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TRE-RJ informa que paralisação de rodoviários terminou no Rio de Janeiro

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Agência Brasil

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TRE-RJ informa que paralisação de rodoviários terminou no Rio

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) comunicou que os ônibus das viações Redentor e Futuro voltaram a circular normalmente a partir das 11 horas deste domingo (29). O órgão adiantou que o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, dará as informações sobre a volta dos serviços em entrevista coletiva prevista para o início da tarde.

Pela manhã, o desembargador manifestou a preocupação da Justiça Eleitoral com a regularização dos serviços para que os eleitores pudessem votar, já que a paralisação dos rodoviários teve início durante a madrugada. A paralisação atingiu moradores de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio.

Brandão de Oliveira informou que integrantes da Polícia Federal e o juiz Luiz Márcio Pereira, designado para acompanhar as apurações, estavam no local. A PF está à frente das investigações, porque a Polícia Judiciária pode ser acionada. Para o presidente do TRE-RJ, o caso pode ser o mais grave registrado neste segundo turno até agora.

“Fomos surpreendidos pelo movimento em duas empresas de ônibus, com a informação de que os empregados estariam impedindo o deslocamento dos veículos. A Polícia Federal foi acionada, porque há um aspecto criminal nesta negativa de prestação de serviço essencial no dia da eleição. Foi designado um juiz auxiliar que está tentando resolver a questão, para que o serviço volte de forma regular”, disse.

De acordo com o desembargador, os empregados das empresas Redentor e Futuro, estão usando o momento eleitoral para alguma reivindicação de natureza trabalhista.

“A Justiça Eleitoral não entra nesse mérito da relação de emprego dos rodoviários com concessionários. Só que o momento é absolutamente inadequado, e esse tipo de movimento, no dia da eleição, tem um impacto que vai além da relação de empregado com empregador. Tem um desdobramento que diz respeito à Justiça Eleitoral, e vamos apurar. Não poderia ser da forma como está acontecendo. A Polícia Federal já está no local e o juiz já foi designado. Se constatado crime, vamos investigar”, afirmou.

O desembargador disse que ainda está sendo definido o tipo de crime que os rodoviários cometeram ao aderiram à paralisação.

“Existem possibilidades na legislação, com relação à disponibilidade do serviço público, isso tem outro contorno que já está sendo apurado pela Polícia Federal e pelo juiz auxiliar que estão lá.”

Conforme o desembargador, as empresas de ônibus do Rio ajudam na distribuição de urnas para os locais de votação, mas a paralisação não impediu que isso fosse feito e todas as urnas foram distribuídas.

“Temos um plano B de contingência, caso haja negativa por parte de empregados dessas empresas. Temos um convênio com a Fetranspor [Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro] e mais de 700 ônibus foram disponibilizados no primeiro turno, e agora, no segundo turno, um número menor. São várias empresas. A Fetranpor agiu de uma forma absolutamente correta conosco”, apontou.

Normalidade

Segundo o presidente do TRE-RJ, a eleição no Rio de Janeiro segue dentro da normalidade. Os protocolos de segurança estão sendo cumpridos. Com relação à segurança, ocorreram prisões em consequência de compra de voto.. A previsão é que o resultado do segundo turno seja conhecido o mais rápido possível, após o fim da votação, informou.

“O balanço até agora é de que tudo está absolutamente normal excetuados alguns problemas pontuais de prisões.” Um homem foi preso em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, por suposta tentativa de compra de votos. As primeiras informações indicam que seria um policial militar, mas o TRE-RJ já confirmou que isso não é verdade.

O tribunal registrou ainda um pequeno incêndio em uma das duas alas da Escola Municipal Manoel de Abreu, na Pavuna, zona norte, mas sem atingir as urnas eletrônicas em funcionamento.

Segundo o TRE-RJ, o problema ocorreu no ar-condicionado, “mas o fogo foi debelado e as seções eleitorais foram rearranjadas para outras salas de aula dentro da mesma escola e a votação seguiu normal”.

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Ministério da Saúde pediu 50 milhões de doses da Covaxin 10 dias após acordo

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Vacina indiana Covaxin, que custou ao Brasil 1000% a mais do que o valor inicial informado pela fabricante
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Vacina indiana Covaxin, que custou ao Brasil 1000% a mais do que o valor inicial informado pela fabricante

O Ministério da Saúde encaminhou à Precisa Medicamentos um ofício pedindo a compra de mais 50 milhões de doses da vacina Covaxin menos de dez dias após fechar a compra de 20 milhões de doses em um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão . As informações são de Caio Junqueira , da CNN Brasil.

No dia 6 de março, a pasta encaminhou o Ofício nº 561 do Ministério da Saúde com o tema “Aquisição de 50 milhões de doses de vacina contra a COVID-19 adicionalmente aos Contratos celebrados entre a União e a empresa Bharat Biotech Limited International, representada pela empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda”.

Nove dias depois, em 15 de março, o ministério volta a pressionar a empresa por mais vacinas por meio de um novo ofício “solicitando a antecipação do máximo possível de doses ao Brasil”.

A informação está na Nota Informativa Nº 24 do Ministério da Saúde enviada à CPI da Covid, que atende a um pedido do vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

MPF vê indícios de crime em contrato

Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e pediu que o caso seja investigado na esfera criminal. Até então o caso vinha sendo apurado dentro de um inquérito que tramitava na esfera cível. O contrato para a compra da Covaxin totalizou R$ 1,6 bilhão.

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Nesta terça-feira, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) deu a entender que o  contrato entre o governo federal e a Precisa Medicamentos pela compra da vacina Covaxin deve ser alvo de investigação da CPI da Covid.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito entra em uma terceira e decisiva fase, que é a investigação de outros crimes além dos anteriores. Até então, os indícios eram de crimes contra a ordem de saúde sanitária, de prevaricação, basicamente estes. Nós vamos entrar agora na área de investigação em relação à corrupção ativa e passiva de agentes públicos e privados”, disse.


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