AGRO & NEGÓCIO

Sudene pretende fomentar a cultura do caju

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Um edital de inovação com foco na cajucultura é uma das propostas da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste para fomentar a cadeia produtiva nos estados produtores. O superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto, firmou o compromisso de apoiar o setor, após conhecer algumas tecnologias desenvolvidas na Embrapa Agroindústria Tropical, na manhã desta quarta-feira (20/01). Ele disse que o próximo passo é elaborar um edital que conte com apoio da Embrapa. 

O chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Lucas Leite, esclareceu que a Unidade descentralizada da Embrapa reúne um conjunto de tecnologias e de conhecimentos, do campo à agroindústria, capazes de promover maior produtividade, o aproveitamento integral e a agregação de valor para cultura. Ele citou experiências exitosas e salientou que entre as vantagens do caju está a versatilidade e a baixa necessidade hídrica comparativa, mesmo para a produção de fruta de mesa irrigada. “É uma atividade que tem uma condição impar para o Nordeste. Só o fato de o cajueiro produzir na entressafra das demais culturas já é um diferencial importante”, completou.  

O titular da Superintendência Federal de Agricultura no Ceará, Francisco Milton Holanda Neto, reiterou a importância da cultura do cajueiro para o Estado do Ceará e a necessidade de maiores investimentos no setor.  O representante do Sindialimentos, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Bessa Júnior, pretende desafiar empresários do setor a conhecer melhor as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para a cajucultura. 

Participaram da reunião, dentre outros, o diretor de planejamento da Sudene, Raimundo Gomes de Matos, e o titular da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Flávio Saboia.  

Tecnologias
Os visitantes conheceram o trabalho de conservação da variabilidade genética do cajueiro. A Embrapa Agroindústria Tropical mantém o maior e mais antigo Banco Ativo de Germoplasma de Cajueiro do mundo, com 778 acessos. O BAG Caju disponibiliza uma base genética que vem sendo utilizada para auxiliar no desenvolvimento de cultivares junto ao programa de melhoramento do caju, visando a diferentes fins, ambientes e condições de cultivo. 

“É um tesouro, um grande patrimônio para futuras gerações de brasileiros”, explicou a pesquisadora Ana Cecília Castro, curadora do BAG Caju. Ela salienta que todo País precisa manter seus recursos genéticos bem guardados, bem documentados, bem caracterizados. Principalmente para as culturas alimentares. “É questão de segurança alimentar, uma cultura com uma base estreita é um risco grande”, diz.

Outras tecnologias para o aproveitamento agroindustrial do pedúnculo foram apresentadas, como a fibra de caju que é empregada como matéria-prima para a produção de alimentos veganos, como hamburgueres. Os trabalhos realizados para o desenvolvimento de alimentos com propriedades funcionais também foram abordados na ocasião, exemplificando o potencial de agregação de valor da bioeconomia do caju.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Agricultores familiares contam suas histórias

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A Embrapa Solos, em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), promoveu roda de conversa online em 23 de julho a fim de celebrar o Dia da Agricultura Familiar (25/07).
 
O tema do evento foi ‘tecnologias sociais e inclusão das famílias agricultoras do Semiárido’. A abertura ficou por conta da chefe geral da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Mendonça que enfatizou a importância da agricultura familiar para a segurança alimentar e nutricional da população. “A agricultura familiar produz 80% de tudo que é consumido no mundo, e 70% no Brasil”, revelou Lourdes.
 
Direto de Sobral (CE), a pequena produtora Regina Rodrigues de Sousa, do Sítio Areias-Boqueirão, falou que a agricultura é o futuro da sua família. “É na produção familiar que plantamos o alimento saudável. É um trabalho que eu amo, aprendi com meus avós, uma luta diária, é muito bom ver a agricultura familiar ser reconhecida.” Regina também lembrou da importância do resgate das sementes crioulas.
 
Já de Santana do Ipanema (AL), o agricultor Sebastião Rodrigues Damasceno, guardião das sementes crioulas do sertão daquele estado, revelou seu amor pela caatinga. “Sou apaixonado por esta região, sou caatingueiro, trabalho com mais de 40 variedades, sou usuário das barragens subterrâneas que mudaram minha vida para muito melhor.”
 
As palavras de Sebastião emocionaram Alexandre Henrique Pires, coordenador do Centro Sabiá e membro da coordenação executiva da ASA. “Fico com o coração na mão, super feliz de ouvir essas palavras da Regina e do Sebastião. É um grupo de pessoas que batalha em defesa da vida, da alimentação das suas famílias. É importante destacarmos o papel que essas tecnologias sociais de captação e armazenamento de água das chuvas cumprem.”
 
Maria Sonia Lopes da Silva, pesquisadora da Embrapa Solos UEP/Recife, ressaltou o prazer com o qual agricultores como Regina e Sebastião exercem sua lida. “Nosso estudo é feito com eles e para eles, esse é o caminho. Quando fazemos isso trabalhamos com as reais necessidades deste s produtores.”
 
Os jovens produtores rurais foram representados por Mateus Manassés, de Queimadas (PB), do Polo da Borborema, criador de cabras, e atuante no movimento agroecológico. “Eu já era um agricultor desde o ventre da minha mãe, mesmo ela sendo professora; mas meu pai e minha avó são do campo. Ganhei meus primeiros bodinhos com quatro anos e amo tudo isso.” 
 
Arte 
 
A moderação do evento ficou a cargo do mediador criativo, Fabrício Martino, enquanto Milena Pagliacci fez o mapa mental que ilustra essa matéria. Também não faltou música com a participação de Maycon do Acordeon, direto de Groaíras, no Ceará.
 
Assista a live na íntegra aqui.
Fonte: Embrapa

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