BRASIL E MUNDO

Talibã pede ajuda internacional após terremoto no Afeganistão

Publicados

em

source
Terremoto no Afeganistão
Reprodução: Facebook / Bakhtar News Agency

Terremoto no Afeganistão

Em um movimento raro, o líder supremo do Talibã, Haibatullah Akhundzadah, que pouco aparece em público, solicitou à comunidade internacional e às organizações humanitárias “que ajudem o povo afegão afetado” e “não poupe esforços” para recuperar o país após um terremoto de magnitude 5,9, na manhã da quarta-feira, deixar cerca de mil mortos e outros 1.500 feridos . O evento foi classificado pelas autoridades locais como “grande tragédia”.

Autoridades afegãs estão realizando buscas nesta quinta-feira para chegar a uma área remota atingida pelo terremoto, mas as comunicações precárias e a falta de estradas adequadas dificultaram os esforços, disseram autoridades.

O terremoto ocorreu a cerca de 160 quilômetros a sudeste de Cabul, em montanhas áridas e repletas de pequenos assentamentos, perto da fronteira com o Paquistão, atingindo áreas que já sofriam os efeitos das fortes chuvas recentes. Por conta do abalo, uma série de desmoronamentos e deslizamentos de terra ocorreram, dificultando os esforços de resgate.

“Não podemos alcançar a área, as redes são muito fracas, estamos tentando obter atualizações”, disse à Reuters Mohammad Ismail Muawiyah, porta-voz do principal comandante militar talibã, na província de Paktika, a mais atingida.

Além dos cerca de mil mortos e 1.500 feridos, mais de 3 mil casas foram destruídas. Cerca de 600 pessoas foram resgatadas de várias áreas afetadas, acrescentou Muawiyah.

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, disse que a entidade está “totalmente mobilizada” para ajudar, com o envio de equipes de saúde e suprimentos de medicamentos, alimentos, kits de trauma e abrigos de emergência para a zona do terremoto.

A operação de resgate será um grande teste para as autoridades islâmicas do Talibã, que assumiram o controle do país em agosto passado após duas décadas de guerra e foram cortadas de grande parte da assistência internacional por causa das sanções. O ministério da defesa, liderado pelo Talibã, está liderando os esforços de resgate.

Socorristas lutam para chegar à zona do terremoto

Mesmo antes da tomada do Talibã, as equipes de resposta a emergências do Afeganistão estavam sobrecarregadas para lidar com os desastres naturais que atingem o país. Com aviões e helicópteros em condições de voar desde que o Talibã voltou ao poder, no entanto, qualquer resposta imediata à mais recente catástrofe é limitada.

A mídia afegã publicou fotos de casas reduzidas a escombros e corpos envoltos em cobertores no chão horas após o terremoto. A cidade de Gayan, perto do epicentro, sofreu danos significativos, com a maioria de seus edifícios de paredes de barro danificados ou completamente desmoronados, segundo a Reuters.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

Trump sabia que apoiadores portavam armas durante invasão do Capitólio

Publicados

em

Donald Trump
Reprodução/Twitter

Donald Trump

A ex-assessora de Mark Meadows, último chefe de gabinete do presidente Donald J. Trump, disse que Trump insistiu para que a segurança permitisse que os manifestantes transitassem armados livremente durante a invasão do Capitol no dia 6 de janeiro. Cassidy Hutchinson disse que seu chefe, Mark Meadows, fez ‘pouco caso’ para tentar administrar a situação.

Trump, em seu site Truth Social, negou muitas das acusações de terça-feira. Hutchinson depôs que Meadows previu a um de seus próprios assessores que as coisas ficariam “muito, muito ruins”, sugerindo que a equipe de Trump sabia que seus apoiadores planejavam invadir o Capitólio ou cometer violência dias antes do ataque. 

A ex-assessora da Casa Branca detalhou aos legisladores como Donald Trump explicou abertamente que não “se importava” após ser informado de que seus apoiadores nas cidade e ao redor do Capitólio portavam armas de fogo, facas, porretes e até fuzis AR-15, proibidos no Distrito de Columbia.

O depoimento da funcionária detalha que Donald Trump e seus aliados sabiam que seus apoiadores planejavam cometer atos de violência contra os adversários políticos na tentativa de derrubar o resultado das eleições. 

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana