BRASIL E MUNDO

Texas: ‘Não sabia que ar condicionado estava quebrado’, diz suspeito

Publicados

em

Caminhão com 46 corpos dentro foi abandonado em estrada do Texas
Reprodução/Twitter – 28.06.2022

Caminhão com 46 corpos dentro foi abandonado em estrada do Texas

O motorista do caminhão onde 53 migrantes morreram próximo da cidade de San Antonio, no estado americano do Texas , não percebeu que o sistema de ar condicionado do veículo havia quebrado, segundo documentos do tribunal federal. A informação consta nos registros que explicam o motivo pelo qual os investigadores prenderam Christian Martinez, 28, um dos suspeitos de envolvimento na tragédia .

Consta no documento que um informante revelou aos agentes de segurança sobre uma suposta conversa com Martinez, na qual ele teria identificado Homero Zamorano, de 45 anos, como o motorista do veículo e disse que ele “não sabia que o aparelho de ar condicionado parou de funcionar e essa foi a razão pela qual os [passageiros] morreram”.

A identidade de Zamorano foi confirmada após a checagem de câmeras de segurança de postos de controle da fronteira. Ele foi encontrado se escondendo em arbustos e tentou se passar por uma das vítimas.

Os registros apontam ainda que Zamorano enviou mensagens de texto para Martinez antes e depois de descobrir as morte no grupo que transportava. Os textos incluíam uma mensagem contendo uma abreviação perguntando “onde você está?”, enviada na hora em que as autoridades localizaram o caminhão abandonado na estrada e os cadáveres. A partir daí, os investigadores passaram a suspeitar que Martinez estava envolvido no caso.

Zamorano e Martinez são acusados ​​de crimes relacionados ao tráfico de pessoas resultando em morte, e podem ser condenados a prisão perpétua ou pena de morte.  Dois outros homens de origem mexicana, Juan Claudio D’Luna Mendez, 23 anos, e Juan Francisco D’Luna Bilbao, 48, foram presos e acusados ​​de permanecer nos EUA de forma ilegal e por porte ilegal de armas depois que os investigadores os encontraram em um endereço vinculado ao caminhão. Eles podem pegar até dez anos de prisão. Os quatro estão sob custódia, sem direito a fiança.

O caminhão transportava pelo menos 64 migrantes de países como México, Honduras e Guatemala. Entre as vítimas, há 40 homens e 13 mulheres. Outros 11 sobreviventes foram hospitalizados por problemas de saúde relacionados ao calor.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

Posse de Petro causa desconforto em Forças Armadas na Colômbia

Publicados

em

Gustavo Petro
Reprodução: Redes Sociais

Gustavo Petro

O coronel reformado José Luis Esparza foi um dos militares mais importantes na histórica Operação Jaque, que em fevereiro de 2012 resgatou, entre outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Ingrid Betancourt, que, este ano, o convidou para ser seu companheiro de chapa presidencial.

Esparza, afastado do Exército em 2021 sem explicação e em meio a tensões políticas entre o agora ex-presidente Iván Duque e seu sucessor, Gustavo Petro, conhece como poucos o mundo militar colombiano e assegura, sem rodeios, que a chegada da esquerda ao poder pela primeira vez na História do país causa temor e inquietação entre seus colegas, ativos e reformados.

Em entrevista ao GLOBO, ele declarou temer que Petro busque causar divisões dentro das Forças Armadas, que a partir de agora o terão como comandante em chefe. Uma nova realidade difícil de digerir para muitos, levando em consideração que, na década de 80, Petro pertenceu ao movimento guerrilheiro M-19.

“As tentativas de politizar as Forças Armadas nunca dão certo, temos uma disciplina e uma tradição civilista. Isso deve ficar claro”, afirma o coronel que, como muitos de seus colegas, acha que é preciso dar tempo a Petro para mostrar a que veio.

“Fui criticado por dizer que, se a situação se deteriorar, os militares poderiam reagir. Mas não vejo por que tanta crítica, as Forças Armadas são o árbitro da democracia”, afirma Esparza, especialista em inteligência militar.

O mundo militar está tenso e expectante. Enquanto Petro tiver expressivo apoio popular — o presidente chega ao poder com aprovação entre 61% e 64% —, os quartéis deverão permanecer tranquilos.

A Colômbia não tem tradição de golpes militares, mas, entre membros ativos e reformados das Forças Armadas, um dos exemplos que costuma ser comentado é o do ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que renunciou em novembro de 2019 sob forte pressão das forças policiais e militares.

Militares como Esparza defendem com unhas e dentes as Forças Armadas de seu país — em seu caso apesar, até mesmo, de uma expulsão sem explicação oficial e que causou profundo mal-estar entre seus colegas — e não escondem a preocupação pela guinada política que representa Petro.

Em julho passado, o general Eduardo Zapateiro, ex-chefe do Exército, solicitou deixar o cargo antes mesmo da posse, num claro gesto que buscou evitar a convivência com o novo presidente.

Em entrevista à revista Semana, Zapateiro afirmou que “não vou qualificar nenhum colombiano, estou de saída”. Na mesma entrevista, revelou a mensagem que deu a seus subordinados: “Respeitamos a Constituição e a lei.”

O novo governo colombiano já se reuniu com organizações de militares reformados e, também, da ativa. O veterano político Iván Velázquez, que sempre teve diálogo fluido com grupos guerrilheiros, foi o escolhido por Petro para assumir o comando da pasta da Defesa.

Ele tem dado passos diplomáticos, declarando ter entre seus objetivos melhorar a imagem das forças de segurança do país, prejudicadas por revelações da Comissão da Verdade — que confirmou o assassinato de 6.402 civis, identificados como guerrilheiros nos chamados falsos positivos — e pela repressão à onda de protestos em 2020.

Petro e seu ministro da Defesa confiam em encontrar a maneira de conviver com militares de várias gerações, que foram treinados para enfrentar inimigos internos, com os quais tanto o novo presidente quanto Velázquez mantêm um bom diálogo.

Um dos projetos do novo governo é a chamada Paz Total, que pretende alcançar diversos acordos com grupos narcotraficantes, dissidentes das Farc, o Exército de Liberação Nacional (ELN) e todos os que quiserem negociar. Se para as Forças Armadas foi difícil aceitar o entendimento com as Farc, em 2016, a Paz Total de Petro poderia desatar enorme resistências no mundo militar.

“Petro tem um discurso de luta de classes e pode tentar usá-lo para dividir as Forças Armadas. Se isso acontecer, haverá tensão”, frisa o coronel.

O novo governo tem a expectativa de despolitizar as Forças Armadas que há décadas estão alinhadas com a direita colombiana. Existem projetos ainda embrionários que visam eliminar círculos de poder no mundo militar, com o claro objetivo de neutralizar grupos opositores que poderiam tornar-se uma ameaça.

Petro e seus ministros insistem em negar a tensão, mas ela está no ar e antecipa um relacionamento complexo entre um ex-guerrilheiro e os que, em muitos casos, ainda o consideram um inimigo.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana