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Transformar sua foto em desenho pode ser perigoso; veja os riscos do app da moda

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App Voilà Al Artist
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App Voilà Al Artist

O aplicativo “Voilá Al Artist” tem feito bastante sucesso nas redes sociais  ao transformar fotos de pessoas em desenhos 3D . Especialistas de cibersegurança da Kaspersky, porém, alertam que alguns cuidados devem ser tomados.

Ao analisar a política de privacidade do aplicativo, os pesquisadores perceberam que as fotos enviadas para o sistema passam a ser de propriedade da empresa. Isso significa que as imagens podem ser usadas para diversos fins, mas os especialistas acreditam que elas não devem ser vendidas, já que o aplicativo possui um modelo de negócios próprio, ganhando dinheiro com publicidade.

Para Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, é provável que as fotos sejam usadas para treinar sistemas de inteligência artificial e reconhecimento facial . “Acredito que este tipo de situação será cada vez mais comum e pode ser feita sem problemas, mas há algumas questões de segurança e privacidade que devem ser levadas em consideração, como a transparência no uso dos dados e a responsabilidade no processamento e armazenamento das informações pessoais”, alerta o especialista.

Um dos riscos é esses bancos de imagens  vazarem e as fotos serem usadas para desbloqueios faciais que podem até acessar aplicativos bancários. “É importante lembrar que esses dados estão armazenados em servidores de terceiros e são processados na nuvem. Uma vez que as imagens passam a ser da empresa, é ela que tem a responsabilidade de protegê-las e garantir que cibercriminosos não terão acesso ao banco de dados”, afirma Fabio.

Antes de baixar um novo aplicativo só porque ele está na moda, é importante ler seus termos de uso e política de privacidade, a fim de saber quais dados são coletados e para quais fins são utilizados. Além disso, é importante entender que o reconhecimento facial é uma senha e, por isso, se suas fotos estão espalhadas pela internet, esse sistema não deve ser utilizado para desbloquear funções importantes, como aplicativos bancários. Confira mais dicas dos especialistas para seguir antes de baixar um app:

  • Verifique quem é o desenvolvedor do aplicativo. Apps falsos costumam usar nomes de pessoas ou falsificar nomes de empresas;
  • Só faça o download em lojas oficiais: Google Play Store no Android e App Store no iOS;
  • Leia as políticas de privacidade, os termos de uso e as permissões antes de distribuir seus dados;
  • Encare o reconhecimento facial como uma senha e não o utilize em todas as plataformas.

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Streamers brasileiros criam “sindicato” para contestar preços da Twitch

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Streamers brasileiros estão se organizando para contestar as mudanças impostas pela Twitch nos últimos dias. A plataforma mudou os preços para quem deseja se tornar assinante de canais,  reduzindo de R$ 22,99 para R$ 7,90 – o problema é que isso também afetou diretamente os ganhos de quem transmite na plataforma, para a pior.

A iniciativa foi formulada por diversas pessoas da comunidade, mas divulgada por Matheus “Pipoca” Tavares, streamer e também jogador profissional de League of Legends . Em seu Twitter ele convoca que streamers preencham um formulário para o “sindicato de streamers”.

O nome, esclarece Pipoca, é brincadeira, mas o sentido é o mesmo. Trata-se de uma união de pessoas que utilizam a mesma ferramenta de trabalho, que buscam formas mais justas de serem remunerados por seus serviços – neste caso, a transmissão de conteúdo via Twitch.

“Não tem data nem hora marca ainda, estamos reunindo o máximo de streamer possível para discutir o futuro da plataforma”, escreve Pipoca em seu Tweet. A ideia é que, com muita gente reunida, as insatisfações possam ser levadas à Twitch para discussão e para saber melhor como isso vai afetar a todos no futuro.

Você viu?

Além disso, também foi aberto um servidor no Discord para reunir as pessoas e ter a troca de ideias e informações.

Twitch piorou?

Em tese, com o novo preço de R$ 7,90, o percentual que fica com o dono do canal reduziu drasticamente. De acordo com a revista digital Stiles Gaming, cada assinante (sub) pago neste valor mais básico rende apenas US$ 0,48 para o streamer. Se o sub for dado de gift por outro usuário o dono do canal fica com US$ 0,45. São valores quase irrisórios, mesmo com a cotação do dólar em alta.

Em tese, a melhor alternativa, no momento, é incentivar que seus espectadores doem bits e não assinem, ainda que percam uma série de benefícios com isso. A Stiles Gaming informa que 100 Bits equivalem a R$ 6,50, enquanto US$ 1 fica com o dono do canal – o espectador gasta menos e ajuda mais.

Os valores correspondem a assinaturas e gastos usando o computador, via celular pode ser um pouco mais caro. Sobre o futuro da plataforma resta aguardar por novidades da união de streamers criada pela comunidade e ver como a Twitch deve reagir a isso no país. A Twitch, porém, já chegou a prometer mais auxílio aos gamers, mas, por enquanto, não se sabe como vai passar a valer para o Brasil.

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