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Transmissão do 7 de setembro leva TV Brasil ao 4º lugar na audiência

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A transmissão da programação especial de 7 de Setembro feita pela TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) alcançou o quarto lugar de audiência no fim do feriado. Os dados são da Kantar Ibope Media*. Em um desempenho histórico, a TV Brasil chegou a ter picos de audiência de 2.65, e a alcançar a terceira colocação na manhã do dia 7.

A partir das 8h, a TV Brasil exibiu o especial sobre o 7 de Setembro. Os apresentadores Renata Corsini e Paulo Leite entrevistaram o historiador e presidente da Biblioteca Nacional, Rafael Nogueira. Ele comentou os detalhes desse fato histórico e compartilhou curiosidades sobre a data.

Telespectadores e internautas puderam acompanhar ao vivo a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, no Palácio da Alvorada, com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro. Na sequência, a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), com câmeras exclusivas instaladas nas aeronaves.

No Rio de Janeiro, a exibição do 7 de Setembro alcançou picos de audiência de 1.5, ficando na quarta posição na média do horário.

Confira como foi o especial do 7 de setembro na TV Brasil:

Redes Sociais

As Redes Sociais acompanharam o resultado da TV. No Twitter a #TVBRasilno7 chegou a ficar em 2º lugar no Trends. Os vídeos do YouTube tiveram 1,1 milhão de visualizações e foram utilizados por 17 canais, totalizando mais de 5,5 milhões de visualizações. Brasileiros do Mundo todo acompanharam a transmissão pelo Facebook e no Instagram o público marcou a TV Brasil com fotos de seus televisores sintonizados na TV Brasil

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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Pesquisadores descobrem incêndios na Antártica há 75 milhões de anos

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Pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, em parceria com o Senckenberg Research Institute (Alemanha), apresentaram estudo inédito que confirma a ocorrência de incêndios florestais na Antártica há 75 milhões de anos.

A pesquisa, publicada hoje (20) na revista Polar Research, trata do primeiro registro de incêndios na Ilha James Ross, na península Antártica. A descoberta ocorreu durante uma expedição, entre 2015 e 2016, em afloramentos da Formação Santa Marta, unidade geológica que ocorre na parte nordeste da ilha.

Os fósseis coletados chamaram a atenção dos pesquisadores por serem fragmentos de plantas com características de carvão vegetal, mas estavam desgastados devido ao tempo de exposição.

O cenário branco e gelado comumente associado ao ambiente antártico nem sempre foi dessa forma. O estudo traz novas evidências não só de que a Antártica há 75 milhões de anos era verde, como também sugere um clima mais quente para essa região no seu passado.

Segundo os pesquisadores, as evidências fósseis de troncos e lenhos vegetais são encontradas por toda a Antártica, o que já indicava sua composição florestal durante o período Cretáceo [fase de tempo correspondente a 145 a 65 milhões de anos]. A novidade descoberta na pesquisa indica que essa vegetação também era acometida por incêndios espontâneos.

Incêndios

Segundo a paleontóloga Flaviana Lima, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “essa descoberta amplia o conhecimento sobre a ocorrência de incêndios vegetacionais durante o Cretáceo, mostrando que episódios assim eram mais comuns do que se imaginava, além de representar uma contribuição significativa para os estudos paleobotânicos em todo o mundo”.

“Agora, nós precisamos saber qual é a frequência desses incêndios. Precisamos obter mais registros desses incêndios em outras áreas da Antártica, inclusive nessa mesma área onde fizemos a descoberta. A Antártica só veio a formar as calotas polares há aproximadamente 37 milhões de anos. Foi bem depois da ocorrência desses incêndios e da vegetação exuberante que existia na Antártica”, acrescentou a pesquisadora.

Conforme o estudo, a extensa atividade de incêndios florestais durante o Cretáceo afetou diretamente a composição das plantas, influenciando significativamente nas mudanças ecológicas em diferentes ambientes do planeta.

Inúmeros registros de incêndios florestais intensos no mundo inteiro têm sido feitos, sobretudo em camadas formadas na parte superior do período Cretáceo (85-70 milhões de anos). A maior parte desses registros, porém, é do hemisfério norte, sendo poucos os registros para o hemisfério sul.

Pesquisa

De difícil acesso e com condições climáticas extremas, o continente antártico tem sido alvo cada vez mais constante de pesquisas nas mais diferentes áreas do saber por intermédio de projetos submetidos ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), como o Paleoantar, que busca entender como se deu a modificação da fauna e flora antártica ao longo do tempo na escala de milhões de anos.

Segundo o paleontólogo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa descoberta mostra que as variações climáticas que ocorreram ao longo do tempo trazem profundas mudanças no planeta como também em toda a biota [conjunto de todos os seres vivos de uma região], o que acende o alerta diante das mudanças climáticas que são evidentes na atualidade.

“A dinâmica paleoflorística da Antártica é essencial para a compreensão das mudanças que ocorreram nos ambientes de alta latitude do hemisfério sul durante o Cretáceo. Afinal, nesta região também é possível visualizar uma exuberante vegetação dominada por coníferas (gimnospermas) que foi gradualmente substituída por uma assembleia dominada por angiospermas (plantas com flores e frutos). Agora, os pesquisadores estão focados na busca de novos registros de paleoincêndios em outras localidades da Antártica”, disse Kellner.

O Cretáceo foi um dos períodos mais quentes pelo qual a Terra passou. Além da separação dos continentes, o planeta estava sofrendo mudanças na atmosfera, na composição dos mares e na formação de rochas. 

A Antártica há cerca de 70 milhões de anos tinha fauna, flora e clima bastante diferentes do que se conhece hoje. Eram florestas com uma fauna de grandes e pequenos dinossauros bem comuns nessa época. Isso era possível pelo fato de o continente não se encontrar ainda tão ao sul do planeta como está hoje em dia.

Participaram do estudo pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, Museu Nacional/UFRJ, Universidade do Vale do Taquari, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro Paleontológico da Universidade do Contestado e Universidade Regional do Cariri.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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