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TCE-MT aponta legitimidade em vínculo de servidores com RPPS

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O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) entendeu não ser legítimo negar o direito de servidores públicos não efetivos o reconhecimento do vínculo ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) no período que obrigatoriamente contribuiu com o regime próprio, conforme imposição da Lei 4.491/82.

Apreciado durante a sessão ordinária desta terça-feira (30), o processo responde à resolução de consulta proposta pelo Governo de Mato Grosso acerca da interpretação referente à filiação dos servidores, comissionados e contratados, quanto ao vínculo ao RPPS no período anterior à edição da emenda constitucional n° 20/1998.

De acordo com o relator, conselheiro Valter Albano, há cerca de três mil servidores aguardando a concessão do benefício previdenciário ou a regulamentação de sua pendência de registro junto ao TCE-MT por conta da dúvida sobre a filiação destes servidores ao MT- Previdência ou ao Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS).

Depois de analisar a legislação vigente à época, o relator constatou a obrigatoriedade de todos servidores, sem distinção, de contribuírem para RPPS, excluindo apenas os empregados da sociedade de economia mista. Destacou ainda que a aprovação da emenda 20/1998 criou um novo cenário no sistema previdenciário brasileiro.

Isso porque, a norma separou o direito dos servidores efetivos ao RPPS e os não estáveis ao Regime Geral de Previdência. “A partir desse marco, é obrigação de cada ente ao qual o servidor estiver vinculado, expedir as respectivas certidões por tempo de serviço”, explicou.

Deste modo, na avaliação do conselheiro, as pendências financeiras entre o estado e o Instituto de Previdência Social em nada alteram esse direito. “Tendo os entes meios judiciais ou extrajudiciais para regularizar a situação sem afetar o direito adquirido desses servidores.”

Na ocasião, Valter Albano lembrou ter presenciado, enquanto secretário de Estado de Fazenda, na década de 1990, as dificuldades da gestão em se desvincular das causas previdenciárias impostas pela União.

“Felizmente está aqui este Tribunal, com esta composição, para analisar com a profundidade jurídica e técnica que é necessária ao assunto e responder ao Governo do Estado: os servidores, até esta data de dezembro de 1998 tem direito “A”. Após isso, tem o direito “B”, assunto encerrado”, pontuou.

Frente ao exposto, Valter Albano acolheu integralmente o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e votou pela aprovação da resolução normativa. Seu posicionamento foi acolhido por unanimidade pelo Pleno.
O conteúdo da resolução normativa foi elogiado pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf. “Parabenizo o conselheiro e toda equipe que trabalhou na constituição desta consulta. Existe uma angústia hoje no estado, são esses milhares de servidores que se encontram no limbo.”

Na opinião do presidente, por meio deste trabalho, o tribunal põe um ponto final à questão. “O Tribunal põe fim ao limbo que impedia essas aposentadorias. Damos agora uma uma orientação a esses milhares de pedidos que se encontravam aí parados, esperando por uma decisão”, concluiu.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento.

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Presidente do TCE-MT define composição da Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, definiu a composição e o funcionamento da Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNJur), instituída pela Resolução Normativa nº 13/2021. A formação do grupo de trabalho foi publicada no Diário Oficial de Contas (Doc) desta quinta-feira (27.01).

Presidente do TCE-MT, conselheiro, José Carlos Novelli | Foto: Tony Ribeiro

A CPNJur tem a finalidade de promover a aguarda, a integridade e o aperfeiçoamento do acervo normativo e jurisprudencial do TCE-MT, qualificar o processo das propostas normativas e dos pareceres técnicos em consultas formais, bem como de assegurar o adequado funcionamento das Mesas Técnicas, por meio de métodos e procedimentos destinados a promover o consensualismo, a eficiência e o pluralismo da Corte de Contas.

Conselheiro do TCE-MT, Valter Albano | Foto: Thiago Bergamasco

Compõem a CPNJur o conselheiro Valter Albano, como presidente, bem como o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, o procurador-geral de contas Alisson Carvalho, o secretário-geral da Presidência, Marco Rockenbach, o secretário-geral de Controle Externo, Manoel Conceição da Silva, o consultor jurídico-geral, Gregory Maia, e o chefe de gabinete de conselheiro Flávio Vieira.

De acordo com o documento, caberá à Comissão o exercício das atribuições definidas no art. 64 do novo Regimento Interno do TCE-MT e no art. 2º da Resolução Normativa nº 13/2021.

Desse modo, deverão ser submetidos à CPNJur os processos de consultas formais, a serem encaminhados pela unidade técnica responsável, após emissão de parecer, para pronunciamento; as propostas normativas, exceto portarias, e as minutas de projetos de lei, a serem encaminhadas pela Presidência, previamente à deliberação do Plenário, para pronunciamento.

A equipe também deverá supervisionar as atividades da Secretaria de Normas e Jurisprudência (SNJur), que se encarregará de apoiar a comissão em todas as suas competências, além de organizar, conduzir e elaborar as atas das Mesas Técnicas e sistematizar os produtos, normas e decisões do TCE-MT, especialmente os entendimentos, os precedentes, a jurisprudência, as súmulas e resoluções de consultas.

A CPNJur

A criação da CPNJur levou em consideração a necessidade de institucionalização do processo de garantia de qualidade das propostas normativas e dos pareceres técnicos em consultas formais apresentados pelas unidades do TCE-MT, a fim de mantê-los estáveis, íntegros e coerentes, previamente à deliberação do relator ou do Tribunal Pleno.

A norma tem em vista ainda que as competências constitucionais delegadas aos tribunais de contas estaduais devem ser garantidas e estar claramente delimitadas, permitindo o adequado cumprimento do seu papel constitucional na realização de julgamentos e emissão de pareceres submetidos a sua jurisdição.

Além disso, levou em consideração que a realização do juízo de negativa de executoriedade, assim como os demais processos analisados pelo TCE-MT, deve alicerçar-se na segurança jurídica e no atendimento dos princípios, normas e regramentos processuais vigentes no Direito e praticados pela manifestação estatal da atividade judicante.

 

 

 

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