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Surto de hepatite em crianças: número de mortes chega a 16

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Surto misterioso de hepatite preocupa Europa
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Surto misterioso de hepatite preocupa Europa

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciaram a morte de mais uma criança em meio ao surto da hepatite de causa desconhecida no mundo, elevando o total do país para seis óbitos. Ao todo, foram registradas ao menos 16 mortes decorrentes da inflamação do fígado no mundo: uma na Irlanda; seis na Indonésia; uma no México e uma na Palestina, além das seis nos EUA, segundo informações do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

De acordo com a última atualização do centro, já foram identificados mais de 614 casos em cerca de 30 países desde o início de abril, e dados mostram que aproximadamente 10% dos pacientes precisaram de um transplante de fígado. No Brasil, o Ministério da Saúde informou que monitora 44 diagnósticos, sem nenhum óbito.

Todos os casos até agora testaram negativo para os vírus tradicionais causadores da hepatite: A, B, C, D e E. A gravidade dos registros, a causa desconhecida e o surto a nível global são pontos que têm intrigado cientistas. A maioria dos diagnósticos é relatado em crianças com menos de 5 anos, o que descarta qualquer ligação com a vacina da Covid-19, uma vez que esse público ainda não foi contemplado. No anúncio da nova morte detectada nos Estados Unidos, o CDC reforçou que a principal hipótese com a qual eles trabalham é a de que a causa seja o adenovírus 41F. O patógeno, identificado em cerca de 70% das crianças no Reino Unido e nos EUA, é um vírus que provoca resfriados comuns, e não se sabe ainda por que ele estaria desenvolvendo a inflamação grave e inesperada. Há ainda uma teoria que ganha força, a de que a infecção por Covid-19 possa estar por trás do surto.

Em artigo publicado na revista científica The Lancet Gastroenterology & Hepatology, pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, e do Centro Médico Cedars Sinai, nos Estados Unidos, consideram que o Sars-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) pode ter efeitos prolongados no organismo que eventualmente propiciem a inflamação exacerbada quando as crianças são infectadas pelo adenovírus.

O que fazer?

Para evitar que o surto aumente, a agência de saúde britânica sugere que medidas como lavagem das mãos e higiene respiratória – como cobrir com o braço tosses e espirros – sejam reforçadas. Especialistas afirmam que o aumento no número de casos tem sido relativamente lento, mas alertaram que mais diagnósticos são esperados.

Hoje, não há tratamento específico para a hepatite, mas medicamentos como esteróides ajudam, assim como remédios destinados aos sintomas. A orientação é para que mães e pais estejam alertas para o aparecimento dos sinais e, se for o caso, procurem atendimento médico imediatamente.

Confira os sintomas da hepatite segundo a agência de saúde do Reino Unido:

  • Urina escura;
  • Fezes pálidas ou cinzas;
  • Coceira na pele;
  • Olhos e pele amarelados (icterícia);
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Temperatura alta;
  • Enjoo e náuseas;
  • Cansaço o tempo todo fora do normal;
  • Perda de apetite;
  • Dor de barriga.


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Fonte: IG SAÚDE

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Varíola dos macacos: entidades criticam estigma a homossexuais

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Transmissão da varíola dos macacos tem sido muito associada aos homossexuais
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Transmissão da varíola dos macacos tem sido muito associada aos homossexuais

A contaminação pela varíola dos macacos vem se espalhando pelo mundo e trazendo um problema já observado historicamente, quando surgiram os primeiros casos de HIV. Chamada na década de 80 por diversos nomes pejorativos relacionados a homossexualidade, a Aids carregou por anos essa estigmatização.

No último dia 1º, um editorial publicado na Revista Brasileira de Enfermagem alerta para a repetição desse risco, pois o olhar discriminatório ao paciente contaminado com a varíola dos macacos pode prejudicar o tratamento, protelando o seu diagnóstico e até mesmo a procura por cuidados com a saúde.

“O fato de relacionar a orientação sexual com o vírus Monkeypox não faz qualquer sentido, já que existem opções de comunicação que se podem mostrar igualmente efetivas, como, por exemplo, focar na prática de relações sexuais entre indivíduos infectados, sem categorizar sexualidades ou práticas em específicos, assumindo uma posição globalizada das ações sanitárias e de controle epidemiológico”, diz o texto.

A própria agência das Nações Unidas para a Aids mostrou preocupação com o fato de a mídia ter reforçado estereótipos homofóbicos e racistas na divulgação de informações em torno da varíola dos macacos .

A monkeypox , como é conhecida internacionalmente, não é uma infecção sexualmente transmissível, embora possa se espalhar pelo contato íntimo durante as relações sexuais, quando existe erupção cutânea ativa.

Veja, abaixo, mais detalhes de como a varíola dos macacos pode ser transmitida
Reprodução/Twitter

Veja, abaixo, mais detalhes de como a varíola dos macacos pode ser transmitida

A infecção é transmitida a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas de uma pessoa doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele.

Foi o que ocorreu com o professor de inglês Peter Branch, de 48 anos. Ele e seu companheiro moram na capital paulista e foram infectados pela doença. O britânico, que vive no Brasil há mais de 9 anos, queixa-se do preconceito envolvendo a enfermidade.

“Fomos infectados indo a um bar heterossexual. Acho que o mais grave é que homens e mulheres heterossexuais não estão prestando atenção aos sintomas e, portanto, infectando os outros também”, disse. “O que incomoda é que as pessoas pensam que isso é só na comunidade gay ”, completou.

Ele conta que apresentou febre, dor de cabeça, cansaço, e que as lesões surgiram depois. Ele recebeu atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “As manchas doeram um pouco, o chato foi o isolamento, não poder brincar com meus cachorros”. Peter já se sente bem e acompanha a recuperação de seu companheiro.

Fonte: IG SAÚDE

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