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Tendências da construção civil em 2021

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Por Ramiro Azambuja

A construção civil é responsável por quase 10% do PIB do Brasil e gera mais de 10 milhões de empregos, mas ainda assim somos um dos países com menor nível de inovação tecnológica no setor.

Em 2021, vamos ver a construção civil brasileira seguir os passos de países que estão avançados em relação a adoção de tecnologias e transformação digital. A indústria 4.0 já é uma realidade e está aí unindo o mundo físico, o digital e o biológico através de várias tecnologias atuando de forma integrada. O fato é que ela não está igualmente distribuída em todos os territórios, ficando mais concentrada nas grandes metrópoles e centros econômicos do país.

O movimento de descentralização é que vai ficar mais evidente a partir de agora e algumas regiões, por mais distantes dos principais conglomerados, podem sair na frente e se posicionar como ilhas de inovação.

O futuro da construção civil no Brasil passa pela digitalização dos processos, pela utilização de softwares de edificação que conseguem modelar todos os passos e até prever o que pode dar errado na obra, pela adoção de sistemas de gerenciamento que otimizam as etapas da construção. E tem muito mais chegando por aí.

Drones e impressão 3D estão vindo para transformar os canteiros de obra, permitindo a modelagem de peças e estruturas personalizadas para o projeto, com materiais mais leves e resistentes. Sem falar nos sensores que podem ser utilizados em roupas e equipamentos de proteção dos trabalhadores para garantir a segurança deles.

Robôs e máquinas com inteligência artificial vão começar a fazer parte do cotidiano da construção civil. Processos automatizados vão reduzir a necessidade de mão de obra, os índices de erros e retrabalhos. As etapas vão ficar mais rápidas e isso impacta positivamente nos custos para o cliente e na lucratividade da empresa.

Outra questão relevante é a sustentabilidade. Por muito tempo, a construção civil foi uma área relacionada a impacto ambiental. A agenda sustentável já faz parte das empresas do setor, mas deve ser ainda mais forte este ano, com a busca de opções menos poluentes, redução de produção de resíduos, destinação correta dos resíduos das obras e a implementação de tecnologias exigidas pelo mercado consumidor.

Vamos ver cada vez mais projetos incorporando opções como painel solar, cisternas para captação e reaproveitamento de água de chuva, telhados verdes, tijolos ecológicos, bioconcreto e jardins verticais para regulagem de temperatura.

A construção civil vai se consolidar em 2021 como indústria 4.0 com todas as vantagens que a tecnologia e a inovação trazem para o setor. As empresas que agirem rápido, investirem em conhecimento, informação e formação das suas equipes vão sair na frente e com larga vantagem.

Ramiro Azambuja é diretor-presidente da EMHA Construtora e Incorporadora

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A vitória das mulheres nas urnas em 2020

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Por Márcia Pinheiro

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública.

 

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