas costeiras banhadas pelo Oceano Atlântico, o que inclui todo o litoral do Brasil, do Rio Grande do Sul ao Amapá.

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A repercussão do alerta fez com que os brasileiros tomassem as redes sociais com comentários sobre a possibilidade de incidência de ondas de até 10 metros no país. O iG conversou com um especialista, que explicou que o fenômeno não deve ser motivo de preocupação no Brasil.

“A possibilidade de ocorrer um tsunami na costa brasileira é praticamente impossível. Isso porque tsunamis e terremotos de alta magnitude ocorrem em limites de placas tectônicas, e o Brasil está em cima da Placa Sul-Americana”, explica Luiza Bricalli, doutora em Geologia, especialista em Tectônica e professora da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

A especialista ainda esclarece que as magnitudes dos abalos sísmicos observados no Cumbre Vieja não são de intensidade suficiente para ressoar na costa brasileira.

Segundo Luiza Bricalli, o Brasil poderia ter problemas em caso de risco concreto, pois não estaria preparado “nem do ponto de vista estrutural, nem da própria população”, já que fenômenos meteorológicos de alta magnitude não acontecem no país. 

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Chanceler diz que busca resolver pendências em acordo Mercosul-UE

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O Itamaraty está trabalhando para resolver as pendências que impedem a formalização do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, disse hoje (26) o ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é uma prioridade do governo.

O chanceler fez a declaração no lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar do Comércio Internacional e Investimentos (FrenComex), no Palácio do Itamaraty. Assinado em 2019, o acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países dos dois blocos para entrar em vigor. No entanto, questões ambientais e climáticas têm travado as votações.

“Os desafios são complexos, mas a diplomacia brasileira está e permanecerá atenta”, disse França. Segundo o ministro, o Oriente Médio e os países do sul e do leste asiático são prioridades do Brasil na busca de acordos comerciais.

O ministro das Relações Exteriores defendeu a modernização do Estado brasileiro por meio do ingresso do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela agenda de privatizações. Na avaliação dele, existe espaço para que o Brasil diversifique as exportações, sem deixar de lado as commodities (bens primários com cotação internacional).

“Há espaço para diversificação da pauta exportadora sem negligenciar nossa estratégia de exportação de commodities, ampliando exportação de serviços e bens industrializados”, comentou.

Agressividade

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também esteve presente ao evento e defendeu que o Brasil seja mais agressivo nas negociações comerciais, como a redução da tarifa externa comum do Mercosul e o afrouxamento das regras que permitem a cada país do bloco negociar individualmente acordos tarifários bilaterais.

“Parabenizo [o chanceler Carlos] França por avançar na agenda de tornar o Itamaraty mais agressivo. Ele é o good guy [sujeito bom], eu sou o bad guy [sujeito mau]. Acho que o Itamaraty devia ter muito mais agressividade. Nos Estados Unidos, os embaixadores são quase homens de negócio”, disse Guedes. Ele pediu mais aproximação entre os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

Eixos

Ao lançar a agenda da FrenComex pelos próximos dois anos, o presidente da frente parlamentar, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), disse que o Brasil está fortalecendo suas relações comerciais e que o país sairá “maior do que entrou” da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26). O encontro ocorrerá de 1º a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Em nota, a FrenComex informou que a agenda da frente parlamentar pelos próximos dois anos tem cinco eixos: facilitação do ambiente de negócios para o investidor estrangeiro, negociação e assinatura de acordos comerciais, melhoria da infraestrutura logística para exportação, simplificação e desburocratização das operações de comércio exterior e políticas de fomento à exportação.

Edição: Aline Leal

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