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Tempo de inovação tecnológica

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Por Léo Stefan

O termo não é novo e ganha cada vez mais força, especialmente nas gestões públicas. Mas, afinal de contas, o que é inovação tecnológica? É a melhoria dos processos através do investimento em tecnologia. Processos mais eficientes geram resultados melhores.

 Burocracia e morosidade sempre foram as maiores reclamações relacionadas aos serviços públicos oferecidos para a sociedade. E isso acontece em cidades de todos os tamanhos, das mais carentes às mais ricas.

 Eu pude conhecer de perto essa realidade durante grande parte da minha vida, quando atuava com publicidade e comunicação e me deparava com essas carências por falta de viés tecnológico nas gestões. Fiz campanhas políticas em todas as esferas, atendi muitos órgãos públicos e nesse período pude perceber outra coisa: inovação só acontece quando o gestor acredita e trata o tema como prioridade.

 A maior arma para combater a burocracia e a ineficiência é a tecnologia e isso demanda um processo de mudança e quebra de paradigmas que nem sempre as pessoas estão dispostas a enfrentar, a não ser quando isso se torna irrevogável. A pandemia acelerou o processo de inovação de 10 anos para 10 meses e, mesmo quem não era habituado a esse universo, precisou se render e ultrapassar barreiras.

 O salto em inovação tecnológica, longe de ser uma queda livre arriscada, é um caminho que só traz resultados positivos. A tecnologia cria uma cadeia de benefícios que ajuda o servidor a ser mais eficiente e o cidadão a ter acesso a um atendimento de qualidade.

 E bons exemplos não faltam. A Estônia é o primeiro país do mundo a ter quase 100% dos serviços digitalizados. No Brasil, o Governo Digital é uma iniciativa para que até 2022 todos os nossos serviços públicos também estejam digitalizados.

 Segundo dados do PNAD/IBGE, uma boa estratégia digital pode trazer 5,7% de aumento do PIB anual e gerar uma economia de até 97% nos custos da gestão. São dados significativos e que deveriam ser perseguidos pelos gestores públicos. Contudo, por que isso não acontece num país onde mais de 80% das prefeituras não arrecadam o suficiente para pagar suas folhas de salário? Porque ainda se acredita que tecnologia é gasto, quando na verdade é investimento.

 Um investimento que pode resultar num cadastro atualizado das empresas e habitantes, no aumento da arrecadação sem aumentar os impostos, na redução dos custos operacionais e na otimização dos serviços prestados. Inovação tecnológica é ganha-ganha: a gestão tem recursos e informação para aplicar melhor o dinheiro público, a sociedade tem cidades mais inteligentes e com qualidade de vida.

 Para isso é preciso visão e coragem de se reinventar. Há quatro anos eu olhei para mim mesmo e descobri que nasci para inovar. Troquei a comunicação pela inovação tecnológica. Da minha experiência profissional, trouxe a criatividade. Nesse novo desafio, carrego a confiança de impactar de forma positiva as organizações e a vida das pessoas pela transformação tecnológica e digital.

 É esse olhar que eu espero que cada vez mais os gestores públicos tenham para com os seus municípios. Quem tiver a coragem de se reinventar vai sair na frente. O tempo é agora.

 Léo Stefan é CEO da L2 INOVA, empresa de inovação que vem promovendo a transformação digital nas organizações públicas e na vida das pessoas. 

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Sobre discípulos e mestres

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Por Cassyra Vuolo

Certo dia um discípulo perguntou:

-“Mestre como devo tratar os outros?”

O mestre respondeu:

-“Não existem outros”.

A intensidade deste diálogo é inversamente proporcional a sua duração e a sua aplicabilidade tão necessária, quanto atual. Somos discípulos ou mestres, dependendo do lado da mesa que estivermos.

A forma como nos colocamos nesses espaços e as nossas decisões dizem muito sobre quem somos e as lições aprendidas na vida, ou não.

Um discípulo não tem um único mestre. A vida se encarrega de apontar diferentes mestres e oportunidades de aprendizado nas diferentes dimensões que assumimos.

No ambiente familiar, desde muito cedo os diálogos com nossos mestres, suas imagens e seus arquétipos contracenam conosco com enorme naturalidade. E tais lições viscerais ficam registradas com precisão em nosso interior emocional.

Na modernidade líquida do mundo globalizado, nas mídias sociais os mestres e discípulos têm seus conteúdos registrados nas timelines, na quantidade de “likes” que geram uma infinidade de algoritmos e identificam quem influenciamos e também nossos influenciadores.

Na vida profissional, o “líder” ou “CEOs”, ou como antigamente era conhecido, “o chefe” está identificado no organograma, na porta da sala etc., e destes apreendemos mais pelo “modus operandi” que tratam as pessoas do que pelo cumprimento dos planos e manuais técnicos.

Não existe uma fórmula para ser um bom discípulo. Sabe-se que o conhecimento, o conjunto de informações adquiridas por meio da sua experiência, agregam e influenciam nas atitudes, comportamentos e perspectivas individuais. Deste espera-se discernimento.

E para ser mestre?
Para liderar? Quais seriam os critérios mínimos?

Os manuais de liderança trazem centenas de páginas. Não desconsiderando estes conteúdos, sugiro que façamos a pergunta inicial e aguardemos a resposta.

Para facilitar a análise, um gabarito.

Um certo Nazareno respondeu: “Amarás teu próximo como a ti mesmo.” Veja no próximo um “outro nós”.

Um indiano pregou a paz e disse: “Não posso fazer mal a você sem ferir a mim mesmo”.

Quem são nossos mestres? Como estamos liderando?

A conclusão é sua. Eu já fiz a minha: “escolho estar de costas para o escuro e de frente pra luz.”

Cassyra Vuolo é Secretária de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania do Tribunal de Contas de Mato Grosso

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