Mato Grosso

TCE-MT emite parecer favorável às contas do Executivo Estadual

Publicados

em

Conselheiro-relato, Valter Albano.

Com destaque para a solidez fiscal e rigoroso cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas anuais de governo do Poder Executivo Estadual, referentes ao exercício de 2021. 

Sob relatoria do conselheiro Valter Albano, o balanço foi apreciado em sessão extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (29). Em seu voto, aprovado por unanimidade do Pleno, o relator destacou que, mesmo diante das dificuldades decorrentes da pandemia de Covid-19, o Governo de Mato Grosso conquistou resultados promissores na política fiscal e de desenvolvimento.

“A pandemia impôs aos gestores públicos desafios gigantescos no sentido de, ao mesmo tempo, conter a doença e garantir o funcionamento dos governos e da economia. E mesmo diante desses desafios o Governo de Mato Grosso cumpriu rigorosamente os limites e percentuais constitucionais e legais referentes aos repasses de recursos aos poderes e órgãos autônomos do estado, aos gastos com pessoal, aos investimentos na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde, e ainda apresentou resultado fiscal superavitário”, sustentou Albano.

Quanto à situação fiscal, salientou que o estado alcançou a 7ª posição na classificação geral do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e a 2ª posição no pilar referente à solidez fiscal. Além disso, pontuou que Mato Grosso atingiu a nota máxima (A) no índice de Capacidade de Pagamento dos governos regionais, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), utilizado para aferir a situação fiscal de cada ente da federação nas análises de concessões e operações de crédito.

“É notória, portanto, a condição de solidez fiscal atualmente ostentada pelo Estado Mato Grosso, sendo desnecessário maiores comentários sobre o cenário macroeconômico e financeiro”, argumentou o relator.
Quanto às irregularidades mantidas nos autos, para as quais, inclusive, verificou circunstâncias atenuantes, o conselheiro ponderou que não se mostraram capazes de comprometer os atos de governo essenciais ao alcance da sustentabilidade fiscal e do cumprimento dos limites constitucionais e legais.

“Ressalto que para todas as irregularidades constatadas estou recomendando ao Poder Legislativo Estadual que, quando da apreciação e julgamento dessas contas e respeitadas a autonomia e discricionariedade do Poder Executivo Estadual, oriente-o a adotar providências permanentes de aperfeiçoamento dos atos de governo”, asseverou Albano.

Frente ao exposto, seguindo parecer do Ministério Público de Contas (MPC), votou pela emissão de parecer prévio favorável às contas anuais do Governo de Mato Grosso, referentes ao exercício de 2021, sob responsabilidade do governador Mauro Mendes.

Pleno se manifesta

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Ao acompanhar o voto do relator, o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, parabenizou Albano, a equipe técnica do órgão e do gabinete do conselheiro pela qualidade do voto, bem como as contas ora relatadas.

“Fica muito claro que as contas deste exercício melhoraram com relação às contas do ano anterior, que já haviam sido muito superiores às anteriores. Ver que as contas evoluíram é uma alegria para o TCE e seus membros e traz uma certeza, uma segurança de que temos um governo que está realmente imbuído dos melhores propósitos no sentido da gestão fiscal e, inclusive, dos investimentos em políticas públicas”, declarou o presidente.

No mesmo sentido se manifestou o conselheiro Waldir Teis, que parabenizou o relator pelos números, precisão e clareza do voto, bem como destacou o excesso de arrecadação do estado de quase 9%. “É sinal de que o estado não tem como parar. Mesmo com tudo que aparece de adversidade, continua crescendo. Isso mostra que acreditam no estado, mas só acreditam quando há boa gestão. Sem boa gestão, não há investimento”.

Já o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto salientou que o documento apresentado na sessão de hoje ficará registrado com êxito na história do Tribunal de Contas e servirá de parâmetro para as próximas contas anuais de governo do Estado de Mato Grosso, cumprimentando ainda o governador Mauro Mendes pelos resultados da gestão.

Sérgio Ricardo, por sua vez, elencou pontos do voto que, segundo ele, mereciam destaque: excesso de arrecadação, superávit, independência, investir, construir, operando e investindo, crescimento positivo, realizações, resultado fiscal positivo, equilíbrio fiscal, resultado financeiro positivo, capacidade financeira, sustentabilidade, contenção de gastos e capacidade de investimento. “Acho que escolhi o lugar certo para viver. Estou feliz aqui em Mato Grosso. Desde a gestão de Dante de Oliveira não tinha visto o estado crescer tanto e isso me agrada muito como cidadão”.

O voto e o resultado das contas também foram elogiados pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf. “Como conselheiro, me sinto realizado ao ver um perfil numérico, uma equação de sucesso como essa que hoje foi relatada pelo conselheiro Valter Albano numa maestria fantástica. Fico muito feliz em ver que o estado, numericamente, encontra-se resolvido. O primeiro passo do governador foi fantástico, de transformação econômica, agora precisamos atuar fortemente na questão social, vislumbrar o próximo passo”.

Contas de Governo

 Nas contas anuais de governo, o TCE apresenta um resultado da avaliação da conduta do chefe do Poder Executivo quanto ao planejamento dos gastos públicos, organização das ações e controle das políticas públicas. A partir dessa avaliação, emite um parecer prévio que é enviado à Assembleia Legislativa.

Comentários Facebook
Propaganda

Mato Grosso

MPF denuncia 27 pessoas e pede R$ 667 milhões de reparação por danos ambientais

Publicados

em

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncias contra 27 pessoas no âmbito da Operação Res Capta junto à Justiça Federal de Barra do Garças (MT). Caso as denúncias sejam aceitas, os acusados se tornarão réus e responderão pelos crimes de corrupção passiva e ativa majoradas, associação criminosa e crimes ambientais.

 Ações civis públicas também foram propostas pedindo mais de R$ 667 milhões de reparação por danos ambientais. 

 A Operação Res Capta foi deflagrada no dia 17 de março deste ano. A primeira denúncia foi oferecida menos de um mês depois, no dia 11 de abril. 

 A operação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal teve como objetivo desarticular estruturas criminosas voltadas ao arrendamento ilegal de áreas da Terra Indígena Marãiwatsédé.

Os arrendamentos eram instrumentalizados por contratos fraudulentos de parceria graças à articulação de liderança indígena cooptada e de servidores públicos que recebiam propinas para possibilitar a particulares o uso de áreas no interior da Terra Indígena para pecuária.

 Assim como as denúncias, o Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado do MPF (Gaeco-MPF), em Mato Grosso, também propôs ações de improbidade administrativa contra 19 pessoas pela prática de atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito. 

 A ação requer a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos demandados, bem como a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo mínimo de oito anos, em ambos os casos.

 Foi proposta também ação civil pública pelo 1° Ofício da Procuradoria da República em Barra do Garças (MT) contra 16 pessoas que arrendaram áreas na Terra Indígena Marãiwatsédé.

Para a aferição do dano ambiental foram utilizadas as declarações prestadas pelos arrendatários quando ouvidos pela Polícia Federal.

 O valor mínimo necessário para a reparação dos danos identificados, como custo de reflorestamento por hectare, foi fixado em R$ 11.917,76, baseado em laudos produzidos pela Polícia Federal.

 Assim, a quantificação do dano foi obtida pela multiplicação da área ocupada por arrendatário declarada em depoimento pelo montante de R$ 11.917,76. O montante total da reparação buscada na ação civil pública é de R$ 667.235.933,40.

 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana