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TRIGO/CEPEA: Negócios seguem lentos no Brasil

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Cepea, 1º/06/2021 – O ritmo de negócios no Brasil está lento, e os preços seguem em queda. Muitos agentes de moinhos consultados pelo Cepea se mostram abastecidos e indicam que a demanda por farinhas está fraca – apenas as vendas de farelo estão um pouco mais aquecidas, tendo em vista o elevado preço do milho, substituto em ração animal. Do lado da oferta, vendedores estão afastados do mercado, focados no cultivo da nova safra.  Ressalta-se que, apesar da menor demanda interna, o trigo disponível no País não deve ser suficiente até a colheita da safra deste ano. Neste caso, a recente desvalorização do dólar frente ao Real tem tornado a importação de trigo da Argentina e do Paraguai mais atrativa que a compra do cereal no mercado brasileiro. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Publicação traz análise estatística das folgas de produtividade do trigo em MG

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Um Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento publicado pela Embrapa Territorial apresenta o resultado de trabalho feito em conjunto com a Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (SIRE) da Empresa, para estimar folgas de produtividade nas lavouras de trigo em Minas Gerais. As análises de folgas de produtividade compreendem um conjunto de conceitos e técnicas para medir a “capacidade latente” de produção, ou seja, a diferença entre as médias de produtividades registradas em um determinado local e a produtividade potencial que poderia ser alcançada nesse mesmo lugar. A produtividade potencial é estabelecida pelos patamares máximos observados em locais de produção da mesma cultura e com condições de solo e clima similares.

O estudo revela “grande variabilidade nas folgas de produtividade”, o que “pode dificultar um diagnóstico preciso da situação capaz de informar o planejamento de pesquisas ou intervenções locais imediatas”. As maiores folgas estão nas microrregiões do Triângulo Mineiro / Alto Parnaíba (Uberlândia, Patrocínio, Patos de Minas, Uberaba e Araxá) e Sul / Sudoeste do estado (Passos, São Sebastião do Paraíso, Varginha, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço e Andrelândia).

Foi calculada a perda virtual, ou seja, o que não foi produzido por conta das folgas. Considerando o volume que poderia ter sido obtido com a produtividade potencial, em 2018, os municípios analisados deixaram de colher 41% do total esperado. Em algumas microrregiões, a produção que deixou de ser gerada seria maior do que a efetivamente obtida.

O trabalho integra o projeto “Transferência de tecnologias para o desenvolvimento das culturas de cereais de inverno no Brasil”, liderado pela Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS). “Uma vez mensuradas essas folgas, podemos inferir algumas motivações para esses resultados, ou seja, se tem a ver com o sistema de produção adotado em um local e não em outro, com maior nível de assistência técnica, com alguma cultivar diferenciada, com nível de organização dos produtores, etc”, explica o analista André Farias, da Embrapa Territorial.

No caso da análise relatada no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, não se buscaram as motivações, mas apenas a mensuração das folgas de produtividade em Minas Gerais. Para tanto, foi utilizado um método desenvolvido pelos pesquisadores Milena Ramos e Fernando Garagorry, ambos da SIRE e autores da publicação. No texto, eles explicam porque desenvolveram uma metodologia própria: “São raros aqueles (métodos) que exploram as estatísticas disponíveis e incluem ampla gama de produtos e detalhamento territorial, necessidades presentes para análises abrangentes da agricultura”.

Farias detalha que, ao mensurar as folgas de produtividade nas microrregiões produtoras de trigo de Minas Gerais, foi possível “detalhar sua trajetória recente, mostrando aqueles locais que reduziram a folga nos últimos anos, ou seja, melhoraram seu desempenho, aqueles que se mantiveram estáveis e aqueles que pioraram”. Farias e o analista Rafael Mingoti, também da Embrapa Territorial, completam o grupo de autores da publicação.

No projeto de pesquisa, o mesmo método está sendo aplicado para avaliar folgas de produtividade nas áreas de atuação da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Nesse caso, o trabalho envolve não apenas a mensuração das folgas, mas também consulta e validação junto aos técnicos e gestores das cooperativas para identificarmos os principais fatores relacionados à existência dessas folgas”, adiantou Farias.

Fonte: Embrapa

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